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Prefeitura de Ipojuca é multada em R$ 20 mil após esgoto escorrer por areia da praia de Porto de Galinhas em direção ao mar

 Segundo o site https://g1.globo.com/pe/pernambuco: De acordo com a CPRH, isso constitui infração ambiental. Vídeo gravado na segunda-feira (15) flagrou água escura tomando conta de trecho da orla, no Litoral Sul.

A prefeitura de Ipojuca foi multada em R$ 20 mil pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) após esgoto sem tratamento ter sido lançado na areia da praia de Porto de Galinhas, no Litoral Sul de Pernambuco. A infração ambiental aconteceu na segunda-feira (15).                                            Imagens enviadas para o WhatsApp da TV Globo mostram o esgoto escorrendo, com força, a céu aberto em direção ao mar . O despejo de         uma água escura e com mau cheiro, que saía de uma espécie de vala       aberta na praia, chamou a atenção de turistas e moradores. Em nota, a  CPRH declarou que a equipe de fiscalização da agência constatou que           "a prefeitura de Ipojuca opera um sistema de esgotamento sanitário          precário, com a utilização de poço de acumulação e retirada frequente                do esgoto, por meio de caminhões do tipo limpa-fossa".                                        De acordo com o diretor de Controle de Fontes Poluidoras da CPRH, Eduardo Elvino, isso constitui                uma infração ambiental com penalidade prevista na lei estadual 14.249, de 2010.

O G1 entrou em contato com a prefeitura de Ipojuca, que disse que iria se pronunciar sobre o caso              quando a administração municipal for notificada sobre a multa, o que não havia ocorrido até a tarde                  desta sexta-feira (19).  A água suja atingiu um local em que estavam comerciantes e clientes, que                  tiveram que sair da região por causa do problema (veja vídeo acima). Por meio de nota divulgada na                  noite da segunda-feira (15), a prefeitura de Ipojuca disse que o vazamento ocorreu devido às chuvas             registradas em seis horas.

Nesse intervalo de tempo, a cidade contabilizou um índice                          pluviométrico de 74,9 milímetros. O município informou que a água                    da chuva provocou um "extravasamento das manilhas de                     escoamento pluvial".

Ainda no comunicado, a administração municipal afirmou que                         "não há saneamento básico na praia de Porto de Galinhas" e que                       o processo de implantação da rede de esgotamento sanitário foi alvo                 de uma disputa judicial, desde a gestão anterior.

Também de acordo com o Poder Executivo municipal, foram obtidos, junto ao governo federal,                   através do Ministério das Cidades, recursos para realizar a obra em 2017, e a prefeitura tem cobrado                  a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) solução para o problema de esgoto em Porto                 de Galinhas.  Procurada pela TV Globo, a Compesa informou que ainda não responde pelo esgotamento do município. As obras de saneamento do município fazem parte do programa Cidade Saneada e devem ser                iniciadas em 2022, disse, ainda, a companhia.                                               

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