segunda-feira, 5 de abril de 2021

Mapa do Feminicídio, edição 2021, contará com novos indicadores da violência contra a mulher

 Segundo o site https://www.naosecale.ms.gov.br: A subsecretaria de Políticas de Públicas para a Mulher, do Governo do Estado, em parceria com a Secretaria de Governo e Secretaria de Justiça Pública, definiu a atualização do Mapa do Feminicídio, edição 2021, que deverá ser lançado no dia 1º de junho. A reunião de trabalho foi realizada nesta terça-feira (09).

A discussão sobre os indicadores, que podem auxiliar em uma análise mais assertiva em relação aos casos de feminicídio no Estado, foi conduzida pela subsecretária Luciana Azambuja e contou com a colaboração do perito criminal, representando o Instituto Médico Legal, Eduardo Carvalho de Almeida, da delegada titular da DEAM (Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher) de Dourados, Paula Ribeiro e com a delegada que atua na DEAM de Campo Grande, Maíra Pacheco Machado.

Entre os pontos levantados como pertinentes e, portanto, que devem ser incluídos no próximo levantamento, estão a inclusão de elementos contundentes (fogo, asfixia, etc) como instrumento específico de agressão e, consequentemente, assassinato; a objetificação do corpo feminino; etnias; análise de crimes sexuais, entre outras informações importantes.

Luciana Azambuja ressalta que mudanças do Mapa do Feminicídio são importantes para direcionamento de ações.

 

“Vamos apresentar a análise dos 39 casos de feminicídio ocorridos em 2020, com evidências e com base em estatísticas reais, para então formularmos políticas públicas de prevenção às mortes violentas de mulheres. Com esse incremento de informações, poderemos adotar medidas mais eficientes de combate e de prevenção”, ressalta a subsecretária, Luciana Azambuja.

 

Durante a reunião de trabalho, o coordenador do Imol, Eduardo Carvalho de Almeida, acrescentou que o detalhamento do crime, pode ajudar a traçar um perfil dos casos ocorridos. “Se pudermos especificar a parte do corpo atingida no crime, por exemplo, nos dará a ideia clara da objetificação do corpo feminino, importante informação para o Mapa do feminicídio”.

Entre os detalhes analisados, a delegada Maíra ressaltou que crimes sexuais precisam de análise para o estudo, assim como outros elementos, destacando ainda o relevante trabalho de perícia para elucidação dos casos. “Assim como é de fundamental importância a conservação do local do crime”.

Por último, a delegada Paula deu ênfase ao combate ao que é chamado de ciclo da violência, que resultado em mortes e aumento da violência. “O ciclo da violência dura, em média dez anos. Muito tempo e, como uma vez uma vítima me disse: a gente fica com o marido violento até a hora que ele bate em nossos filhos, daí damos uma vasta”, a análise da delegada mostra um período muito longo de violência e que pode terminar na morte da mulher agredida.

 

Texto por: Ana Cristina de Souza Brito Uzun

Leia a matéria na íntegra, no site do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul: http://www.ms.gov.br/novo-mapa-do-feminicidio-edicao-2021-contara-com-novos-indicadores-da-violencia-contra-a-mulher/

Publicado por: lazambuja@segov.ms                                                                                          A cada 3 dias uma mulher é vítima de morte violenta no RN, diz pesquisa da UFRN


Entre as causas de morte estão feminicídio ou morte violenta por razões de gênero, homicídio doloso, lesão corporal seguida de morte, latrocínio e intervenção policial

A cada três dias uma mulher é vítima de morte violenta no Rio Grande do Norte. O levantamento dos dados, realizado pela Rede de Pesquisa OBVIO Observatório da Violência da UFRN, levou em consideração as ocorrências registradas entre 2011 e 2020. O cenário de violência é tido como alarmante pelas pesquisadoras Jordana Cristina de Jesus e Kelly Christina da Silva Matos Pereira, professora e mestranda do Programa de Pós-Graduação em Demografia (PPGDem), respectivamente. A observação de índices de mortes violentas de mulheres no RN trouxe as seguintes conclusões: 83,7% das vítimas tinham idade entre 15 e 49 anos. Embora menos frequente, as mortes violentas de meninas também ocorreram: em 10 anos, foram 58 mortes de meninas de até 14 anos. Embora as mulheres negras representam 56,4%, elas foram alvo em 76,2% dos casos de mortes violentas. Além disso, nota-se a falta de oportunidades associada ao risco de violência: 74,8% das mulheres mortas de forma violenta no estado não chegaram sequer a acessar o ensino médio.
Entre as causas de morte estão feminicídio ou morte violenta por razões de gênero, homicídio doloso, lesão corporal seguida de morte, latrocínio e intervenção policial. Essas mortes, explica Jordana, podem ocorrer dentro da família, dentro de casa ou em qualquer outra relação interpessoal, na comunidade ou por parte de qualquer pessoa. No total, ao longo da última década, foram 1.050 vidas de mulheres norte-rio-grandenses perdidas por causas totalmente evitáveis. A professora Jordana diz que o RN, assim como o restante do país, ainda é marcado por padrões socioculturais patriarcais, violentos e discriminatórios. “A superação do quadro de violências por razões de gênero que atinge meninas, mulheres adultas e idosas, depende de políticas que encarem as situações de desigualdades e assimetrias entre os gêneros, sobretudo quando se inclui o recorte racial”, afirma. Pandemia A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), ressaltam as pesquisadoras, vem constantemente alertando sobre a persistência da violência por razões de gênero contra mulheres e meninas na América Latina. Além do quadro preocupante, a pandemia de covid-19 trouxe uma maior preocupação pois as mulheres passaram a conviver durante mais tempo com seus agressores. Há estimativas de que tenha ocorrido um aumento de 15 milhões de casos de violência baseadas no gênero em todo o mundo, apenas nos primeiros três meses de isolamento. No ano passado o Observatório do Nordeste para Análise Sociodemográfica da Covid-19 (ONAS-Covid19) chamou a atenção para a possibilidade de sub-registro da violência contra as potiguares durante a pandemia e também para os riscos de retrocessos no combate à violência de gênero. A Rede Observatório da Violência – OBVIO da UFRN é formada por professores e pesquisadores e alunos dos departamentos de Demografia, Políticas Públicas, Turismo e Saúde Coletiva. NOTÍCIAS RELACIONADAS                                         
Cinco pessoas são presas por violência contra a mulher no RN


Saiba mais em: https://agorarn.com.br/ultimas/a-cada-3-dias-uma-mulher-e-vitima-de-morte-violenta-no-rn-diz-pesquisa-da-ufrn/ | Agora RN


Nenhum comentário:

Postar um comentário