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Briga entre turistas e barraqueiros é registrada na praia mais famosa de Pernambuco

28 de dezembro de 2025

/ by visao surubim

As faixas de areia das praias são consideradas um espaço público, conforme a Lei nº 7.661/88, que assegura o livre e franco acesso a elas e ao mar, em qualquer direção e sentido. Essa legislação garante que as praias sejam um bem de uso comum do povo, permitindo que a população utilize esses espaços de forma gratuita e sem restrições.

                                                                        Segundo o site https://legale.com.br/blog: 

A Natureza Jurídica do Acesso às Praias no Brasil

Introdução

O tema do acesso às praias no Brasil é de singular importância dentro do Direito, envolvendo questões ambientais, urbanísticas, de propriedade e de uso público. Juristas, advogados e estudantes de Direito frequentemente enfrentam desafios ao interpretar as leis que regulam o uso e a conservação do litoral brasileiro, um recurso natural extremamente valioso e vulnerável.

A Constituição e o Direito ao Lazer

A Constituição Federal de 1988 estabelece, em seu artigo 225, que todos têm o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida. O acesso às praias se insere nesse contexto, uma vez que a praia é um espaço que oferece lazer e bem-estar, cumprindo uma função social e ambiental. Além disso, a Constituição prevê o direito ao lazer como parte dos direitos sociais, destacando a importância do acesso aos espaços públicos.

Propriedade Privada versus Uso Comum

Um dos grandes dilemas enfrentados no Direito é o equilíbrio entre propriedade privada e o uso comum do povo. Embora a faixa de areia das praias seja considerada bem de uso comum, a legislação permite a existência de propriedades privadas na orla, desde que respeitem o acesso público. A complexidade surge quando interesses particulares tentam limitar ou obstruir o acesso, gerando conflitos que frequentemente chegam aos tribunais.

A Legislação e o Direito de Acesso

No Brasil, há uma série de normas que regulamentam o acesso às praias. A Lei nº 7.661/1988, que institui o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro, é fundamental para a proteção do litoral brasileiro. Ela prevê diretrizes para a ocupação, uso e conservação das áreas costeiras, estabelecendo que o acesso às praias deve ser gratuito e livre, salvo em casos específicos de segurança nacional.

Outra legislação importante é o Decreto-Lei nº 9.760/1946, que define a faixa de marinha. Esta é uma área sujeita a um regime jurídico especial, sendo bem de uso comum da União, e inclui a faixa de terra que se estende até 33 metros para o interior a partir da linha média das marés altas.

Conflitos e Jurisprudência

A jurisprudência brasileira tem se debruçado sobre inúmeros casos envolvendo disputas de acesso às praias. Em geral, os tribunais têm decidido em favor do acesso público, reafirmando o caráter de bem de uso comum das faixas de areia. No entanto, esses conflitos nem sempre são claros e frequentemente exigem uma análise cuidadosa das circunstâncias locais, da legislação aplicável e das evidências apresentadas.

Impactos Ambientais e Urbanísticos

O desenvolvimento urbano desenfreado e a privatização de áreas costeiras podem ter sérios impactos ambientais. O direito de acesso é uma ferramenta essencial para garantir que o desenvolvimento atenda às diretrizes de sustentabilidade e proteção ambiental, respeitando a biodiversidade e os ecossistemas locais.

As Implicações para o Ordenamento Territorial

Além das questões ambientais, o acesso às praias está intimamente ligado ao ordenamento territorial e ao planejamento urbano. As legislações municipais, em consonância com normas federais e estaduais, estabelecem parâmetros para a ocupação do solo, uso e conservação das praias. O desafio consiste em conciliar desenvolvimento econômico, direito de propriedade e proteção ambiental, assegurando o acesso a todos.

Conclusão

O direito de acesso às praias é um tema interdisciplinar, que envolve Direito Ambiental, Direito Urbanístico e Direito de Propriedade. Profissionais do Direito precisam estar cientes das legislações vigentes e da jurisprudência pertinente para atuar de maneira eficaz na defesa do interesse público e na promoção do desenvolvimento sustentável.

Insights Finais

1. Interdisciplinaridade: Compreender o acesso às praias implica considerar aspectos jurídicos, sociais e ambientais, destacando a necessidade de uma abordagem integrada.

2. Conciliação de Interesses: A mediação de conflitos entre interesses privados e o direito público de acesso é uma habilidade essencial para juristas.

3. Inovações Legislativas: Manter-se atualizado sobre novas legislações e decisões judiciais é crucial para navegar pelas complexidades do Direito relacionado ao acesso às praias.

4. Sustentabilidade e Desenvolvimento: Promover o acesso com responsabilidade ambiental garante que as praias continuem a ser um recurso valioso e acessível para todos.

5. Advocacia Proativa: Os advogados podem desempenhar um papel importante na defesa do acesso público, participando ativamente em discussões de políticas públicas e planejamento urbano.

Porto de Galinhas: Briga entre turistas e barraqueiros é registrada na praia mais famosa de Pernambuco.                            Segundo o site https://jc.uol.com.br: Confusão em Porto de Galinhas acende alerta sobre o futuro desordenado do turismo, principalmente em períodos de grande movimento - Marcelo Cerfe/Pexels
Porto de Galinhas, reconhecida como a praia mais famosa de Pernambuco e um dos destinos mais cobiçados do Brasil, foi palco de um episódio de violência que repercutiu negativamente nas redes sociais e gerou indignação entre visitantes e moradores. No último sábado (27/12) - em pleno feriadão prolongado de fim de ano -, um desentendimento entre turistas e trabalhadores de uma barraca local por pouco não terminou em mortes.                                                                                  
Na verdade, foi a intervenção estratégica dos salva-vidas do município de Ipojuca que evitou uma tragédia maior. De acordo com testemunhas, a confusão teve início quando dois turistas se negaram a quitar o valor devido após consumirem produtos em uma barraca da orla. A discussão esquentou e um dos visitantes teria agredido fisicamente um trabalhador da praia, provocando uma revolta coletiva entre outros barraqueiros da área.                                                          O clima de tensão só foi controlado devido à ação rápida da equipe de segurança marítima da cidade, que conseguiu acalmar os ânimos e retirar os turistas do local, impedindo uma violência generalizada. Nas imagens que circulam nas redes sociais é possível ver dois homens feridos e sangrando, sendo protegidos pelos salva-vidas e colocados numa viatura, enquanto outros homens ainda os agridem. Tudo isso à beira-mar de Porto de Galinhas e presenciado por dezenas de pessoas.

IMPACTOS NA IMAGEM DE PORTO DE GALINHAS
Briga entre turistas e barraqueiros é registrada na praia mais famosa de Pernambuco - Reprodução                                                                                      Também de acordo com as pessoas da região, o episódio não é um caso isolado na praia e reacende o debate sobre a necessidade de qualificação profissional e fiscalização constante em Porto de Galinhas - que virou o principal destino turístico do Estado. Nas redes sociais, frequentadores culpam o abuso de muitos comerciantes da área, que não sofrem a fiscalização correta por parte da prefeitura e agem de acordo com as próprias regras.                                          LEIA TAMBÉM

As pessoas relatam que comportamentos inadequados, falta de respeito com os clientes e atitudes incompatíveis com um ambiente familiar têm sido problemas recorrentes na região. “A consequência direta desses conflitos é o desgaste da imagem do destino, o que pode prejudicar toda a cadeia econômica do turismo local. A cobrança atual de moradores e visitantes recai sobre a identificação e punição dos responsáveis, além de uma atuação mais rigorosa dos órgãos competentes para garantir um atendimento digno, seguro e profissional”, afirmou um frequentador da praia nas redes sociais.

A reportagem tentou contato com a Prefeitura de Ipojuca, mas ainda não conseguiu retorno. Já a Polícia Civil de Pernambuco confirmou o fato e que registrou uma ocorrência de lesão corporal. "A Polícia Civil de Pernambuco, através da 43ª Delegacia de Porto de Galinhas, informa que registrou no dia 27, a ocorrência de lesão corporal. Um homem de 50 anos foi agredido por pessoas, até o presente não identificadas, em um comércio na praia de porto de Galinhas. A vítima foi socorrida para uma unidade hospitalar para atendimento médico. Um inquérito policial foi instaurado para apurar todos os fatos."                  

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