Header Ads Widget

header ads

Dólar cai a R$ 5,17 e Bolsa sobe 1,7% com apetite por riscos aqui e no exterior

 Segundo o site https://www.msn.com/pt-br: O apetite por risco dos investidores seguiu firme durante toda esta segunda-feira, 12, dia de noticiário escasso, e também com o apoio do exterior, com Nova York renovando máxima histórica de fechamento. Hoje, a Bolsa brasileira (B3) encerrou com forte alta de 1,73%, aos 127.593,83 pontos, enquanto o dólar caiu 1,25%, cotado a R$ 5,1740.

O apetite por risco dos investidores seguiu firme durante toda esta segunda-feira, 12, dia de noticiário escasso, e também com o apoio do exterior, com Nova York renovando máxima histórica de fechamento. Hoje, a Bolsa brasileira (B3) encerrou com forte alta de 1,73%, aos 127.593,83 pontos, enquanto o dólar caiu 1,25%, cotado a R$ 5,1740.

Analistas atribuem a apreciação do real também a um movimento natural de correção, após oito pregões seguidos de alta do dólar, em meio a sinais de que o governo pode recuar em alguns pontos da reforma tributária. Na máxima, a moeda bateu em R$ 5,2848 e na mínima, a R$ 5,1640. O dólar para agosto caiu 1,66%, cotado a R$ 5,18350

diretor de política monetária do Banco Central, Bruno Serra, disse que a intervenção do BC no mercado de câmbio na quinta-feira, 8, com oferta de 10 mil contratos de swap cambial (equivalente à venda de dólares no mercado futuro), foi padrão. "Vamos ver se o mercado vai precisar de dólares no fim do ano. É sempre melhor que o mercado resolva seus problemas sozinho, mas, quando isso não acontece, estamos aptos para atuar", afirmou, em videoconferência organizada pelo Santander.                Operadores ponderam que a volatilidade continua exacerbada, com o dólar oscilando mais de 10 centavos entre a mínima e a máxima, e que a moeda americana ainda permanece muito sensível ao ambiente político conturbado, em meio a atritos entre o presidente Jair Bolsonaro e os outros chefes de Poderes.

Para o head de câmbio da Acqua-Vero, Alexandre Netto, sinais de que o governo pode recuar em alguns pontos da reforma tributária, aliados ao ambiente externo favorável ao risco, abriram espaço para uma correção natural no mercado de câmbio, a despeito dos ruídos em Brasília.

"A questão da reforma foi um dos principais 'drivers' para a piora no câmbio. Nos últimos dias, houve sinais de que a proposta vai ser alterada, o que trouxe certo alívio", afirma Netto, que não vê, contudo, espaço para uma rodada mais forte de apreciação do real. "Parece que a alta dos juros já está 'precificada' no câmbio e o ambiente político ainda é muito ruim, com a corrida eleitoral parecendo cada vez mais próxima. Além disso, o ciclo de alta das commodities parece ter se estabilizado".                              Hoje, o presidente da CâmaraArthur Lira (PP-AL), disse que o relatório da reforma do Imposto de RendaCelso Sabino (PSDB-PA), quer reduzir em R$ 50 bilhões a carga tributária sobre o setor produtivo e os trabalhadores. O ministro da EconomiaPaulo Guedes, tem sinalizado que aceitará a retirada de "maldades" do texto. É ventilada a possibilidade de queda da proposta de taxação de dividendos entre empresas e a manutenção da isenção para fundos imobiliários.

Do lado do comércio exterior, a balança comercial registrou superávit de US$ 2,013 bilhões na segunda semana de julho, levando o saldo positivo acumulado no mês a R$ 3,563 bilhões. Em 2021, a balança comercial tem superávit de US$39,750 bilhões. Os resultados comerciais podem dar mais sustentação ao real no curto prazo, desde que os exportadores optem por internalizar recursos, em vez de mantê-los no exterior. A expectativa é que, com o aumento da taxa Selic ao longo dos próximos meses, as empresas passem a fechar mais contratos de câmbio, por conta do aumento do custo de oportunidade.

Em relatório, a Armor Capital afirma que, após cinco semanas sem internalizar recursos, os exportadores trouxeram US$ 893 bilhões ao país na última semana de junho. Embora saliente que esses dados devem ser vistos com cautela, a gestora afirma que "se essa reversão for mantida e o exportador continuar trazendo recursos deve haver um fôlego para o câmbio".

Lá fora, o dólar teve um comportamento misto em relação às principais divisas emergentes, com queda frente ao peso colombiano e a lira turca, alta na comparação com o rand sul-africano e certa estabilidade ante ao peso mexicano, considerado o principal par do real. O mercado aguarda a divulgação, amanhã, do índice de preços ao consumidor (CPI) nos Estados Unidos em junho, e discursos do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano)Jerome Powell (na quarta e na quinta-feira) para calibrar as expectativas em torno do início da redução do volume de compra de ativos.

Bolsa

Vindo de feriado na sexta, estes dois dias de ganhos em Nova York, com renovação consecutiva de recordes no fechamento para os três índices de referência, foram o suficiente para o Ibovespa se firmar em alta desde a manhã. Hoje, nem mesmo o impasse na reforma do Imposto de Renda, e nem a variante Delta do coronavírus - foi empecilho para que o Ibovespa buscasse reequilíbrio, à espera do início, amanhã, de nova temporada de resultados trimestrais, a ser aberta por grandes bancos americanos.

Tendo alternado variações positivas e negativas superiores a 1% nas últimas quatro sessões, o avanço desta segunda-feira, em porcentual, foi o maior desde a sessão de 7 de maio, quando o Ibovespa havia subido 1,77%. No mês, o índice avança 0,62%, com ganho no ano a 7,21%.

Seguindo o padrão recente de correção, após perdas bem distribuídas na quinta-feira, quando o Ibovespa cedeu 1,25% e acumulou queda de 1,72% na semana, a recuperação observada nesta segunda se disseminou por empresas e setores, com destaque hoje para siderurgia, com CSN ON e Gerdau PN em altas de 6,17% e 4,50% cada, enquanto na mineração, Vale ON avançou 1,24%, em dia de alta para o minério na China. O dia foi favorável para o setor bancário, segmento de maior peso no índice, com ganhos até 3,77% para Santander.

Na ponta do Ibovespa, Embraer fechou em alta de 8,18%, à frente de CVC, com 7,29% e Cosan, com 6,00%. No lado oposto, apenas seis ações em desempenho negativo na sessão, com destaque para Carrefour, em queda de 1,06% e Marfrig, de 0,90%. /ANTONIO PEREZ, LUÍS EDUARDO LEAL E MAIARA SANTIAGO                

Postar um comentário

0 Comentários