Varejo paulista bate recorde de vendas no primeiro trimestre de 2022

 Segundo o site https://www.sbtnews.com.br/noticia: Faturamento no período foi o maior desde 2010: R$ 252,5 bilhões , com alta de 10,3% em relação a 2021

O primeiro trimestre do ano registrou alta de 10,3% nas vendas do comércio paulista, na comparação com o mesmo período do ano passado. Esta é a maior alta para os três primeiros meses do ano desde 2010. Ainda de janeiro a março de 2022, o varejo no estado faturou R$ 252,5 bilhões. Volume financeiro que marca um crescimento de R$ 23,5 bi sobre 2021. Os dados fazem parte de levantamento da Federação do Comércio de São Paulo (Fecomercio-SP). 

+ Leia as últimas notícias no portal SBT News

Prateleiras

Entre os ítens que mais influenciaram a alta nas vendas, a evolução positiva de lojas de vestuário, tecidos e calçados foi a que apresentou maior peso: 50,5%. Com isso, o setor recuperou o nível de evolução do período pré-pandemia. Uma explicação é a chegada nas lojas das roupas de frio, que frequentemente têm preços maiores do que as demais coleções. Depois vieram outras atividades (que incluem postos de combustíveis, livrarias, joalheiras e papelarias entre outros), óticas, lojas de acessórios de cozinha, etc (19,7%); autopeças e acessórios (18,5%); concessionárias de veículos (13,3%); lojas de eletrodomésticos e eletrônicos (9,5%); materiais de construção (8,7%); farmácias e perfumarias (8,1%); e lojas de móveis e decoração (6,6%). Já no caso dos supermercados, houve estabilidade (-0,6%).

Motivos

Quatro fatores explicam a expansão dos números do comércio no primeiro trimestre deste ano. São eles: queda do nível de desemprego de 14,9%, no primeiro trimestre de 2021, para 10,5%, no mesmo período deste ano. "A consequência imediata deste fator é o aumento da massa de renda do trabalhador, ao redor de 4% no período. É bastante, se a gente imaginar que o crescimento se dá sobre uma base que representa algo como 55% do PIB [Produto Interno Bruto]", avalia o consultor econômico da Fecomércio Altamiro Carvalho. Mais um fator de influência positiva: concessão de crédito, que passou de 21% em fevereiro (último dado disponível do Banco Central). Além disso, houve antecipação do décimo-terceiro salário para os aposentados e a autorização dos saques emergenciais do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).  

Capital

Na cidade de São Paulo, as vendas do varejo cresceram 11,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Receita de R$ 74,9 bilhões; 11,7% ou R$ 7,9 bilhões a mais do que nos três primeiros meses de 2021. Igualmente por melhora no emprego, com destaque para as contratações de mão de obra forma, que tem remuneração maior do que a da parcela informal.

Postar um comentário

0 Comentários