terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Escola municipal tem teto de salas escorado por vigas e 450 alunos ficam sem aula no Recife

Segundo o site https://g1.globo.com/pe/pernambuco: Aulas na Escola Doutor Ebenézer Gueiros, na Iputinga, foram suspensas até 12 de fevereiro. Educandário Magalhães Bastos, na Várzea, liberou cinco de 13 turmas mais cedo.
Teto de salas na Escola Municipal Doutor Ebenézer Gueiros é escorado por vigas de ferro — Foto: Simpere/Divulgação          
A Escola Municipal Doutor Ebenézer Gueiros, na Iputinga, na Zona Oeste do Recife, teve o início do ano letivo suspenso por causa de problemas estruturais. As aulas deveriam ter começado nesta terça (5), junto com toda a rede municipal. Ao todo, 450 crianças ficam sem aulas até 12 de fevereiro.      Na unidade, o teto de quatro salas está escorado por vigas de ferro e ameaça cair, segundo o Sindicato dos Professores do Recife (Simpere). A escola apresenta, ainda, problemas nas instalações elétricas. Imagens feitas pelo sindicato mostram o teto danificado, fios expostos e vigas de ferro espalhadas, sem proteção, em diversos pontos da escola. O Simpere informou que os problemas foram identificados em 2018 e enviou ofícios à Secretaria de Educação do Recife (Seduc) para tentar resolvê-los. Um ato foi realizado pelo Simpere em frente à escola, na manhã desta terça, para pedir à prefeitura a resolução dos problemas. Segundo Teoneide Albuquerque, uma das coordenadoras do sindicato, professores e pais estão preocupados com a segurança das crianças na instituição de ensino. "A impressão é de que existe um risco de desabamento. A engenharia não quis se pronunciar nem apresentar laudos sobre a estrutura. São duas salas no piso inferior e duas no superior. Fizemos várias visitas e conversamos com a gestão da escola e nada foi feito. Uma das mães tem uma filha autista e está bastante preocupada com ela ficar sem as aulas", afirmou Teoneide.                               
Vigas de ferro são expostas sem proteção na Escola Municipal Doutor Ebenézer Gueiros, no Recife — Foto: Simpere/Divulgação
O auxiliar administrativo André Damião é pai de uma aluna do 5º ano. Ele afirma que a filha chegou para o primeiro dia de aula do ano letivo e recebeu o aviso de que a escola havia sido interditada.
"Ao chegar para dar aula, os professores perceberam que o teto continuava com problema e que seria um risco para os alunos, não tinha condições de dar aula com o teto do jeito que estava. Por isso, as aulas foram suspensas", disse André.
Ainda segundo o pai da aluna, a suspensão das salas surpreendeu as famílias. "Pegou todo mundo de surpresa. A escola foi interditada sem aviso prévio, sem nada. E ninguém entrou em contato para avisar que as aulas foram suspensas. As crianças chegavam e eram mandadas para casa. Todos os pais estão revoltados", contou.
Resposta da prefeitura
Por meio de nota, a Seduc informou que foi a secretaria que identificou o problema estrutural e que, "desde 2018, contratou uma consultoria especializada para o desenvolvimento de um projeto de recuperação estrutural". A pasta afirmou, ainda, que as obras foram iniciadas em janeiro e devem ser finalizadas até março de 2019.
Sobre a suspensão das aulas, a Seduc disse que as obras não afetam "diretamente o pleno funcionamento da escola, uma vez que os estudantes seriam relocados para outros espaços dentro da própria unidade", mas que a suspensão ocorreu "para que as obras sejam adiantadas o máximo possível" e que "as aulas serão repostas ao logo do ano letivo".                                               
Escola Municipal Doutor Ebenézer Gueiros, no Recife, tem problemas estruturais — Foto: Simpere/Divulgação
Escola sem ventilador
Também nesta terça (5), cinco das 13 turmas do Educandário Magalhães Bastos, na Várzea, na Zona Oeste do Recife, foram liberadas por volta das 11h, devido a problemas nos ventiladores. Segundo o Simpere, a escola tem, ainda, problemas no piso e nas instalações elétricas, pois tomadas foram fixadas com fitas adesivas, de forma improvisada.
"Conseguimos entrar em contato com a Secretaria de Educação, que se prontificou em realizar uma reunião com o sindicato e a gestão na quarta-feira (6)", afirmou Teoneide.
Sobre o caso, a prefeitura informou que a equipe de manutenção foi ao local nesta terça (5) para reparar os ventiladores. Na nota, a administração municipal também disse que lançou, em 2017, o programa Novo Clima, que prevê a instalação de ares-condicionados em todos os ambientes das 309 escolas da rede municipal de ensino.
Ainda segundo a prefeitura, 70% do parque escolar foi climatizado, mas, em escolas mais antigas, como a Magalhães Bastos, "é necessário fazer uma reforma elétrica para receber os equipamentos e, em alguns casos, é preciso ainda implantar uma subestação". O prazo para a climatização completa é 2020.
A Seduc informou, ainda, que o trabalho de manutenção da rede escolar é feito "de forma constante e ininterrupta". Disse também que, em 2018, "foram investidos R$ 22 milhões em manutenção e pintura das escolas, além de serviços na parte elétrica da rede".


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