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Entenda como o Talibã quadruplicou sua arrecadação em cinco anos

Segundo o site https://g1.globo.com/mundo: Grupo extremista se reergueu financeiramente em 20 anos, calcado em atividades ilícitas e tornando-se o mais poderoso empreendimento do Afeganistão.
Em 20 anos, o Talibã se reergueu financeiramente tornando-se o mais poderoso empreendimento comercial do Afeganistão. De acordo com um relatório confidencial da OTAN obtido no ano passado pela Radio Free Europe/Radio Liberty, o orçamento do grupo para o exercício de 2019-20 foi de US $1,6 bilhão (R$ 8,4 bilhões na cotação atual, proveniente de fontes diversas, a grande maioria ilícita.                     
Listado em 2016 pela Forbes como o quinto mais rico entre dez organizações consideradas terroristas, com faturamento de US $400 milhões,    o grupo quadruplicou em cinco anos seu patrimônio. Seus negócios prosperam, oriundos sobretudo do tráfico de drogas, de extorsão e cobrança impostos de fazendeiros de papoula,          da mineração e de doações de fundos de            caridade, especialmente de países do Golfo.

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O vídeo abaixo mostra afegãos se pendurando em avião para tentar                fugir do Talibã nesta segunda-feira (16).

Segundo o Relatório Mundial sobre Drogas da ONU em 2020, o Afeganistão figura como o maior produtor de ópio do mundo -- 84% do total. As áreas de cultivo da papoula são dominadas pelo Talibã, que arrecada 10% sobre         todas as fases de produção, incluindo também o refino e a distribuição.

Outra fonte lucrativa e competitiva é a da        extração ilegal de minério de ferro, mármore,            cobre, ouro e zinco, que capta US$ 460 milhões      por ano, com o mesmo modus operandi: a              extorsão sobre os negócios em operação.
Todos            os setores da economia são tributados pelo  Talibã pelo sistema de dízimo, o que lhe         permite a autossuficiência. Os negócios             têm a supervisão do mulá Mohammad         Yaqoob, filho mais velho do falecido mulá     Omar, alçado a chefe militar e forte          candidato à liderança do grupo radical.

Os doadores internacionais teriam contribuído com US $240 milhões                    por ano. São fundos oriundos de Paquistão, Irã, Arábia Saudita,             Emirados Árabes Unidos e Catar. Países do Golfo, segundo                             relatório de 2018 do Conselho de Segurança da ONU, atuam                        como importante fonte para o Talibã lavar a receita das drogas.

Ainda assim, conforme constata o informe confidencial da OTAN             divulgado pela rádio europeia, o grupo busca a independência              financeira que lhe permita autofinanciar a insurgência “sem a             necessidade de apoio de governos ou de cidadãos de outros                   países.”

O poder do Talibã contrasta claramente com o debilitado governo                       afegão, corrupto, dividido e dependente de forças estrangeiras.                             O resultado se apresenta aos nossos olhos, com a vitória e a                      rápida retomada do controle do país, após a debandada das                         forças dos EUA.

TALIBÃ TOMA CABUL



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