CARACAS — Os protestos contra o presidente Nicolás Maduro na Venezuela já deixaram 13 mortos entre terça e a noite desta quarta-feira, denuncia uma ONG de direitos humanos. A maioria das vítimas foi atingida por arma de fogo, na capital Caracas e nos estados de Táchira, Barinas, Portuguesa, Amazonas e em Bolívar, este na fronteira com o Brasil. O Observatório Venezuelano do Conflito Social (OVCS), crítico do governo bolivariano, informou que ocorreram tiroteios, saques e estouros de granadas durante as manifestações.
O portal venezuelano Efecto Cocuyo reportou que houve violência em protestos em Palo Verde, Petare, Catia e San Martín, na noite desta quarta-feira. A situação mais crítica ocorreu no fechamento do elevado de Palo Verde, depois que, segundo policiais, grupos armados deixaram os bairros das redondezas e abriram fogo. O tiroteio se estendeu até 22h30 (20h30 de Brasília), segundo o portal. Duas granadas foram lançadas no bairro José Félix Ribas — apenas uma explodiu.
Forças Armadas da Venezuela declaram apoio a Nicolás Maduro
"Os soldados da pátria não aceitam um presidente imposto"
ministro da Defesa da Venezuela, general Vladimir Padrinho Lopez, declarou em um tuíte o apoio do Exército a Nicolás Maduro.
"Os soldados da pátria não aceitam um presidente imposto à sombra de obscuros interesses nem autoproclamado à margem da lei. As Forças Armadas defendem nossa Constituição da soberania nacional", escreveu.
Maduro diz que não se rende: 'Vamos ao combate'
Presidente também anunciou fim de relações diplomáticas com EUA
Nicolás Maduro se pronunciou sobre a autoproclamação do presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, como presidente interino da Venezuela
. Ele falou da sacada do Palácio Miraflores, onde também anunciou o rompimento de relações diplomáticas e políticas com os Estados Unidos.
"Temos denunciado o governo imperialista dos EUA, que dirige uma operação para impor um golpe de estado na Venezuela. Pretende eleger e designar o presidente da Venezuela por vias não constitucionais. Estamos aqui pelo voto do povo. Só as pessoas colocam e só as pessoas removem", disse Maduro. "Aqui não se rende ninguém, aqui não foge ninguém. Aqui vamos à carga. Aqui vamos ao combate. E aqui vamos à vitória da paz, da vida, da democracia", completou.
Segundo ele, os diplomatas norte-americanos têm 72 horas para deixar a Venezuela.
O ministro da Defesa do país, general Vladimir Padrinho Lopez, também declarou, em um tuíte, o apoio do Exército a Nicolás Maduro. "Os soldados da pátria não aceitam um presidente imposto à sombra de obscuros interesses nem autoproclamado à margem da lei. As Forças Armadas defendem nossa Constituição da soberania nacional", escreveu.
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