sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Hospital procura na internet famílias de doentes que estão internados há vários anos sem receber visitas

 Segundo o site https://g1.globo.com/pe/pernambuco: O mais antigo dos oito pacientes-moradores do Tricentenário de Olinda, no Grande Recife, está na unidade desde 2015. Muitos não tem identificação nem memória.Hospital Tricentenário de Olinda — Foto: Reprodução/TV GloboO Hospital              Tricentenário, em Olinda, está fazendo uma campanha na internet para encontrar parentes de oito              pacientes que estão internados há vários anos sem receber visitas. Muitos desses "Moradores" da              unidade não têm identificação nem memória. (veja vídeo acima).

Atualmente, há 106 pessoas internadas no Tricentenário de Olinda.                  Os oito pacientes que passaram a morar na unidade foram                    transferidos do Hospital da Restauração, no Centro do Recife.

Eles passaram por procedimentos mais complexos e foram                       levados ao local para continuar a recuperação. No entanto, eles           chegaram ao Tricentenário sem documento, sem história, sem             referência.

Segundo Pamela Suellen, fisioterapeuta da unidade, a comunicação              com alguns dos pacientes é difícil e muitos deles não têm muita                 memória da própria vida.

"Com muitos, a gente consegue conversar               e, com outros, a gente não consegue,                    porque não têm a memória, não lembram            muito o que aconteceu. Mas a gente                   consegue resgatar algumas coisas da             memória deles, acaba criando um vínculo             com eles. De manhã, quando a gente                chega, muitos já olham, procurando.                           A gente fica com o coração apertado,           querendo saber mais do que aconteceu,                  da história deles, para tentar contribuir                  com eles", afirma.Hospital Tricentenário de Olinda — Foto: Reprodução/TV Globo                  Esses pacientes estão em fase de                   reabilitação. A maioria pode ter alta e               continuar o acompanhamento médico                       em casa.

O tratamento sai caro e muita gente não tem como custear                  fisioterapia, fonoterapia, alimentação por sonda, remédios,                             fralda geriátrica e cama especial. No entanto, tudo isso pode ser             providenciado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e, de acordo                    com a assistente social Janayna Menezes, o importante, agora,                           é promover o reencontro.

"Nesse momento, o que a gente precisa                       é que as famílias venham, resgatem os              vínculos, e aí a pessoa possa se autor      reconhecer e, posteriormente, ser inserida                   na sociedade. A gente percebe no olhar dos pacientes o cuidado que a gente tem com              eles. A gratidão, a alegria, então, imagine                receber isso de um familiar", afirmou.

A campanha foi publicada nas redes sociais, com fotos e vídeos de                cada um dos oito pacientes-moradores. O mais antigo está no          Tricentenário desde 2015.

Alguns deles lembram de um parente ou de alguma pista que ajude                    a achar o lugar onde moravam. A dificuldade, no entanto, começa nos                 nomes. O que eles usam, muitas vezes, fala de como se                          reconhecem, ou são apelidos.

Na quinta-feira (10), um homem de 57 anos foi reconhecido por                      irmãos, que foram até o hospital Segundo Arlete Aguiar, coordenadora               de Serviço Social do hospital, os irmãos fizeram a barba e cortaram                      o cabelo dele.                                                                                                              "O paciente não os reconheceu, porque ainda está com um quadro                 de desorientação, mas os irmãos confirmaram que era um parente                  deles e já estão lá, com ele, prestando os cuidados. Hoje (quinta),                         já cortaram o cabelo dele, a barba. Ele está lá, todo bonitão, mais                 sorridente. Se alguém, por ventura, identificar ou achar parecido                     com alguém, pode entrar em contato com o hospital", explicou.

Quem tiver informações sobre a identidade dos pacientes pode                             ligar para o telefone (81) 9 9323.0648.  

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