quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Justiça nega recurso de funcionário de asilo que abandonou 26 idosos

Segundo o site https://noticias.r7.comTJ-SP manteve condenação do réu, que visava reduzir pena por supostamente ter confessado o crime. Relator também considerou a reincidência do réuSede do Tribunal de Justiça de São Paulo (foto ilustrativa)

Sede do Tribunal de Justiça de São Paulo (foto ilustrativa)

Reprodução/ Instagram
O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve decisão que condenou um funcionário de asilo de Pereira Barreto, cidade no interior do estado, por ter deixado 26 idosos sozinhos durante a noite do dia 5 de março de 2019. O homem pegou um ano e dois meses de detenção, em regime inicial semiaberto, pelo crime de abandono de incapaz.
As informações foram divulgadas no site do TJ-SP.
A decisão foi proferida de maneira unânime pelos desembargadores da 9ª Câmara de Direito Criminal do TJ-SP. Na ocasião, os magistrados analisaram recurso do réu que visava reduzir a pena por supostamente ter confessado o crime.                                                                                                                                 Em seu voto, o relator da apelação, desembargador Silmar Fernandes, ressaltou as circunstâncias do crime e o fato de o réu ser reincidente. "Por derradeiro, em razão da recidiva e, ainda das circunstâncias concretas da conduta - abandono de 26 idosos, deixando-os a própria sorte em local que deveria ser porto seguro a eles e seus familiares -, a modalidade prisional intermediária se mostrou como necessária resposta estatal", indicou o magistrado.
Com a relação à alegação do funcionário, o magistrado afirmou que a atenuante de confissão espontânea não se aplica ao caso, uma vez que o homem não compareceu ao julgamento. "O decreto condenatório não mencionou os informes prestados pelo réu em solo policial - única oportunidade em que foi ouvido, eis que embora regularmente intimado para a audiência de instrução, debates e julgamento, não compareceu ao ato judicial, sendo declarada sua revelia", escreveu o relator.
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