Segundo o site https://surubim.portaldacidade.com/noticias: Vereadores cobram reforma urgente do espaço e secretário detalha entraves técnicos e regularização do equipamento
A situação crítica do Matadouro Público de Surubim voltou ao centro do debate político durante a reunião ordinária da Câmara Municipal realizada na noite da quinta-feira (16 de abril). O tema foi levantado a partir do requerimento nº 081/2026, apresentado pelo vereador oposicionista Carlos Maurício (PSB), que solicita ao Poder Executivo a viabilização de uma reforma urgente no espaço.
O Portal da Cidade Surubim esteve no Matadouro na manhã desta sexta-feira e constatou a precariedade do espaço, as inadequadas condições de higiene e a necessidade urgente de reforma de todo o espaço. Inclusive o Matadouro foi tema de uma postagem do prefeito Cleber Chaparral no dia 9 de janeiro de 2025 (poucos dias depois de assumir o mandato) relatando a precária situação em que ele encontrou o espaço. No entanto, passados 1 ano e quatro meses de gestão, a situação precária ainda persiste.
Ao justificar o pedido durante a sessão na Câmara, Carlos Maurício relatou uma visita recente ao local, feita após apelos de trabalhadores, especialmente das fateiras. Segundo ele, o cenário encontrado é preocupante. “A situação do matadouro está lastimável. Não está funcionando nada. Detectamos caldeira quebrada, falta de equipamentos, piso comprometido e ausência total de funcionamento das barreiras sanitárias”, afirmou.
O vereador destacou ainda que o problema afeta diretamente dezenas de famílias que dependem da atividade. “São mais de 100 famílias que precisam daquele espaço para trabalhar. Do jeito que está, está muito difícil”, completou, ressaltando que a ausência de estrutura compromete tanto a economia local quanto as condições de trabalho.
Debate entre os vereadores da Casa
Durante a discussão, o vereador Dr. Vavá (Solidariedade) reforçou a gravidade da situação e lembrou a importância econômica do equipamento. “Ali é uma atividade forte. São mais de 100 animais abatidos por semana. O que está sendo relatado é muito grave, principalmente quando se fala em abate fora do local adequado”, disse.
Já o vereador Luciano Medeiros Filho, o Bomba (PSB), chamou a atenção para os riscos à saúde pública. “Não adianta reformar o açougue se o matadouro, que é de onde sai a carne, não tem a higiene necessária. A população precisa ter segurança alimentar”, pontuou.
Por outro lado, o vereador da base governista Júnior Amorim (União Brasil) disse que também foi procurado pelas fateiras. Ele reconheceu a necessidade de intervenção, mas ponderou que algumas ações já estão em andamento. “O matadouro é antigo e precisa de uma reforma ampla. Já existe diálogo com a secretaria e acredito que em breve teremos avanços, até para evitar o aumento da clandestinidade no abate”, afirmou.
Prefeitura prepara reforma do espaço
Procurado pelo Portal da Cidade Surubim, o secretário de Desenvolvimento Agrário e Econômico de Surubim, Bruno Caymmi, também se pronunciou sobre o tema e confirmou que a reforma já foi autorizada pelo prefeito. No entanto, explicou que o processo exige cuidados técnicos e legais mais complexos. “Não é uma reforma simples. O matadouro não tem planta, não tinha alvará atualizado e precisa se adequar a uma série de exigências dos órgãos fiscalizadores”, detalhou.
Segundo o secretário, o município está buscando regularizar a situação junto a entidades como Vigilância Sanitária, CPRH e órgãos estaduais. Ele destacou ainda que algumas melhorias já foram realizadas, como manutenção de equipamentos, adequações para o bem-estar animal e recuperação de estruturas internas.
“Já conseguimos avanços importantes, como a recuperação da pistola de atordoamento, melhorias no curral e manutenção de equipamentos essenciais. Mas o nosso foco agora é garantir que o matadouro funcione dentro da legalidade, atendendo todas as normas sanitárias e ambientais”, acrescentou Bruno Caymmi.
Ele também declarou que está em elaboração um projeto completo que atenda às normas legais, principalmente na questão ambiental e sanitária. "Só depois disso é que poderemos avançar para a licitação e execução da reforma”, concluiu o secretário.





