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Servidores públicos estão entre os suspeitos de fraudar concurso do TJPE, afirma delegado

26 de março de 2026

/ by visao surubim

 Segundo o site https://www.folhape.com.br/noticias: Entre os investigados estão dois policiais militares, sendo um de Pernambuco e outro do Piauí, um guarda municipal do Rio Grande do Norte e um policial penal

                                                    Provas do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) foram anuladas - Foto: Divulgação                      Servidores públicos estão entre os suspeitos de fraudar o concurso do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). As provas para o cargo de técnico judiciário, realizadas em setembro de 2025, foram anuladas.             Nesta quarta-feira (25), a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) deflagrou a operação Kyma, com o objetivo de cumprir 11 mandados de prisão e 22 de busca e apreensão contra o grupo investigado.

Segundo o delegado Júlio César, estão entre os investigados dois policiais militares, sendo um de Pernambuco e outro do Piauí, um guarda municipal do Rio Grande do Norte e um policial penal.                                                  Os mandados contra os suspeitos de fraude em concurso público e lavagem de capitais foram cumpridos no Recife, Paulista, Jaboatão dos Guararapes, Itaquitinga, Vitória de Santo Antão, Petrolina, Araçoiaba e Extremoz (RN).

"Existiu uma pessoa infiltrada na banca. A banca que realizou o concurso foi mais uma vítima. Essa pessoa já cometia esse tipo de crime, infiltrando-se dentro dos locais de aplicação da prova para poder capturar as imagens do conteúdo da prova e repassar para o líder da organização criminosa", informou o delegado.

Após receber o material, as questões eram resolvidas por outros integrantes do grupo, que passavam as respostas para o líder. Este redistribuía o resultado para os clientes que compraram o gabarito.              Os mandados contra os suspeitos de fraude em concurso público e lavagem de capitais foram cumpridos no Recife, Paulista, Jaboatão dos Guararapes, Itaquitinga, Vitória de Santo Antão, Petrolina, Araçoiaba e Extremoz (RN).

Após receber o material, as questões eram resolvidas por outros integrantes do grupo, que passavam as respostas para o líder. Este redistribuía o resultado para os clientes que compraram o gabarito.              Os mandados contra os suspeitos de fraude em concurso público e lavagem de capitais foram cumpridos no Recife, Paulista, Jaboatão dos Guararapes, Itaquitinga, Vitória de Santo Antão, Petrolina, Araçoiaba e Extremoz (RN).                                                                                                

O delegado informou que alguns clientes compravam dispositivos eletrônicos, os pontos de comunicação, para viabilizar o esquema.

Delegado Júlio César detalhou operação | Foto: PCPE/Divulgação

O agente policial também destacou que alguns clientes copiavam as respostas em papel e o escondiam no corpo para consultar ao longo da prova. Alguns candidatos recebiam orientação no dia da aplicação.              "A investigação conseguiu esclarecer que uma das candidatas estava tendo um certo problema de como anotar, como separar os gabaritos para cada tipo de prova, e um membro da organização criminosa, reportando-se ao líder, orientou aquela candidata a fazer essa logística", ressaltou Júlio César.

De acordo com a investigação, os valores pagos variavam, mas, geralmente, era feito o pagamento de uma entrada para custear a logística do grupo e equipamentos, entre R$ 2 mil e R$ 5 mil.

"Caso conseguisse ingressar no serviço público, pagaria algo em torno de R$ 50 mil a R$ 70 mil, a depender do cargo. Quanto maior a remuneração inicial, maior seria o valor a ser pago para a organização criminosa", explicou o delegado.                                                                                        Os valores eram repassados por conta de terceiros para dificultar o rastreio. 

"Eles vão responder pelo crime de organização criminosa. A liderança e mais alguns membros vão responder por lavagem de dinheiro e fraude ao concurso público majorado, porque alguns são funcionários públicos", ressaltou Júlio César.

O concurso do TJPE teve como banca organizadora o Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC) e ofertou vagas para formação de cadastro reserva.                                                                                            A remuneração inicial informada no edital é de R$ 5.858,86 para técnico judiciário. As provas foram realizadas em 21 de setembro de 2025 e anuladas em janeiro deste ano devido à fraude.                                      A seleção ocorreu por meio de prova objetiva, com 15 questões de conhecimentos gerais e 45 questões de conhecimentos específicos, além de prova discursiva.

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