quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Menina de cinco anos vítima de acidente no Recife abre os olhos, mas permanece em coma, diz hospital

Segundo o site https://g1.globo.com/pe/pernambuco: Marcela Guimarães da Motta Silveira está em coma vigil, segundo hospital em que ela está internada há 30 dias. De acordo com o boletim médico, ela recebe cuidados neurológicos, motores e respiratórios diariamente.Marcela Guimarães da Motta Silveira está internada no Hospital Santa Joana, no Recife, desde 27 de novembro  (Foto: Reprodução/TV Globo)Há exatos 30 dias internada na mesma unidade de saúde, Marcela Guimarães da Motta Silveira, de cinco anos, ferida em um acidente de trânsito causado por um motorista bêbado na Zona Norte do Recife, no dia 26 de novembro, está em coma vigil, segundo boletim médico divulgado nesta quarta (27) pelo Hospital Santa Joana.
De acordo com a unidade de saúde, isso quer dizer que a garota está com os olhos abertos, mas não apresenta reflexos voluntários.
Ainda segundo o hospital, Marcela recebe cuidados diários em reabilitação neurológica, motora e respiratória. De acordo com boletim divulgado no dia 8 de dezembro, a criança parou de respirar com a ajuda de aparelhos.
A menina é a única sobrevivente que permanece internada após o acidente, já que seu pai, o advogado Miguel de Arruda da Motta Silveira Filho, de 46 anos, recebeu alta no dia 10 de dezembro.Carro ficou destruído após colisão na Zona Norte do Recife  (Foto: Reprodução/TV Globo)Carro ficou destruído após colisão na Zona Norte do Recife (Foto: Reprodução/TV Globo)
O acidente, ocorrido no cruzamento entre a Estrada do Arraial e a Rua Cônego Barata, no bairro da Tamarineira, resultou na morte de três pessoas: Maria Emília Guimarães da Mota Silveira, 39 anos; o filho dela, Miguel Arruda da Motta Silveira Neto, de três anos; e a babá das crianças, Roseane Maria de Brito Souza, de 23 anos, que estava grávida.                                                                     Mãe e filho foram sepultados em um cemitério em Paulista, no Grande Recife, enquanto Roseane foi enterrada em Aliança, na Zona da Mata Norte do estado. Após o acidente, as vítimas receberam homenagens no local da colisão, através de flores e de um “abraço” dado por voluntários da ONG Novo Jeito no cruzamento em que ocorreu o acidente. Grupo de voluntários 'abraça' cruzamento em que ocorreu acidente de trânsito na Zona Norte do Recife (Foto: Carol Lopes/Novo Jeito/Divulgação)Grupo de voluntários 'abraça' cruzamento em que ocorreu acidente de trânsito na Zona Norte do Recife (Foto: Carol Lopes/Novo Jeito/Divulgação)

Motorista vira réu

No dia do acidente, João Victor Ribeiro de Oliveira, motorista do veículo que colidiu com o carro em que estavam as outras vítimas, foi detido pela Polícia Civil. Em 27 de novembro, após uma audiência de custódia, ele teve a prisão preventiva decretada e seguiu para o Centro de Observação e Triagem Professor Everaldo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, no Grande Recife.
De acordo com as investigações da Polícia Civil, divulgadas em 5 de novembro, João Victor ingeriu álcool durante horas consecutivas. Perícias técnicas apontaram que o veículo conduzido pelo estudante de engenharia estava a 108 quilômetros por hora, quando o máximo permitido na via em que ele trafegava é de 60 quilômetros por hora. Segundo o inquérito, ele começou a beber com amigos em um bar em Casa Caiada, em Olinda. O universitário ficou no local até as 16h do dia do acidente. Ao todo, o grupo consumiu de oito a nove garrafas de cerveja. (Veja vídeo acima)
Após denúncia-crime do MPPE, oferecida no dia 7 de dezembro, a 1ª Vara do Tribunal do Júri da Capital aceitou a posição do Ministério Público contra o motorista. Agora réu, ele responde por homicídio duplamente qualificado de três pessoas e por tentativa de homicídio duplamente qualificado de duas vítimas.
A defesa de João Victor chegou a fazer um pedido de prisão domiciliar, mas a solicitação foi negada pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE). Na visão do promotor da 49ª Promotoria de Justiça do órgão, André Rabelo, o jovem de 25 anos não tem problemas mentais, o que, segundo ele, foi uma justificativa da defesa para fazer o pedido.

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