quinta-feira, 6 de julho de 2017

Passageiros denunciam insegurança no transporte público no Grande Recife

Segundo o site http://g1.globo.com/pernambuco:

oviários terminou após TRT determinar reajuste de 6% nos salários. Reclamações sobre filas e ônibus lotados permanecem. Paralisação de rodoviários causou lotação de terminais no Grande Recife (Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press)Após três dias de greve, os rodoviários voltaram às atividades no Recife e Região Metropolitana, nesta quinta-feira (6). De acordo com o levantamento do Grande Recife Consórcio de Transporte, 100% da frota dos coletivos foi às ruas durante a manhã, após o Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (TRT-6) decidir, durante reunião na quarta-feira (5), reajustar em 6% o salário da categoria. Mesmo com o fim da greve, passageiros reclamam de filas, ônibus lotados e insegurança no transporte público. (Veja vídeo acima)

O Terminal Joana Bezerra, na área central do Recife, é um dos principais da Região Metropolitana e uma das duas estações que ligam os três eixos metroviários da região. Na manhã desta quinta, no local, havia filas, transtornos e pessoas sentadas nas escadas dos ônibus lotados. Apesar disso, para os passageiros, um dos piores problemas é a insegurança.
Para a estudante Dryelle Melo, que mesmo com a greve precisou ir ao centro da cidade para pegar ônibus, os problemas vão além da falta de coletivos nas ruas. "A parte mais difícil é em relação à segurança, que a gente não tem. Há poucos policiais nas ruas. Além disso, ficamos na rua, expostos a doenças por causa da chuva", disse.
Entre as denúncias estão assaltos e furtos dentro das próprias estações de metrô e terminais. Em contrapartida, para o tenente coronel Silvestre Dantas, comandante do 10º Batalhão de Polícia Militar, responsável pelas rondas na região de Joana Bezerra, não há registros de investidas dentro do terminal.

"O que temos registro é no entorno do terminal e da estação de metrô. O que pode acontecer é as pessoas não estarem indo registrar as ocorrências. Nós trabalhamos com estatísticas, tomamos conhecimento dos casos para planejar o policiamento. Nos últimos meses, no entorno da estação, apreendemos cinco armas de fogo, 54 armas brancas e 54 pessoas encaminhadas às delegacias de polícia", disse o tenente.                                      A reunião no TRT-6 começou por volta das 14h15 e foi acompanhada por diversos motoristas e cobradores. Após as explanações, os desembargadores iniciaram a votação, momento em que houve divergências com relação aos percentuais de reajuste salarial propostos pelos empregados, de 7%, e pelos empregadores, de 4%. (Veja vídeo acima)

Após a primeira discussão, o relator do caso, desembargador Fábio Farias, votou pelo reajuste salarial de 6% para a categoria. Dos 12 desembargadores presentes, nove acompanharam o voto. Houve, ainda, nove votos a favor da compensação salarial para os dias de greve.      A greve foi iniciada na segunda-feira (3). Os rodoviários pediam, além de melhores condições de trabalho, o reajuste salarial de 7%. Além disso, queriam aumento de 20% no vale-refeição, cujo valor era R$ 225,38. Os donos das empresas, durante as negociações, ofereceram reajustes de 4% nos vencimentos dos trabalhadores, que eram de R$ 2.113 para motoristas de ônibus, R$ 971,97 para cobradores e R$ 1.366,40 para fiscais. Após os reajustes, os salários passam a ser de R$ 2.239,78 para os motoristas de ônibus, de R$ 1.030,29 para cobradores e R$ 1.448,39 para fiscais.                                                            

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