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PF cumpre mais de 200 mandados em investigação contra tráfico de drogas; Justiça bloqueia R$ 400 milhões

 Segundo o site https://g1.globo.com/pr/parana: Investigações começaram em 2017 e levaram à apreensão de 50 toneladas de cocaína, segundo a corporação. Mandados são cumpridos no Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Bahia e Pernambuco.

A Polícia Federal cumpre 215 mandados judiciais, sendo 66 de prisão e 149 de busca e apreensão, em uma operação contra tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. Os mandados estão sendo cumpridos em cidades do Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Bahia e Pernambuco.

Segundo a Receita Federal, oito mandados também estão sendo         cumpridos na Espanha, Colômbia, Portugal e Emirados Árabes Unidos.              A ação foi batizada de Enterprise e R$ 400 milhões em bens dos              investigados foram sequestrados por determinação da Justiça.

Até a última atualização da reportagem, os policiais tinham apreendido           armas, dinheiro e drogas.

Ainda segundo as informações da Receita Federal, foram                       concedidos 37 pedidos de arresto, o mesmo que apreensões, de                aeronaves. Além disso, entre os bens dos investigados, que são                      alvos de sequestro judicial, estão imóveis e veículos de luxo.

A operação Enterprise é considerada a maior do ano no combate à  lavagem de dinheiro do tráfico                              de drogas e uma das maiores da  história na apreensão de cocaína nos portos brasileiros, de acordo                          com a PF. Ao todo, 670 policiais federais e mais 30 servidores da Receita Federal participam da                            ação, e mais de 50 toneladas de cocaína foram apreendidas desde o início das investigações,                            segundo a PF.

Investigação
                                       Segundo a PF, a investigação durou mais de dois anos e                     aponta que os dois portos mais usados pelos traficantes                   eram os de Santos, no litoral paulista, e de Paranaguá,                       no litoral do Paraná. A droga, ainda de acordo com                              as as investigações, era  enviada, em grande parte, para                 a Europa.

O esquema de lavagem de dinheiro, ainda conforme a PF, envolvia                multimilionários no Brasil e no exterior com uso de várias interpostas                      pessoas, conhecidas como laranjas, e empresas de fachada, com                                          o   objetivo de dar aparência lícita ao  lucro do tráfico.

A Receita Federal disse que as investigações iniciaram a partir de                                               uma apreensão realizada em setembro de 2017, quando 776 quilos de                      cocaína, que estavam sendo exportados pelo Porto de Paranaguá com                         destino ao  Porto de Antuérpia, na Bélgica, foram  apreendidos.

A partir dessa apreensão, ainda de acordo com a Receita,                     a PF instaurou um inquérito policial e os dois órgãos                públicos atuaram em conjunto nas investigações até                        descobrir a organização criminosa.  O nome da operação

O nome da operação, batizada de Enterprise, faz alusão à dimensão                                   da organização criminosa investigada, que atua como um grande                   empreendimento internacional na lavagem de dinheiro e exportação de                  cocaína, o que trouxe alto grau de complexidade à investigação policial,                        explicou a PF.         

 

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