Afinal, o que se passa com os CTT?

Segundo o site https://www.noticiasaominuto.com: Operadora de correios tem estado sob fogo nas últimas semanas devido ao plano de reestruturação. Mas o que está na base da polémica? O que levou à reestruturação e que metas devem cumprir os CTT?Afinal, o que se passa com os CTT?Desde dezembro que os CTT – Correios de Portugal têm estado na agenda mediática devido aos resultados financeiros fracos, o que levou a uma reestruturação da empresa. Porém, o plano tem gerado críticas por parte dos sindicatos, trabalhadores e clientes.         Desta vez, o regulador das telecomunicações também se fez ouvir e duplicou as exigências à operadora de correios.
Porque que foi necessária a reestruturação?
Na apresentação dos resultados relativos aos primeiros nove meses do ano de 2017, os CTT registaram uma queda de 57,6% nos lucros.
As ações também desvalorizaram no seguimento dos resultados, uma vez que os investidores venderam as suas quotas devido às fracas perspetivas de futuro da operadora e à diminuição do dividendo, ou seja, do valor que é devolvido aos acionistas.
Reestruturar para poupar 45 milhões
O objetivo da operadora de correios é poupar 45 milhões de euros, por ano, até 2020. No entanto, isto implica uma forte diminuição de custos para melhorar a rentabilidade dos CTT, bem como a redução de mil postos de trabalho a tempo inteiro, sendo que 200 serão administrativos e os restantes 800 da área operacional da empresa, segundo foi anunciado no final do ano passado.
Além disto, os salários da administração também vão descer e não haverá prémios de gestão este ano. No fundo, o objetivo é claro: poupar.
Trabalhadores contestam fecho de lojas
O encerramento de 22 lojas, proposto pelos CTT, tem sido alvo de críticas e protestos por parte da classe trabalhadora. Antes do Natal, os trabalhadores dos CTT fizeram uma greve de dois dias.
Os funcionários e clientes têm pressionado, inclusive, a que as autarquias, onde se inserem as respetivas lojas que serão encerradas, se manifestem contra a intenção da empresa.
Na quinta-feira, por exemplo, o presidente do governo regional da Madeira afirmou que defende a reversão da privatização dos CTT. Miguel Albuquerque considera que o fecho de postos em locais onde eram prestados serviços a pessoas idosas é uma situação absurda e que contribui para a desertificação.
Críticas à privatização
A privatização dos CTT rendeu aos cofres do Estado mais de 900 milhões de euros.
Foi no final de 2013 que os CTT entraram em bolsa e, na altura, contavam com 2.443 pontos de acesso, dos quais 623 lojas e 1.820 postos de correio. Segundo os últimos dados disponibilizados pela empresa, em setembro do ano passado os pontos de acesso totalizavam 2.368, dos quais 611 lojas e 1.757 postos de correio. Verifica-se por isso uma redução dos pontos de acesso.
No entanto, quando as contas se referem a trabalhadores a ideia é outra. No final dos primeiros nove meses do ano passado, os CTT tinham mais 460 trabalhadores do que há quatro anos.
Em dezembro do ano passado, os partidos da Esquerda apresentaram quatro propostas para os correios. Três delas diziam respeito à reversão da privatização da empresa e foram rejeitadas.
Anacom duplica exigências
No seguimento destes acontecimentos, o regulador das telecomunicações, a Anacom, definiu novos critérios de exigência para os serviços prestados pela empresa.
Segundo a nova regulamentação, a partir de 1 de julho e até ao final de 2020, os CTT terão de cumprir 24 indicadores de qualidade, ao invés dos 11 anteriores. Os novos critérios exigem que 99,9% do tráfego seja entregue no prazo máximo de três ou cinco dias úteis, quer se trate de correio azul ou de correio normal. 

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