Ato no Recife pede defesa dos direitos de comunidades negras e chama atenção para violência racial

Segundo o site https://g1.globo.com/pernambuco:

Evento 'Vamos de Preto' ocorreu nesta quinta-feira (2) no Pátio de São Pedro, reunindo representantes de lideranças, políticos e estudiosos de vários lugares do Brasil.Rodas de capoeira foi um dos atrativos do ato na área central do Recife (Foto: Bruno Grubertt/TV Globo)Rodas de capoeira foi um dos atrativos do ato na área central do Recife (Foto: Bruno Grubertt/TV Globo)     A  través dos passos da capoeira e de batalhas de rap nas vozes de MCs, duas manifestações da cultura negra, um ato realizado, nesta quinta-feira (2), no Pátio de São Pedro, na área central do Recife, chamou a atenção para problemas sociais, como o racismo e a discriminação. O evento “Vamos de Preto” reuniu representantes de lideranças, políticos e estudiosos de vários lugares do Brasil, além de integrantes de comunidades quilombolas.

Descendente de escravos, Maria José de Fátima, que é vice-presidente da Federação Estadual das Comunidades Quilombolas, explica o objetivo do ato.
“Estamos nesse evento homenageando a nossa cultura. Novembro é um mês comemorativo para todo o território quilombola e para o povo de terreiro porque a gente quer comemorar a nossa cultura e a nossa religião, então colocamos nossa cara preta nas ruas para o povo ver que os quilombos existem, pois muita gente não conhece o que é uma comunidade quilombola”, afirma Maria José, que faz parte da Onze Negras, no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, um dos 193 quilombos do estado que ainda batalham por direitos.
A data da manifestação não foi escolhida por acaso. O evento foi organizado pela equipe do deputado estadual Edilson Silva (PSOL) no feriado de Finados para lembrar da violência contra o povo negro.
“São várias as lutas e as bandeiras que a população negra e o Brasil precisam encampar. Para a gente, o fundamental é a defesa da vida. A nossa pauta principal é a luta pelo fim do genocídio da população negra. A gente traz um dado que, a cada 23 minutos, morre um jovem negro. A estatística demonstra que diminuiu em 5% a violência para a mulher branca e aumentou em 53% para a mulher negra”, ressalta George Henrique Marinho de Souza, coordenador do Núcleo Negras e Negros do mandato do parlamentar.

                                                                                  

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