segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Estaleiros de Pernambuco demitem mais de 800 funcionários em 12 dias, diz sindicato

Segundo o site https://g1.globo.com/pe/pernambuco:
Segundo Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Pernambuco (Sindimetal), em dezembro, ocorreram 800 desligamentos no Atlântico Sul e 90 no Vard Promar.
Nos 12 primeiros dias de dezembro, os Estaleiros Atlântico Sul e Vard Promar, ambos em Ipojuca, no Grande Recife, demitiram mais de 800 funcionários, segundo o Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Pernambuco (Sindimetal). As demissões aconteceram por falta de demanda para a construção de navios, de acordo com a entidade.
O Sindimetal informou que no Estaleiro Atlântico Sul foram demitidos 300 funcionários entre os dias 1º e 11 de dezembro. Na quarta-feira (12), aconteceu o desligamento de outros 500 trabalhadores. Ao longo de todo o ano, o número de funcionários demitidos da empresa já chega a 1.682. Atualmente, o estaleiro conta com 2,1 mil empregados. O Estaleitro Atlântico Sul confirmou que o ocorreram "pouco mais" de 500 demissões nos primeiros dias de dezembro. O Estaleiro Vard Promar registrou cerca de 90 demissões nos primeiros dias de dezembro deste ano, de acordo com o Sindimetal. O G1 tenta contato com os representantes do Estaleiro Vard Promar e aguarda retorno. Segundo o presidente do sindicato, Henrique Gomes, esse número tende a crescer, pois não há perspectivas de melhoras para os estaleiros do estado, a não ser que novas encomendas sejam recebidas. Os últimos navios de ambos os estaleiros devem ser entregues em julho de 2019. "Eles [os representantes dos estaleiros] disseram que, mesmo com esses desligamentos já registrados, ainda vão continuar a demitir em janeiro, caso não cheguem novas encomendas de navios. A nossa preoupação é com os trabalhadores que ficam na incerteza", afirma Gomes. EsperançaOs dois estaleiros disputam um certame para a construção de quatro navios corvetas (navios de guerra) para a Marinha do Brasil. Para o Sindimetal, a vitória desses contratos é uma das poucas possibilidades para evitar mais demissões. "O contrato é de oito anos, sendo dois para a construção de cada navio. Assim, os estaleiros precisariam de mão de obra e os funcionários teriam mais certeza de que poderiam contar com aquele emprego por um tempo", afirma.                                                       Além dos dois pernambucanos, também disputam estaleiros de Santa Catarina, da Bahia e de São Paulo. O resultado está previsto para ser divulgado em março de 2019.
Segundo o Sindimetal, o Estaleiro Atlântico Sul também negocia a construção de dois navios containers, ainda sem confirmação. No entanto, Gomes explica que esses contratos não trariam tantos benefícios.
"São navios fáceis, pois não há tubulação. São navios vazios e, por isso, precisam de pouca mão de obra, cerca de 800 a 1.000 funcionários. Os trabalhadores que ainda estão lá são suficientes", diz.
Reoneração
Em maio, o Senado aprovou o projeto que elimina a cobrança de PIS-Cofins sobre o óleo diesel até o fim deste ano. A proposta foi incluída num texto que já tramitava no Congresso Nacional e prevê a reoneração da folha de pagamento de 28 setores da economia, sendo a indústria naval um deles.
Segundo a direção do Atlântico Sul, a medida provoca uma baixa de R$ 35 milhões anuais nos cofres do estaleiro, porque deixa a mão de obra 20% mais cara.

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