terça-feira, 10 de março de 2020

Policiais militares articulam candidatura a prefeito em ao menos 7 capitais

Segundo o site https://ricardoantunes.com.brEm 2018, categorias de Segurança Pública registraram aumento de mais de 300% de participação no Legislativo federal e estadualPoliciais militares articulam candidatura a prefeito em ao menos 7 capitais                                                           RIO — Em meio a pressões de agentes de segurança por reajustes salariais em pelo menos 14 estados, policiais militares articulam candidaturas a prefeituras de sete capitais do país em 2020. Há dez dias, o GLOBO mostrou como os movimentos corporativos de policiais nos estados por busca de melhores condições de trabalho tem aumentado a força política das categorias de Segurança Pública — que em 2018 registraram aumento de mais de 300% de participação no Legislativo federal e estadual.                                                      As próximas eleições podem marcar um crescimento também no Executivo municipal. Em Fortaleza, capital do Ceará, estado que registrou um motim de policiais com duração de 13 dias, o deputado federal Capitão Wagner (PROS) desponta como um dos principais candidatos à sucessão de Roberto Cláudio (PDT), aliado dos irmãos Cid e Ciro Gomes. No Espírito Santo, que conviveu com uma paralisação de PMs em 2017, o deputado estadual Capitão Assumção (PSL), pré-candidato na capital Vitória, participou de atos da categoria por aumentos neste ano — o governo do estado entrou em acordo com os policiais, na última quinta-feira, e o reajuste será de 40%.
Há articulações para candidaturas de policiais em ao menos outras cinco capitais. Em Salvador, por exemplo, o deputado federal Pastor Sargento Isidório (Avante) diz ter o apoio do governador da Bahia, Rui Costa (PT). O PT, no entanto, estuda ter uma candidatura policial própria e sondou a major Denice Santiago, comandante da Ronda Maria da Penha na PM baiana. Em Florianópolis, o PSL trabalha com a possível candidatura do comandante da PM catarinense, coronel Carlos Alberto de Araújo Gomes, nome favorito do governador de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL), ex-comandante do Corpo de Bombeiros.                                                                                                                                Entre os cotados, Capitão Wagner foi o que já chegou mais perto de se eleger prefeito: foi derrotado no segundo turno das eleições de 2016 em Fortaleza, com 46% dos votos válidos. A carreira política de Wagner entrou em ascensão após ele liderar uma paralisação de policiais no Ceará em 2011, durante o governo de Cid Gomes (PDT). Neste ano, antes do início do motim de policiais no estado, Wagner gravou vídeos apoiando as reivindicações salariais da categoria. Durante o motim, ele disse que acionaria a Procuradoria-Geral da República contra Cid Gomes, depois que o senador tentou furar um bloqueio policial com uma retroescavadeira. Gomes foi atingido por dois tiros durante a ação.
— Seria abjeto querer discutir a polícia militar numa eleição municipal. Meu enfoque será nos problemas locais — afirma Wagner, que reconhece, porém, a segurança como uma bandeira desta eleição. — O sucesso de nomes como o Bolsonaro e o próprio Moisés impulsiona outros ligados à segurança
A legislação não prevê uma “quarentena” para policiais militares que queiram ser candidatos, mas impede atividade partidária no caso de PMs da ativa. Para concorrer nas eleições, é preciso estar filiado a uma legenda até o dia 4 de abril.
O prazo vale para nomes que seguem na ativa, como o comandante da PM de Santa Catarina, coronel Araújo Gomes, cuja candidatura é estimulada por lideranças do PSL. Gomes ainda não definiu se concorrerá em Florianópolis. Já a major Denice Santiago, nome que enfrenta resistência dentro do PT baiano, apesar do apoio do governador Rui Costa, deve se filiar ao partido neste mês.
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