quarta-feira, 14 de abril de 2021

Idosa em cárcere privado é resgatada no RJ após 52 anos longe da família

 Segundo o site https://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil: Uma idosa de 75 anos foi resgatada nesta terça-feira (13) de uma casa em Guaratiba, na zona oeste do Rio de Janeiro, onde era mantida em cárcere privado. As informações são do UOL.

De acordo com a reportagem, a Polícia Civil diz que a mulher foi encontrada “debilitada, vestindo trampos e em maio a fezes de animais, que conviviam com ela no quintal” da propriedade.

Ela estava sem contato com a família desde 1969, quando deixou sua casa no Maranhão, e foi localizada após denúncias de uma amiga de uma sobrinha da vítima.

Ainda de acordo com o UOL, a idosa disse aos policiais que não tinha a chave do imóvel e que era mantida no local por outra pessoa, que não permitia que ela saísse nem que falasse com outras pessoas.

A Polícia Civil investiga se a dona do imóvel se apropriava da aposentadoria da senhora, que afirmou que não sabia que recebia o benefício.

A dona da casa foi autuada por cárcere privado, redução à condição análoga à escravidão e maus-tratos a animais, uma vez que os cães da casa estavam desnutridos e sem condições de higiene.


Pandemia diminui protestos e faz cair total de ônibus queimados em 2020

 Segundo o site https://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil: O Brasil teve 97 ônibus incendiados em 2020, o menor número de coletivos queimados desde 2012. Os dados são de levantamento da NTU (Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos). Leia a íntegra (548 KB).

Os Estado que mais teve em registros em  2020 foi São Paulo, com 24 ocorrências. É seguido por Minas Gerais (18), Espírito Santo (15) e Bahia (9). Segundo a NTU, a pandemia influenciou o resultado.

Em 2021, já foram 12 ônibus queimados até o dia 30 de março. Há 4 registros no Rio de Janeiro, 4 em São Paulo, 1 no Ceará, 1 em Minas Gerais, 1 na Bahia e 1 no Espírito Santo.

De 2004 a 2021, o total de ônibus queimados no Brasil foi de 2.581. O ano de 2014 foi o que mais registrou coletivos incendiados, com 657 ocorrências. A alta incidência no ano tem relação com o grande número de veículos queimados durante o auge das manifestações contra o governo de Dilma Roussef, em junho daquele ano.

O custo para a aquisição de um novo ônibus do tipo básico é estimado em R$ 400 mil.  A região sudeste é a que tem mais registros de 2004 a 2020. O Estado de São Paulo lidera, com 737 ônibus incendiados. Em seguida estão o Rio de Janeiro (603), Minas Gerais (417), Bahia (137) e Ceará (94).          

Suspeito de abusar de criança é preso em Minas Gerais

 Segundo o site https://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil: Homem é padrasto da vitima e cuidava dela enquanto a mãe não estava

O crime aconteceu na última sexta-feira (9) após a mãe deixar a vítima de 1 ano e 8 meses de idade com o padrasto, de 50 anos. Ele foi preso nesta segunda-feira (12), no bairro do Solar do Barreiro em Belo Horizonte.

Quando a mãe chegou, encontrou a menina chorando e com as partes intimas ensanguentadas, o acusado também tinha sangue nos dedos, no entanto, mesmo com todas as evidências o suspeito nega as acusações. É o que explicou a mãe à polícia militar.

A mulher apresentou a denúncia na delegacia e a criança foi levada para fazer exames que comprovem o abuso, porém o resultado ainda não saiu.

Com a possibilidade de linchamento, o homem se escondeu, mas foi preso e confessou que pretendia fugir da cidade em breve.

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terça-feira, 13 de abril de 2021

Pastor Cleiton Collins comemora decisão do plenário ao derrubar parecer do CCJ que negou igrejas como serviço essencial

 Segundo o site https://portaldeprefeitura.com.br: O deputado explica que o projeto foi reconhecido como constitucional e será levado às comissões de Administração Pública ,Saúde e Cidadania da Alepe.

O deputado estadual Pastor Cleiton Collins (PP) comemorou a votação nesta quinta-feira, 11 de março, durante reunião plenária da Alepe por vídeoconferência, que derrubou o parecer da Comissão de Constituição, Legislação e Justiça que declarava a inconstitucionalidade dos PLs de nºs 1094/2020 e 1155/2020 foram apresentados, respectivamente, pelos deputados Pastor Cleiton Collins (PP) e Marco Aurélio Meu Amigo (PRTB), que inclui as igrejas entre as atividades essenciais em Pernambuco durante a pandemia.

O parecer foi rejeitado por 29 deputados, 9 votaram a favor do parecer, 7 não votara e 2 não estavam presentes.

O Pastor Cleiton Collins enfatizou durante o plenário os argumentos para que a questão voltasse para outras comissões.

“Foi importante para todos nós cristãos que  temos o templo como um hospital da alma. A Igreja sempre atuou em todos os momentos da vida das famílias e principalmente agora no tempo da calamidade, Ela deve estar junto com todos os serviços essenciais ”, considerou Pastor Cleiton Collins.

Leia mais:
>>> Plenário da Alepe derruba parecer da CCJ que rejeitou as igrejas como atividade essencial

Entenda como foi a votação

Com a derrubada do parecer da CCLJ, a constitucionalidade do projeto foi reconhecida e ele poderá ser levado às outras comissões e ao plenário. Pela atual configuração, a tendência é que o projeto seja aprovado em definitivo no plenário e as igrejas sejam reconhecidas como atividades essenciais em Pernambuco.

A derrubada do parecer contou com o voto de quase todos os 11 deputados do PP, com exceção de Antônio Moraes, e também com os votos dos deputados de oposição e de outros deputados governistas.

Já o PSB, PT, PDT, PCdoB e PSOL se posicionaram praticamente em unanimidade contra a constitucionalidade do projeto que reconhece as igrejas como essenciais.

Na CCLJ, o projeto havia sido rejeitado por 5 votos a 3. Votaram a favor da constitucionalidade os deputados Alberto Feitosa (PSC), Priscila Krause (DEM) e Romero Sales (PTB). Já Antônio Moraes (PP), Tony Gel (MDB), Aluisio Lessa (PSB), Diogo Moraes (PTB) e o relator João Paulo (PCdoB) votaram contra. Como o resultado não foi unânime, ele pôde ser reapreciado em plenário.

CCJ da Alepe derruba parecer de relator e considera atividade religiosa como essencial

 Segundo o site http://adrianoroberto.blog.br: Comissão de Justiça da Assembleia Legislativa decidiu manter, nessa segunda, o parecer do Colegiado de Administração da Casa que considera a atividade religiosa como essencial em tempos de crise como a ocasionada pela pandemia do coronavírus.

O relator da proposta, deputado João Paulo Lima, do PCdoB, opinou pela rejeição do parecer, por vício de inconstitucionalidade.

Segundo o parlamentar, a competência legislativa sobre o tema é do governador: “São mais de 350 mil mortos, a previsão é de chegar a 500 mil em junho. Não tem vacina. A quantidade de vacina é muito pouco, no mundo inclusive. E muito mais pela irresponsabilidade do presidente da República. Então, eu acho que é uma visão muito equivocada, muito mais eleitoral  de que uma visão técnica em relação aos graves problemas da pandemia e, por último, eu acho,  mas para mim tem um conteúdo político que é o de constranger o governador do Estado.”

Priscila Krause, do Democratas, apresentou voto em separado à matéria, hipótese prevista no Regimento Interno da Alepe quando um parlamentar diverge do relator. “É o papel desta Assembleia, portanto, se questionar se o melhor interesse da população pernambucana realmente se encontra em delegar por completo as decisões acerca das medidas restritivas de enfrentamento ao coronavírus ao Governo do Estado, abrindo mão de sua competência legislativa, e da sua capacidade de reverberar a vontade da população”.

Apesar de não ter participado da votação do parecer, o presidente da Comissão de Justiça, deputado Waldemar Borges, do PSB, salientou a necessidade de controlar o funcionamento das atividades públicas, com o objetivo de impedir a disseminação do vírus. E se colocou contra a permissão de reuniões que possam causar aglomeração:  “Não está aqui em discussão a essencialidade da religião no sentido de ser importante ou não para a vida das pessoas…claro que não é isso que está se discutindo, claro que não é…o que está se discutindo é a possibilidade de algumas atividades aglomerarem ou não”.

Autor do projeto que considera as atividades religiosas essenciais no estado, Pastor Cleiton Collins, do PP, acredita que a questão foi politizada: “A igreja, ela não quer aglomerar, como usaram de maldade, muitas vezes na defesa dos ministros do STF. A igreja quer continuar ajudando, dentro dos parâmetros da lei, dentro dos parâmetros da lei.”

A matéria começou a tramitar na Casa em abril do ano passado, e chegou a receber um parecer pela rejeição, na Comissão de Justiça, que veio a ser derrotado em Plenário. Com a decisão, a iniciativa voltou a ser apreciada nas Comissões Temáticas. No Colegiado de Administração, a proposta foi relatada pelo deputado Tony Gel, do MDB, que foi favorável à abertura das igrejas e templos. Mas o parlamentar ressaltou que o parecer assegura ao Governo do Estado a última palavra na definição de restrições sanitárias.

Como a medida tramita em regime de urgência, a Comissão de Justiça designou Tony Gel para apresentar de imediato o relatório, que contou com apenas um voto contra, do deputado João Paulo. Isaltino Nascimento, do PSB, foi um dos votos favoráveis. Ele sugeriu a discussão em Plenário em dois turnos já na próxima quinta, para que a questão seja “pacificada”.

Durante a reunião dessa segunda, o Colegiado de Justiça ainda distribuiu 40 projetos e aprovou diversas proposições, incluindo a matéria que obriga órgãos e entidades da gestão pública estadual a destinarem 10% das vagas de estágio de nível superior para estudantes negros. A proposição é de autoria de Gustavo Gouveia, do Democratas.





No auge do desemprego, Brasil enfrenta falhas nas estatísticas do mercado de trabalho que confundem e desorientam

Segundo o site https://www.msn.com/pt-br: Num momento em que o país tem registrado números diários de mortes por covid-19 que ultrapassam 4 mil e diversos Estados e municípios reforçam medidas de distanciamento social, na tentativa de conter a propagação do vírus, as duas principais estatísticas do mercado de trabalho brasileiro apresentam problemas, apontam economistas.

O Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), levantamento sobre o mercado de trabalho formal divulgado mensalmente pelo Ministério da Economia, passou por uma mudança de metodologia em 2020, que tornou impossível a comparação dos dados recentes com a série histórica mais longa.              Além disso, o saldo positivo de 400 mil vagas com carteira assinada em fevereiro deste ano, mês com menor número de dias, feriado de Carnaval, queda na produção industrial e em que a pandemia já dava sinais de piora, acendeu um sinal de alerta para os analistas, de que o Caged está bastante descolado do desempenho da atividade econômica.

Com relação à Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, pesquisa amostral produzida pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que revela a taxa oficial de desemprego do país, um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) divulgado em março apontou que a coleta por telefone em meio à pandemia aumentou o índice de não resposta, levando a uma subestimação do emprego formal.

O IBGE não quis comentar o estudo do Ipea sobre a Pnad Contínua, já o Ministério da Economia reiterou a confiabilidade nos dados do Novo Caged e disse que os fortes saldos positivos podem ser resultado do BEm (Benefício Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda), programa que permitiu a redução de jornadas e salários e suspensão de contrato dos trabalhadores formais em meio à pandemia.                                                  

Falta de dados confiáveis prejudica políticas públicas

Segundo economistas, a falta de estatísticas precisas sobre o mercado de trabalho dificulta a elaboração de políticas públicas em resposta ao desemprego.

Além disso, sem dados precisos sobre o nível de ociosidade da economia, os analistas têm dificuldade para projetar a inflação e os juros futuros no país e o Banco Central tem problemas para calibrar a política monetária - uma taxa básica de juros mal calibrada pode afetar negativamente o desempenho da atividade econômica.

"Estamos às cegas, sem saber com exatidão o que se passa no mercado de trabalho", afirma Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados.

Para Vale, os problemas são sintomas de um governo que não entende a necessidade de boas estatísticas para elaboração de políticas públicas, o que ficou evidente, por exemplo, no corte de mais de 90% na verba para realização do Censo demográfico este ano. 
© Camila Domingues/Palácio Piratini Caged, cadastro de admissões e demissões de trabalhadores formais do Ministério da Economia, passou por mudança de metodologia em 2020

Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a criticar as estatísticas de desemprego do IBGE.

"Estamos criando empregos formais, e bastante, mês a mês, mas tem aumentado o desemprego por causa dessa metodologia do IBGE, que atendia ao governo da época. Esse tipo de metodologia, no meu entender é o tipo errado. Vou sofrer críticas do IBGE, mas eles podem mudar a metodologia", declarou em entrevista à CNN Brasil na última quinta-feira (08/04).

As estatísticas de emprego do IBGE seguem metodologia internacional, a partir das recomendações da OIT (Organização Internacional do Trabalho).


Mudança de metodologia no Caged

No início de 2020, o Caged deixou de ser divulgado durante quatro meses, entre fevereiro e maio daquele ano.

Esse hiato, bem no início dos efeitos da pandemia no Brasil, aconteceu devido a uma mudança na metodologia de coleta dos dados.

Antes, a prestação de contas pelas empresas ao Ministério da Economia era feita por um sistema próprio do Caged. Com a mudança, ela passou a ser feita através do eSocial (Sistema de Escrituração Fiscal Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas).

Após a alteração, o Ministério da Economia identificou um problema de subnotificação dos desligamentos, o que poderia inflar artificialmente o saldo de empregos - que é calculado pela diferença entre o número de admitidos e desligados a cada mês.

A pasta diz que o problema foi solucionado com uso de dados do sistema Empregador WEB, utilizado para solicitação de seguro-desemprego de trabalhadores demitidos.

A nova metodologia, no entanto, também mudou o universo de trabalhadores abrangido pelo Caged. No Novo Caged, os trabalhadores temporários agora são de preenchimento obrigatório pelas empresas e não mais opcional, como ocorria até dezembro de 2019.

Além disso, segundo nota técnica publicada pelo Ministério da Economia, categorias que antes não eram consideradas como emprego formal passaram a entrar na conta, como os bolsistas.

Ministério induz público ao erro

Diante dessas mudanças, os economistas alertam que o Ministério da Economia induz o público ao erro ao divulgar os resultados do Novo Caged como "recordes históricos" ou "o melhor resultado para o mês em 30 anos". Isso porque a nova série não é igual à anterior e, com isso, a comparação no horizonte mais longo está errada.

"Quando você muda a forma de medir uma série, ela não pode mais ser comparada com a que era medida de uma forma diferente anteriormente", explica Daniel Duque, pesquisador do Ibre-FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas).

"Você está comparando banana com laranja, aí gera essas hipérboles", reforça Luciano Sobral, economista-chefe da NEO Investimentos. "Se você se deixar levar pelo que o ministério está tentando vender como a situação do mercado de trabalho, tem uma impressão errada da economia."

Procurado, o Ministério da Economia defendeu que é possível sim, fazer a comparação.

"A mudança do sistema de envio de dados não impede dizer que um mês foi melhor ou o pior, desde que sejam feitas as devidas ressalvas metodológicas, como sempre fizemos. Em todas as coletivas e materiais enviados para a imprensa sempre fizemos observações de se tratar de uma nova série, iniciada em janeiro de 2020", afirmou a pasta, por e-mail.


Caged deixou de ter aderência com a atividade

Os economistas destacam ainda que outro problema do Novo Caged é que ele deixou de ter aderência com a atividade econômica.

No passado, o indicador evoluía de forma muito próxima ao desempenho da economia segundo o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), considerado uma espécie de "prévia do PIB", divulgado mensalmente pela autoridade monetária. Ou seja, quando a economia ia bem, cresciam as contratações, e quando ia mal, predominavam as demissões.

No período recente, essa aderência se perdeu.

"O Caged começou a chamar a atenção desde o ano passado, com os números do segundo semestre excessivamente fortes, para uma recuperação que ainda estava muito lenta", observa Vale. "Especialmente alguns segmentos de serviços estavam muito longe de ter uma recuperação efetiva e tivemos números de Caged semelhantes a momentos de crescimento muito forte da economia."

"O dado de fevereiro especialmente - 400 mil (empregos gerados), num mês mais curto, que tem feriado e com a pandemia já muito avançada, pensar em grandes contratações num mês que os empresários olhavam à frente e viam toda a situação de saúde pública tirar potencial de demanda e de crescimento - não parecia ser um mês para ter um saldo tão forte", avalia o economista-chefe da MB Associados. "Então isso causa um certo espanto."

"Desde o último trimestre do ano passado, estamos observando altas muito fortes do Caged. Nunca teve altas tão elevadas na série histórica toda, nem em 2010 [ano em que o PIB cresceu 7,5%]", observa Duque, do Ibre-FGV.

"Nesse sentido, o dado de fevereiro não me surpreendeu, mas nem eu, nem ninguém, conseguiu ainda explicar esse fenômeno, então continua sendo estranho", completa o pesquisador.

Procurado, o Ministério da Economia creditou a discrepância ao programa de redução de jornadas e salários que vigorou entre abril e dezembro de 2020.

"Realizamos o maior programa de preservação de empregos da história do país. O Benefício Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm), que vai diretamente no mercado formal", afirmou a pasta, em resposta a pedido de posicionamento feito pela BBC News Brasil.

"Esse programa atingiu em torno de 30% do mercado de trabalho formal celetista (de acordo com a CLT - Consolidação das Leis do Trabalho) do país. Atualmente, segundo a Dataprev, mais de 3 milhões de trabalhadores seguem protegidos, uma vez que a lei prevê a garantia provisória do emprego para os beneficiários do programa. Com isso, há uma melhoria nas admissões e uma estagnação das demissões, devido ao efeito do BEm, aumentando, assim, o saldo", completou o ministério.

IBGE teve problemas na coleta da Pnad por telefone

Embora o Caged tenha sido alvo de mais críticas pelos economistas no período recente, a Pnad Contínua também enfrenta problemas que podem estar prejudicando a aderência dos dados à realidade do mercado de trabalho.

Um estudo realizado pelos pesquisadores Carlos Henrique Corseuil e Felipe Russo, do Ipea, mostrou que a mudança da forma de coleta da pesquisa, de presencial para por telefone, devido à pandemia, provocou uma forte queda no número de entrevistados que seriam ouvidos pela Pnad pela primeira vez.

Na pesquisa, cada entrevistado é ouvido cinco vezes ao longo dos meses, para acompanhar a evolução de sua situação de emprego e renda.

Os pesquisadores constataram que essa não resposta não era uniforme entre os diferentes tipos de vínculo empregatício, e que aqueles que de fato responderam ao IBGE tinham menor probabilidade de ter emprego formal.

"O IBGE, para compensar as não entrevistas, acaba aumentando o peso de quem foi entrevistado. Então, com esse procedimento, ele acabou dando mais peso a esse grupo que foi efetivamente ouvido, que era um grupo que tinha probabilidade maior de responder que não estava ocupado num emprego formal", explica Corseuil.

Diante disso, os técnicos do Ipea estimam que o número de empregados com carteira assinada pode ter sido subestimado em cerca de 1,5 milhão no segundo trimestre de 2020 e em 1,2 milhão no terceiro trimestre daquele ano. Mas, segundo os pesquisadores, esse problema tende a ser mitigado com o passar do tempo e o aperfeiçoamento da coleta por telefone pelo IBGE.

"É preciso deixar claro que (a queda no número de entrevistas em pesquisas feitas por telefone) foi um problema comum a todos os países que fazem pesquisas domiciliares baseadas em cadastros de endereço", destaca Corseuil.

"E que esse problema aconteceu na Pnad porque foi negado ao IBGE o acesso aos telefones", lembra o técnico do Ipea.

Em 17 abril de 2020, uma medida provisória permitiu ao IBGE ter acesso aos dados cadastrais dos clientes das companhias telefônicas. No entanto, uma liminar bloqueou o acesso do instituto a essas informações logo em 24 de abril, e foi referendada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em 7 de maio.

Procurado, o IBGE não quis comentar os resultados da pesquisa do Ipea.

A BBC News Brasil também questionou o instituto sobre por que a Pnad Covid-19, pesquisa criada no ano passado para mensurar os efeitos da pandemia sobre o mercado de trabalho e a saúde dos brasileiros, foi descontinuada em dezembro de 2020.

O IBGE respondeu reencaminhando nota publicada em outubro do ano passado que informava que "o encerramento do ciclo da pesquisa está relacionado ao planejamento inicial de pesquisa de pulso de caráter temporário e à redução da sobrecarga dos informantes".

"Por se tratar de pesquisa realizada por meio de um painel fixo de domicílios, os mesmos informantes são selecionados para responder ao questionário todos os meses, o que naturalmente implica desgaste dos entrevistados", explicou o IBGE, à época.

Técnicos do IBGE afirmam ainda que o instituto estava usando na coleta da Pnad Covid-19 funcionários contratados como temporários para o Censo. Como o instituto acreditava que o levantamento demográfico decenal seria realizado em 2021, após ser adiado em 2020 devido à pandemia, esses trabalhadores temporários teriam que retornar às tarefas do Censo.

Por que a falta de dados confiáveis é um problema

Assim, no pior momento da pandemia, o Brasil não conta mais com a Pnad Covid-19 e seus dois principais indicadores permanentes do mercado de trabalho - o Caged e a Pnad Contínua - têm problemas que dificultam a interpretação dos dados pelos analistas.

"O impacto é geral, porque não se tem ideia de fato do que está acontecendo no mercado de trabalho e que políticas precisariam ser feitas para mitigar o desemprego", diz Vale, da MB Associados.

"Se você passa a impressão de que o emprego está super bom, está super forte, que o saldo de vagas está super tranquilo, você diminui a preocupação, por exemplo, com a população mais pobre que está desempregada", afirma o economista.

Sobral, da NEO Investimentos, explica que a incerteza também prejudica o trabalho do Banco Central no ajuste da taxa básica de juros.

"Do ponto de vista do mercado, o principal elemento para se mensurar a capacidade ociosa da economia é o mercado de trabalho", explica Sobral. "O mercado de trabalho estando mais ou menos aquecido tem pesos diferentes na inflação e a inflação afeta a projeção de juros."

"Então estamos no escuro com relação ao tamanho dessa folga no mercado de trabalho e o quanto isso vai impactar a inflação futura. Nós no mercado temos esse problema e o Banco Central também tem esse problema, então é um nível a mais de dificuldade para analisar o que está acontecendo no mercado ou formular a política monetária e a política econômica."

Para Vale, o problema é reflexo de um descaso mais amplo do governo atual com a produção de dados estatísticos.

"Me parece que há um descaso geral com as estatísticas", avalia Vale. "Precisaria haver um esforço maior do governo, um cuidado maior em apresentar estatísticas bem feitas, porque quem vai pagar o preço desse descaso somos nós mesmos."

"Sem informações corretas, há dificuldade de fazer políticas públicas adequadas. Mas esse é um governo que não é muito fã de políticas públicas", diz Vale.

"É um governo que gosta de viver no mundo que eles criam e não no mundo real, acho que essa é a questão de fundo", acrescenta Sobral.




       



 

Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão na Prefeitura de Petrolina

 Segundo o site http://adrianoroberto.blog.br: Em nota, a Polícia Federal informou que a Operação Contrassenso visa investigar possível prática dos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, fraude em licitação, falsidade ideológica e organização criminosa através de contratações realizadas pela Secretaria de Educação da Prefeitura de Petrolina/PE. As penas dos crimes investigados alcançam 31 anos de reclusão.

As investigações apontam irregularidades no fornecimento de kit escolar, entre o final do ano de 2015 até o ano de 2020, com emprego de recursos federais oriundos do FUNDEB, verba sob fiscalização da União. A investigação é uma decorrência da análise do material apreendido na denominada Operação Casa de Papel, deflagrada pela Polícia Federal no ano passado. 

Cerca de 150 policiais federais e auditores da Controladoria Geral da União - CGU participam do cumprimento de 33 (trinta e três) mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça Federal em Petrolina/PE. 

As buscas estão sendo realizadas em sedes de órgãos da Prefeitura de Petrolina/PE, bem como na região metropolitana do Recife/PE e no Estado de Minas Gerais. As investigações apontam pagamento de possível propina através de transferências bancárias em favor de terceiros, indicada por um dos servidores investigados, além de demonstrar um frequente contato entre os servidores públicos e os líderes do grupo econômico, principalmente em atos referentes ao pagamento da prefeitura às empresas do grupo. 

A CGU realizou auditoria em parte das contratações, apontando evidências dos artifícios utilizados pelo grupo empresarial para burlar os processos licitatórios, em especial o uso de empresas de fachada criadas em nome de interpostas pessoas (laranjas). 

As investigações são comandadas  pelo Delegado da Polícia Federal Afonso Marangoni Júnior e contam com a participação da CGU. Informações do Blog da Noélia Brito.

segunda-feira, 12 de abril de 2021

Bombeiros buscam homem que foi levado pela água após cair em córrego no Recife

 Segundo o site https://g1.globo.com/pe/pernambuco: Segundo a família, José Cláudio Botelho é deficiente físico e foi arrastado pela correnteza. O Corpo de Bombeiros realiza buscas às margens do canal da Lagoa Encantada.

Um homem de 52 anos caiu em uma canaleta e foi arrastado pela água no bairro da Cohab, na Zona Sul do Recife, na noite do sábado (10), durante a chuva forte registrada no Grande Recife. O Corpo de Bombeiros informou que realiza buscas pelo homem às margens do canal da Lagoa Encantada, no vizinho bairro do Ibura.                                                                                              O acidente aconteceu na rua Maria Adelaide Castelo Branco. Os bombeiros foram acionados às 19h05 e iniciaram as buscas no local, mas não encontraram José Cláudio Botelho. O trabalho foi retomado na manhã deste domingo (11).

De acordo com o impressor gráfico Wellington Botelho, 47, irmão de              José Cláudio, um vizinho viu quando o homem, que é deficiente físico                  e anda com o auxílio de muletas, escorregou e foi arrastado pela                 correnteza.

"Ele vinha subindo e escorregou. Foi tentar se pendurar e não                        conseguiu, caiu na canaleta. Como tava chovendo muito, a água                          arrastou ele. Um vizinho viu quando ele caiu e chamou a família, mas                  não teve como ajudar porque a correnteza estava muito forte e ele                        não sabe nadar", contou.

Wellington também afirmou que o irmão tinha ido na casa da irmã e que foi levado pela água quando tentava voltar pra casa. "Ele foi casa da minha irmã e quando voltou a intensidade da chuva estava maior e ele de desequilibrou e caiu".                                                                                                                                                          

Chuvas fortes

Com chuvas fortes, Grande Recife registra vários pontos de alagamento
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Com chuvas fortes, Grande Recife registra vários pontos de alagamento

No sábado (10), municípios do Grande Recife registraram alagamentos              em vários pontos, por conta das fortes chuvas que caíram desde a                  madrugada.

Em Camaragibe, um homem e uma criança ficaram feridos após um deslizamento de barreiras provocar a queda de um muro em cima de uma casa                                                                                                                        (

Chuva derruba muro em cima de uma casa em Camaragibe e deixa dois feridos
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Chuva derruba muro em cima de uma casa em Camaragibe e deixa dois feridos

Na sexta-feira, a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) emitiu um alerta sobre chuvas com intensidades moderadas a fortes no Grande Recife e na Zona da Mata. No sábado, esse alerta foi prorrogado por mais 24 horas.