quarta-feira, 10 de abril de 2019

Alunos da UFRPE denunciam terem sido assediados sexualmente por médico em consultas no Campus Recife

Segundo o site https://g1.globo.com/pe/pernambuco:
Universidade Federal Rural de Pernambuco abriu Processo Administrativo Disciplinar para apurar os casos, que teriam ocorrido durante procedimentos exigidos para aulas de educação física.
Assédios sexuais ocorreram dentro do Campus Recife da UFRPE, segundo denúncias de estudantes — Foto: Vanessa Bahé/G1              
A Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) apura denúncias de estudantes que relatam terem sido assediados sexualmente por um médico da instituição de ensino no Campus Recife, no bairro de Dois Irmãos, na Zona Norte da capital. Alunos contaram que os assédios eram praticados durante procedimentos médicos exigidos para as aulas de educação física.
O profissional é vinculado ao Departamento de Qualidade de Vida. Em nota, a UFRPE afirma que a Ouvidoria da instituição recebeu denúncias de "desconforto de alguns estudantes durante procedimentos médicos".
Há denúncias de casos que aconteceram, pelo menos, desde 2018, quando foi aberto pela UFRPE um Processo Administrativo Disciplinar para apurá-las. Com isso, a análise do caso fica delegada a uma comissão externa. O processo corre em sigilo e está em fase final de análise, segundo a instituição.
Em uma postagem feita em um grupo da instituição em uma rede social na terça-feira (9), dezenas de vítimas relataram terem sido assediadas pelo médico. Uma delas foi o estudante de Biologia Johnny Barbosa, de 24 anos, que afirma ter passado por uma consulta no fim de março deste ano. Segundo ele, são antigos os relatos de abusos.
"Temos relatos de pessoas que há 20 anos passaram por isso. Fui à consulta para conseguir um encaminhamento para um exame de diabetes e colesterol. Ele foi muito invasivo, perguntou sobre minhas preferências sexuais, tamanho de órgão genital, coisas que não tinham nada a ver com a consulta. Só parou quando decidi sair da sala", afirma.
De acordo com a UFRPE, a partir do relatório a ser apresentado pela comissão responsável, a universidade "tomará todas as medidas cabíveis para responsabilizar eventuais práticas de delitos, garantindo-se o amplo direito à defesa das partes envolvidas".
"Todo mundo reclama dele. Quando alguém diz que vai ter que fazer exame, outra pessoa já avisa para tomar cuidado. Algumas pessoas disseram que ele tenta forçar uma ereção. A mim, ele não tocou, mas tenho amigos que foram tocados de forma abusiva por ele", diz o jovem.
       
Outro estudante, que preferiu não se identificar, afirma que foi atendido pelo médico em 2012 e, desde antes, conhecia relatos desse tipo sobre o profissional. Antes de cursar a disciplina de educação física, o aluno precisou de um parecer médico.
Entre as atividades oferecidas na faculdade, ele escolheu fazer natação e, para isso, precisava de um laudo que incluía um exame de sífilis e um teste dermatológico. Com o resultado negativo para infecções sexualmente transmissíveis e após ter recusado se submeter a uma avaliação mais íntima, segundo o estudante, o professor chegou a ameaçá-lo caso não permitisse o assédio.
"Tinha deixado a disciplina para o fim do curso e já havia passado em um mestrado, precisava concluir. Mesmo com o exame, ele fez perguntas íntimas sobre minha vida sexual e me pediu para tirar a roupa. Ele me ameaçou, dizendo que, se eu não fizesse o que ele pedia, não me liberaria para a natação, que ele sabia que eu era obrigado a fazer", afirma.
As ameaças, segundo o estudante, seguiram durante toda a consulta, principalmente quando o médico pediu para examinar seus órgãos genitais.
"Continuei recusando, inclusive porque ele não colocou luvas, e ele disse que eu teria que passar novamente pelo procedimento, se não aceitasse dessa vez. Por fim, pediu para eu me 'autoexaminar', de forma mal-intencionada, enquanto ele olhava bem de perto, dizendo que não era o único pênis que ele ia ver. Viu que eu estava muito assustado e constrangido, acabou a consulta e me entregou o parecer", conta.
Ainda na nota, a UFRPE informou também que disponibiliza a Ouvidoria Geral da instituição para o registro de reclamações ou denúncias referentes a essa situação. O telefone é (81) 3320-6015.
   

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