Obesidade: A epidemia do século XXI. Portugal está no pelotão da frente

Segundo o site https://www.noticiasaominuto.com: A prevalência da obesidade em Portugal é de 22,3% sobretudo devido a hábitos alimentares desregrados e à falta de atividade física. O Notícias ao Minuto esteve à conversa com José Silva Nunes, endocrinologista do Centro Hospitalar de Lisboa Central, que explica motivos que estão na base desta realidade.Obesidade: A epidemia do século XXI. Portugal está no pelotão da frentepercentagem de crianças dos seis aos oito anos obesas e com excesso de peso diminuiu em 2016, segundo dados do sistema de vigilância que analisa o estado nutricional infantil (COSI) e que foram esta semana divulgados.                                          Porém, em 2015, os registos apontavam para um total de mais de 603.700 milhões de pessoas obesas em todo o mundo. E apesar de nos últimos anos vários especialistas terem alertado para este problema – classificado como a epidemia do século XXI pela Organização Mundial de Saúde (OMS) –, a tendência de evolução do número de obesos é incerta.
Obesidade em Portugal, uma análise em particular
A prevalência da obesidade em Portugal é de 22,3% sobretudo devido a hábitos alimentares desregrados e à falta de atividade física. Além disso, quase metade da população apresenta excesso de peso e cerca de 1,4 milhões de adultos são considerados obesos (17%).
Este aumento progressivo da prevalência da obesidade determina, na opinião de José Silva Nunes, endocrinologista do Centro Hospitalar de Lisboa Central, “o aumento do risco de doenças cardiovasculares”. Para lá disso, refere o especialista em entrevista ao Notícias ao Minuto, “a obesidade está também associada aos problemas metabólicos como a Diabetes tipo 2”.
No entanto, Portugal não é só dos países com maior prevalência de obesidade. O “nosso país está também no pelotão da frente no que se refere à prevalência da Diabetes tipo 2. Mais de 90% dos casos da Diabetes registados são do tipo 2”.
Refira-se que a Diabetes tipo 2 afeta a capacidade do organismo de converter o açúcar presente no sangue em energia – um processo que é controlado pela insulina. Nestes casos, o organismo não responde à insulina como devia e não a produz como seria suposto. Estes aspetos refletem-se na subida anormal e progressiva dos níveis de açúcar no sangue (glicemia). Já nos casos de Diabetes tipo 1, o pâncreas deixa subitamente de produzir insulina, o que faz com que a subida do açúcar no sangue seja súbita e muito exagerada.
O que se consome e o que se gasta
A obesidade resulta, basicamente, do quociente entre “aquilo que se consome e o que se gasta”. Por isso, “para que uma pessoa desenvolva obesidade tem de consumir mais do que o que gasta. E havendo um balanço energético positivo este é acumulado como energia”.
De acordo com José Silva Nunes, Portugal “é englobado na dieta mediterrânica e, sendo esta saudável, não seria de esperar que apresentássemos taxas de obesidade tão altas". Acredita-se que a população segue um regime alimentar pouco variado e rico em gorduras e açúcares. Outro problema que afeta a obesidade prende-se com o “estilo de vida sedentário”.
Para os especialistas, a obesidade é definida em função do Índice de Massa Corporal (IMC). Se “uma pessoa tiver um IMC igual ou superior a 30 kg por m2 é considerada obesa”. Nestes casos, para reverter o quadro clínico, o tratamento passa pela “correção de eventuais erros alimentares e pela introdução de exercício físico no quotidiano”, explica o endocrinologista.
Já nos casos de obesidade severa, tipo 2, “se o IMC for igual ou maior a 35 kg por m2 e se estiverem presentes outras comorbilidades (complicações), o paciente pode receber indicação para realização de cirurgia bariátrica”. O mesmo acontece nos casos de obesidade tipo III, quando o IMC é igual ou superior a 40 kg por m2.
Nos dias 24, 25 e 26 de novembro, refira-se, a Sociedade Portuguesa de Obesidade realizou o seu 21.º Congresso. Neste plenário, os congressistas “abordaram uma amplitude de temáticas relacionadas com o tema”, como o controlo da epidemia, a sua prevenção e tratamento, designadamente os fármacos disponíveis no mercado e a evolução associada à cirurgia bariátrica.  

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