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'Casa de Mainha': projeto do Agreste pernambucano é eleito melhor do ano em premiação de arquitetura

24 de fevereiro de 2026

/ by visao surubim

 Segundo o site https://www.folhape.com.br: Residência foi idealizada pelo arquiteto para dar uma nova vida à 'mainha', Marinalva, e, ao mesmo tempo, respeitar a tradição da cidade, a sustentabilidade e a qualidade de vida

'Casa de Mainha', do Agreste pernambucano, é eleito melhor do ano em premiação de arquitetura - Foto: Hélder Santana/Divulgação                                                                                                                                             Um sonho que se tornou realidade e ganhou o mundo. O projeto "Casa de Mainha", do arquiteto e urbanista Zé Vágner, em Feira Nova, no Agreste de Pernambuco, foi um dos vencedores do "ArchDaily Building of the Year Awards 2026", uma das maiores premiações globais da arquitetura contemporânea.                                                                                              A residência foi idealizada pelo arquiteto para dar uma nova vida à 'mainha', Marinalva, e, ao mesmo tempo, respeitar a tradição da cidade, a sustentabilidade e a qualidade de vida. Nas redes sociais, Zé Vágner compartilhou todas as reformas para tornar a casa uma inspiração não só nacional, mas também mundial.

Erguida originalmente na década de 1980 por moradores da região que utilizaram a técnica milenar do adobe (tijolos de terra crua), a edificação passou por uma intervenção que, pouco a pouco, foi conquistando o público por sua inventividade.                                                                        A necessidade dela (mainha) era bem simples: ventilação, iluminação e saúde para uma casa antiga e cheia de memória onde eu nasci e me criei", relata Zé Vágner em um dos vídeos publicados nas redes sociais.

Baixo custo e alta eficiência
Segundo Zé Vágner, o projeto foi desenhado focado no baixo custo e alta eficiência. Entre os principais materiais utilizados estão insumos encontrados na própria região. Para a fachada, por exemplo, ele optou pelo uso de lajotas de forno de casa de farinha, fabricadas em Feira Nova.

Há ainda a implementação de ventilação cruzada para diminuir o calor e aproveitamento da iluminação natural, com o objetivo de reduzir a dependência de energia elétrica.                                                                    "Antes a gente tinha casa cheia de cômodos pequenos, sem utilidade e salubridade. Hoje a gente tem ambientes amplos, integrados", afirma.

O projeto também consistiu no aumento do pé direito de 2,40 m para 4,4 m em um dos trechos. Com isso, o arquiteto desnivelou as águas da cobertura e encaixou uma faixa de cobogós, evitando a entrada de mosquitos.

"Dessa forma a gente tem um exaustor natural, com a troca de ar constante (...) O vento quente, como é mais leve, sobe e sai pelos cobogós, além de ter um efeito de iluminação no pôr do sol. Coisa de cinema", explica.   

                                                                Foco em garantir o bem-estar
Nos vídeos, Zé Vágner deixa sempre claro o compromisso em realizar um projeto inovador, pensando no futuro, mas que principalmente respeite o bem-estar dos moradores - neste caso, da própria mãe, que é o ponto central dessa história.                                                                                      "Mainha tinha várias exigências para o projeto. Uma delas era não fazer muita coisa voltada para a rua porque ela é uma pessoa mais introspectiva. Então criamos uma fachada interna com a parede um pouco mais alta do que a fachada externa. Dessa forma, o vento bate, desce e circula pelo pátio. Deixa o ambiente muito mais fresco", conta.

Reconhecimento internacional
O projeto "Casa de Mainha" foi o único representante brasileiro entre os vencedores do "ArchDaily Building of the Year Awards 2026". Na sua 17ª edição, o prêmio recebeu mais de 120 mil  votos de mais de 100 países, e é considerada a maior premiação de arquitetura do mundo baseada na comunidade.

Os vencedores são escolhidos ao longo de três semanas em votação pública, com uma diversidade de abordagens, materialidades e estéticas, além de diferentes vivências culturais.   
                                                                                   
      

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