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Hotel Nacional deve ser ‘fatiado’ e vendido em frações

 Segundo o site https://diariodorio.com: Tendência é que o hotel seja vendido de maneira fracionada a pessoas físicas num trâmite que girará, no total, na casa dos R$ 900 milhões

Famosíssimo edifício projetado por Oscar Niemeyer e localizado em São Conrado, na Zona Sul do Rio de Janeiro, o Hotel Nacional, fundado em 1972, deverá ser vendido de maneira fracionada a pessoas físicas, num trâmite que girará, no total, na casa dos R$ 900 milhões. O Hotel não deve fechar novamente. A informação é da coluna ”Capital”, do jornal ”O Globo”.

Desde 2019, o Hotel Nacional é administrado pela WAM Brasil. De acordo com a reportagem, a intenção da empresa é que o prédio se torne o primeiro empreendimento multipropriedade do Rio e um dos principais do país em Valor Geral de Vendas (VGV). Neste modelo, o comprador adquire a fração e pode utilizar as dependências do local por duas semanas anualmente. Nos anos 80 e 90, houve uma febre nacional desta modalidade de negócio imobiliário, que à época era vendido com o nome de “time sharing”.                               A ideia da WAM Brasil é que o Hotel Nacional seja ”fatiado” em 14 mil frações, quantidade essa que é suficiente para englobar os 413 quartos do prédio. A comercialização, inclusive, deve ter início até o fim do primeiro semestre deste ano. De acordo com a reportagem, a venda pode não atrapalhar o funcionamento do imóvel como hotel pois as cotas não utilizadas por eventuais compradores poderão ser administradas pela empresa hoteleira.

Atualmente, para ser colocado em prática, o projeto estaria na dependência do término da parte burocrática junto à Prefeitura do Rio, uma vez que a matrícula do hotel precisará ser modificada, transformando-se em multipropriedade.

Um ponto importante a se destacar é que o Hotel Nacional, até um tempo atrás e desde sua reforma total, foi administrado pelo grupo Meliá. Isso, porém, não durou tanto, devido à marca não ter tido o sucesso que almejava. Sequer conseguira, segundo analistas do ramo da hotelaria, ocupar 30% das unidades hoteleiras.        De acordo com especialistas, um dos grandes erros da empresa foi fazer um Gran Meliá no local, isto é, um empreendimento bastante luxuoso – cinco estrelas, que a região de São Conrado não comportaria. Ainda segundo eles, o local seria ideal para reativar o centro de convenções corporativas e montar um hotel 4 estrelas que viveria não só de turistas como também de quem frequentasse as convenções.

A multipropriedade vem se tornando um negócio muito lucrativo, principalmente na região sul do país. Nela, cada apartamento é vendido, em frações, normalmente em 52 vezes (uma para cada semana do ano). Isto ocasiona um valor de venda barato – às vezes pago em parcelas no cartão de crédito – e acessível a mais pessoas, que podem utilizar o imóvel anualmente pelo número de semanas adquirido no local ou trocar suas semanas em sites especializados, por semanas de outros proprietários, por vezes em todo o mundo.

Segundo Cláudio Castro, empresário do setor imobiliário, os imóveis nesta modalidade acabariam sendo vendidos por valores muito mais altos do que normalmente seriam. “Os valores básicos são baixos, e ao se somar as vendas realizadas do mesmo apartamento, normalmente o valor encontrado é muito maior que o valor real do imóvel”.

Segundo Cláudio, imóveis no Rio Grande do Sul vendidos desta forma, em cidades pequenas inclusive, já chegaram a ser comercializados por mais de 60 mil reais por metro quadrado. “Preço de prédio chique na orla de ipanema”, completa. “Vamos ver se esta interessante iniciativa deixa pra trás a memória ruim que o carioca tem do time-sharing dos anos 90, quando milhares de pessoas compraram frações que acabaram por jamais utilizar direito, e por conta das despesas de manutenção muitos acabaram até por abandonar”, completa.  

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