quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Brasil e EUA instalam governo teocrático-militar na Bolívia através de senadora sorridente, mas massacre segue nas ruas

Segundo o site https://www.viomundo.com.brUm governo teocrático-militar foi instalado ontem na Bolívia usando as técnicas mais sofisticadas de marketing político, enquanto soldados, policiais e milicianos seguiam massacrando partidários de Evo Morales em casa e nas ruas.Brasil e EUA instalam governo teocrático-militar na Bolívia através de senadora sorridente, mas massacre segue nas ruasPrimeiro, Jeanine Añez ameaçou o comandante do Exército, que finalmente aceitou colocar tropas para atuar conjuntamente com a polícia e milicianos de Luis Fernando Camacho.
O general, que já havia “sugerido” a Evo Morales renunciar, cedeu.
Jeanine havia usurpado o cargo de presidente do Senado, mesmo com o Parlamento paralisado por falta de quorum (o partido de Evo Morales, o Movimento ao Socialismo, tem maioria de dois terços nas duas casas).A wiphala na faixa diz muito. Quem coloca a faixa? Um militar.
Usando a mídia parceira do grupo Unitel, a Globo da Bolívia, sediado em Santa Cruz de la Sierra e as redes sociais, Jeanine pressionou o comandante do Exército a colocar tropas nas ruas.
Os milicianos de Luis Fernando Camacho, o líder fascista da oposição, bem organizados e armados, tocaram fogo na casa de autoridades e ameaçaram sequestrar parentes para forçá-las a renunciar ou abandonar Evo Morales, o primeiro presidente indígena da Bolívia.
Agora Jeanine se autoproclamou presidente, em sessão parlamentar sem quorum.
Brasil e Estados Unidos, promotores do golpe teocrático-militar com tinturas fascistas, reconheceram Jeanine imediatamente.
Ambos já haviam reconhecido Juan Guaidó, num padrão que demonstra o caráter internacional do golpe, dado provavelmente com apoio da Central de Inteligência Americana e do Mossad, através de intermediários.
Jeanine assumiu sorridente, fez discurso tendo ao lado a bandeira simbólica da maioria quéchuia e aymará da Bolívia (mantida na faixa presidencial), bandeira que ela própria havia desprezado anteriormente em discurso.
Seguidores de Luis Fernando Camacho, o ditador de fato da Bolívia, haviam queimado a wiphala nas ruas. Policiais foram gravados arrancando o símbolo de seus uniformes.
A “restauração” fascista da Bolívia quer acabar com o Estado Plurinacional criado por Evo Morales, que direcionou orçamento do gás natural a benefícios sociais para a maioria aymará e quéchua da Bolívia (cerca de 55% da população).
A imprensa local e brasileira desconhece os vídeos que provam o massacre a que estão sendo submetidos partidários do antigo governo, nas ruas e em casa.
Os vídeos registram a invasão de casas, o espancamento de partidários de Evo, pessoas mortas e feridas à bala — algumas vezes com o testemunho registrado de milicianos pró-Camacho, que humilham as vítimas.
As imagens são um exemplo do que pode acontecer no Brasil em um golpe bolsonarista, que teria apoio de milicianos, PMs, setores do Exército e dos Estados Unidos.
A Central Obrera Boliviana deu 24 horas para que a ordem constitucional seja restabelecida e ameaçou com uma greve geral de caráter nacional.
Lideranças indígenas, especialmente do município de El Alto, também prometeram se rebelar.
Porém, Evo Morales armou as Forças Armadas com aviões e blindados que agora passam a ser usados contra a população.
Enquanto Jeanine levava uma Bíblia ao Palácio Quemado, onde usurpou o cargo de presidente, era denunciada pelo presidente Evo Morales, exilado no México:
Se ha consumado el golpe más artero y nefasto de la historia. Una senadora de derecha golpista se autoproclama presidenta del senado y luego presidenta interina de Bolivia sin quórum legislativo, rodeada de un grupo de cómplices y apañada por FFAA y Policía que reprimen al pueblo.

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