Segundo o site https://www.folhape.com.br/noticias: Família aguarda audiência de instrução, no Fórum de Jaboatão dos Guararapes
Primeira Audiência do caso Emily Vitória - Foto: Matheus Ribeiro / Folha de Pernambuco Foi com faixas pedindo por justiça que os familiares de Emilly Vitória Guimarães, de 6 anos, aguardaram pela primeira audiência de instrução e julgamento do caso, na manhã desta segunda-feira (27). A sessão acontece na 1ª Vara do Tribunal do Júri de Jaboatão dos Guararapes e será presidida pela juíza Inês Maria de Albuquerque. Quem senta ao banco dos réus é Sérgio Herivelton da Silva Carvalho, de 30 anos, acusado de ter entrado atirando em uma festa de aniversário infantil. Os disparos atingiram Emilly em um dos braços e na cabeça. O crime ocorreu na noite do domingo, 20 de julho de 2025. Outras duas pessoas foram atingidas, mas sobreviveram. A menina teve morte encefálica confirmada, cinco dias após ter sido baleada.Sérgio é acusado de homicídio qualificado, por motivo torpe e uso de recurso que impossibilitou meio de defesa da vítima. Ao relembrar a noite do crime, a dona de casa Shirlane Mayara Xavier, de 36 anos, que é mãe de Emilly, se emocionou. Aflita e ainda abalada, ela garante que está pronta para ficar frente a frente com o homem que atirou na filha dela.
Primeira Audiência do caso Emily Vitória. Shirlane Xavier, mãe da vítima. foto: Matheus Ribeiro / Folha de Pernambuco“Estou bastante nervosa, mas quero justiça, porque são nove meses sem a minha filha, uma menina alegre e cheia de vida. Mas foi interrompida de seguir. Ela só tinha 6 anos e eu quero justiça por ela. Eu lembro de tudo. Eu havia colocado-a na festa, que só tinha criança. Eu não quis ficar [dentro da casa]. Pensei que ela estaria segura na festa. Fui para fora e fiquei esperando por ela. Foi quando ele desceu armado, passou por mim, pelo meu compadre e minha comadre e entrou na festa atirando. Eu gritei e me desesperei, porque eu sou mãe e eu senti como se aqueles tiros fossem em mim”, descreve.
Shirlane conta ainda que, após ouvir os tiros, se desesperou, já achando que a filha houvesse sido baleada. Um homem amigo da família teria carregado Emilly nos braços. Foi quando socorreram a menina e a levaram para o Hospital da Restauração, no Derby, centro do Recife. A mãe de Emilly diz ter conhecido o executor do crime. “Jamais imaginei que ele fosse fazer uma coisa dessa ali na comunidade, onde morou. ”, detalha.
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O sofrimento no leito
“Ele desrespeitou uma comunidade inteira. Era vizinho da gente e sabia que estava tendo uma festa infantil ali. Mesmo assim, ele fez do que fez. Nós conhecemos ele [o réu] desde quando éramos crianças, o vimos crescer. Hoje, só Deus sabe quantas noites ficamos sem dormir em casa. Até agora, ainda não acreditamos [que ela morreu]. A gente acorda, vê as coisinhas dela e acha que está viajando, que pode chegar a qualquer momento. A ficha ainda não caiu”, argumenta.
Testemunhas
Primeira Audiência do caso Emily Vitória. na imagem: João Victor Ribeiro, Advogado da família. foto: Matheus Ribeiro / Folha de Pernambuco “A mãe da outra vítima, o cônjuge dela também serão ouvidos e o policial militar que fez a primeira abordagem. Existem provas e laudos periciais que estão sendo produzidos no curso do processo. Além do homicídio consumado [de Emilly], ele [o réu] responde por dois homicídios qualificados tentados, em relação às outras duas vitimas. Teria que somar tudo isso, mas a pena para homicídio consumado vai de 12 a 30 anos de prisão. A expectativa é de que haja o júri popular para que se faça justiça”, acredita o advogado. Rito
Durante a audiência, como citado no início da matéria, devem ser ouvidas oito testemunhas arroladas na denúncia. De acordo com o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), a defesa técnica do réu será feita pela Defensoria Pública que indicou as mesmas testemunhas arroladas pelo Ministério Público.Primeira Audiência do caso Emily Vitória foto: Matheus Ribeiro / Folha de Pernambuco Relembre o caso
Na época, a mãe de Emilly Vitória, Shirlane Mayara, contou à Folha que estava, na fatídica noite do domingo, 20 de julho de 2025, na frente da casa da comadre, esperando a filha e conversando, quando um homem teria descido de uma moto, já com a arma em mãos, e teria entrado no local da festa já atirando.
“Minha filha foi atingida com dois disparos, um na cabeça e outro no braço. Quando eu vi que ele entrou na festa, eu comecei a gritar para o meu compadre, que correu e foi lá. Quando meu compadre saiu de lá, ele já saiu com ela [Emily] nos braços”, explicou. Após ser socorrida, a menor foi levada para o Hospital da Restauração (HR), no Derby, centro do Recife. Depois de cinco dias, a unidade hospitalar confirmou a morte encefálica. Enquanto isso, já depois da audiência de custódia, o suspeito do crime foi encaminhado ao Centro de Observação e Triagem Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima.




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