Segundo o site https://odia.ig.com.br: Quadrilha fingia entregar auxílio social para conseguir imagens e dados das vítimas e pegar empréstimos
Agentes apreenderam computadores, celulares, cartões bancários, dinheiro em espécie e cadernos de anotações.Érica Martin/Agência O Dia Rio - Uma operação mira, nesta quarta-feira (25), uma quadrilha especializada em aplicar golpes contra idosos beneficiários do INSS. As vítimas eram enganadas pelos bandidos com a distribuição de cestas básicas. Agentes cumprem cinco mandados de busca e apreensão nos bairros de Campo Grande, Bangu e Realengo, na Zona Oeste, e em Irajá, Zona Norte. A ação também sequestrou bens dos alvos.
Até o momento, as equipes apreenderam computadores, celulares, cartões bancários, dinheiro em espécie e cadernos de anotações. As investigações da 26ª DP (Todos os Santos) apontaram que os golpistas se passavam por uma ONG e entravam em contato com os idosos oferecendo cestas básicas, alegando ser auxílio social. No momento da entrega, dois membros tiravam fotos do tipo "selfie" das vítimas, para usar como reconhecimento facial em aplicativos de banco. Com os dados e imagens deles, os bandidos abriam contas virtuais e contratavam empréstimos consignados. "O chamariz era a cesta básica. Uma pessoa que recebe dois, três salários mínimos de aposentadoria e ganha uma cesta básica, e vai ser recebido regularmente, fica satisfeita e oferece tudo. Para obter esses dados todos que exigiria uma certa intimidade com a pessoa, eles usavam esse artifício de oferecer a cesta, eles levavam a cesta básica. Em troca disso, o prejuízo era muito maior, porque os proventos delas eram retirados nos valores das prestações do empréstimo feito", explicou o delegado Luciano Zahar.
"Eram várias, muitas pessoas (envolvidas no esquema). Principalmente, tinham muitos intermediários, aqueles para quem eram repassados os valores dos empréstimos, e depois desses participantes da organização, o dinheiro é endereçado para um cabeça e esse núcleo duro é que fazia a movimentação do dinheiro, uma lavagem do dinheiro, entrava no mercado para lavar esse dinheiro, aplicação financeira com esse dinheiro obtido de forma fraudulenta", apontou o titular da 26ª DP. Além de Caio César, outros dois investigados eram os que mais recebiam os valores do golpe.

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