Segundo o site https://surubim.portaldacidade.com/noticias: Presidente da Câmara aponta acirramento político, avalia atuação legislativa e reforça cobranças por saúde, água e infraestrutura no município
O presidente da Câmara Municipal de Surubim, vereador Luciano Medeiros Filho, o Bomba (PSB), fez um balanço do primeiro semestre de 2025 na Casa Legislativa. Em entrevista ao Portal da Cidade Surubim, o parlamentar classificou o período como produtivo, mas marcado por tensões políticas e pela ausência de diálogo com o Poder Executivo municipal. As sessões na Câmara Municipal serão retomadas no próximo dia 7 de agosto.“O primeiro semestre foi proveitoso, com muitos debates e votações importantes. Mas o clima ficou acirrado, especialmente no fim do período. E quando isso acontece, quem perde é a Câmara e, principalmente, a população”, afirmou.
Segundo Bomba, o distanciamento entre os poderes compromete a construção de políticas públicas. Ele citou como exemplo o projeto da distribuição de peixe na Semana Santa, que, segundo ele, não exigia apreciação do Legislativo. “Foi uma provocação desnecessária do Executivo. Chegaram a usar carro de som nas ruas para atacar os vereadores. Isso não contribui em nada para o avanço do município”, enfatizou
Sobre o desempenho dos parlamentares, Bomba destacou que sete dos 13 vereadores estão em seu primeiro mandato. “Muitos ainda não compreenderam a força que um mandato tem. A Câmara não pode ser guiada por ideologias ou interesses pessoais. O foco deve ser o bem coletivo”, destacou.
Apesar das divergências, ele destacou o volume de proposições apresentadas. “Tivemos um número expressivo de requerimentos. É comum esse ritmo no início da legislatura, mas o desafio agora é garantir que as demandas sejam executadas”, reforçou.
Cobranças por infraestrutura e saúde
Entre os temas mais recorrentes nos pedidos dos vereadores, segundo Bomba, estão obras de calçamento, pavimentação e melhorias na saúde. Ele criticou a falta de ações concretas da atual gestão. “O que foi feito até agora são obras deixadas pela administração anterior, como reformas de escolas, praças e unidades de saúde, além de pavimentação. A nova gestão ainda não apresentou sua identidade.”
Sobre os eventos realizados pela prefeitura, Bomba ponderou: “A gente gosta de festa e reconhece sua importância. Mas não pode ser prioridade. A saúde está em crise, com falta de médicos e de medicamentos no PSF, em especial de remédios e infraestrutura para atendimento de crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). E a educação tem recebido críticas pela merenda escolar, entrega de apenas um fardamento e o reajuste anual da gratificação de difícil acesso, voltado para professores municipais, que está previsto na lei, mas ainda não foi concedido pela gestão municipal, informou.
Crise hídrica se agrava
Uma das maiores preocupações do vereador é com o abastecimento de água no município. Ele revelou que está prevista para este semestre a realização de uma audiência pública sobre o tema. "Adiamos a proposta após as chuvas recentes. Porém, mesmo com essas chuvas, a situação continua crítica. A barragem está praticamente seca e a previsão é de agravamento nos próximos meses”.
Segundo o parlamentar, a população de Surubim e de cidades vizinhas, como Casinhas, Vertente do Lério e Santa Maria do Cambucá, já sente os efeitos da escassez. “Recebo mensagens todos os dias das pessoas preocupadas com essa escassez de água. A gente precisa de uma resposta do Governo do Estado e em Surubim, em especial, do prefeito do município”, cobrou.Para o segundo semestre, Bomba projeta mais pressão da sociedade. “As cobranças vão aumentar. O povo quer soluções, não discurso. A gestão precisa trabalhar com planejamento e responsabilidade. A Câmara está aberta ao diálogo, mas firme na sua missão de fiscalizar e defender os interesses de Surubim", complementou.


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