Header Ads Widget

header ads

Israel e Hamas respeitam trégua acertada após 11 dias de combates

 Segundo o site https://www.msn.com/pt-br/noticias/mundo: GAZA/JERUSÁLEM (Reuters) - Uma trégua entre Israel e o Hamas entrou em vigor nesta sexta-feira após os piores episódios de violência em anos, enquanto o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, prometeu acudir a devastada Faixa de Gaza e a Organização das Nações Unidas (ONU) pediu mais diálogo entre israelenses e palestinos.

Bombardeios aéreos israelenses sobre o enclave densamente povoado mataram 243 palestinos, incluindo 66 crianças, feriram mais de 1.900 e danificaram instalações essenciais da infraestrutura e milhares de casas. Em Israel, 12 pessoas foram mortas e centenas foram tratadas de ferimentos resultantes de ataques com foguetes que causaram pânico e fizeram as pessoas fugirem para abrigos.

Palestinos que passaram 11 dias recolhidos com medo dos bombardeios israelenses tomaram as ruas de Gaza, abraçando-se para comemorar diante de edifícios bombardeados em ruas cobertas de escombros.

Alto-falantes de mesquitas comemoraram "a vitória da resistência obtida sobre a ocupação (Israel)". De madrugada, carros percorreram o bairro de Sheikh Jarrah, em Jerusalém Oriental, balançando bandeiras palestinas e tocando buzinas, em uma repetição das cenas vistas em Gaza.

Na contagem regressiva para o cessar-fogo que começou de madrugada, palestinos continuaram disparando foguetes e Israel realizou ao menos um ataque aéreo.

Cada lado disse estar pronto para retaliar qualquer violação da trégua. O Egito disse que enviará duas delegações para monitorar o cessar-fogo que mediou.

A violência irrompeu em 10 de maio, desencadeada pela revolta dos palestinos com o que viram como restrições israelenses a seus direitos em Jerusalém, inclusive durante confrontos da polícia com manifestantes na mesquita de Al-Aqsa durante o mês sagrado muçulmano do Ramadã.

Por causa dos combates, muitos palestinos de Gaza não conseguiram comemorar o festival Eid al-Fitr na conclusão do Ramadã. Nesta sexta-feira, refeições adiadas do Eid foram realizadas por toda Gaza.

Em Israel, estações de rádio que transmitiam notícias e comentários 24 horas por dia voltaram a tocar música pop e canções folclóricas.

Israel disse ter matado ao menos 160 combatentes, mas o Hamas, o grupo militante islâmico que controla Gaza, retrata os combates como uma resistência bem-sucedida a um inimigo mais forte militar e economicamente.

Autoridades palestinas estimam o custo da reconstrução de Gaza em dezenas de milhões de dólares, e economistas disseram que o confronto pode prejudicar a recuperação econômica israelense dos impactos causados pela pandemia de Covid-19.

(Reportagem adicional de Michelle Nichols, em Nova York; Stephen Farrell, em Jerusalém; e Rami Ayyub, em Tel Aviv)

Postar um comentário

0 Comentários