terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Greve geral dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem em Pernambuco poderá ser deflagrada

Segundo o site https://portaldeprefeitura.com.brApós ser recebida por um representante da Secretaria de Administração e ouvir resposta insatisfatória, nesta segunda (09), a categoria realizará uma assembleia ainda este mêsEm busca de maior valorização e contra a precarização das condições de trabalho, Auxiliares e Técnicos em Enfermagem vinculados à rede estadual realizaram uma paralisação de 24h, nesta segunda-feira (09/12). Durante o ato, que ocorreu em frente à Secretaria de Administração, na Avenida Antônio de Goes, no Pina, os trabalhadores decidiram agendar uma assembleia geral, ainda este ano, para uma possível greve, após ouvir resposta insatisfatória do representante da pasta.Divulgação A suspensão das atividades, que ocorrerá até às 00h00 desta terça (10) conta com efetivo de 50% dos profissionais nas urgências e emergências para garantir o funcionamento mínimo nas unidades hospitalares. A paralisação, organizada pelo Sindicato Profissional dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem de Pernambuco (SATENPE) também foi aderida pelos profissionais que estão nas unidades do Agreste e do Sertão.                          “Entre os motivos da paralisação estão a falta de isonomia salarial tendo em vista que o Estado possui quatro faixas distintas de remuneração. O salário-base da categoria é de R$774, inferior ao salário mínimo, o reajuste salarial que não acontece há mais de 10 anos, estruturas precárias nos hospitais e ausência de insumos básicos para o atendimento à população são outros problemas enfrentados”, detalhou o presidente do SATENPE, Francis Herbert.
Segundo ele, essa paralisação foi para sensibilizar o Governo de Pernambuco diante dessa realidade que, a cada dia, tem deixado o profissional de nível médio doente por falta de condições dignas de remuneração e de trabalho. “Os Auxiliares e Técnicos em Enfermagem são a porta de entrada nos hospitais. São eles que recebem toda a carga dos pacientes. Fomos recebidos pela Secretaria de Administração, mas não houve nenhuma negociação ou sensibilidade. A grande participação dos trabalhadores demonstrada tanto pela presença no ato quanto nos hospitais reflete a insatisfação crescente por tantos desmandos. Continuaremos mobilizados para a realização de uma assembleia geral e, assim, decidirmos sobre a construção da greve geral”, completou.
Apesar do Governo de Pernambuco afirmar em resposta à imprensa que está disposto ao diálogo e à negociação, ainda de acordo com Francis, a verdade é que os resultados  até agora apresentados pela mesa de negociação permanente não levaram em consideração os péssimos salários pagos aos profissionais de nível médio da enfermagem. ”A paralisação de 24h na rede estadual é um dos sintomas da doença que o governo do PSB transmitiu aos profissionais de nível médio e, certamente, vai contagiar à população pernambucana com baixo nível da assistência à saúde”, concluiu. 

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