sábado, 6 de fevereiro de 2021

Enfermeira de 24 anos morre após tomar injeção com medicação em hospital da rede pública em que trabalhava no Recife

 Segundo o site https://g1.globo.com/pe/pernambuco:   

Adriana Frade atuava no Hospital dos Servidores de Pernambuco, gerenciado pelo governo do estado. Ela pediu medicação para cólicas menstruais, mas teria recebido noradrenalina, segundo parentes.
Uma enfermeira de 24 anos morreu depois de tomar uma injeção de um medicamento em um hospital da rede pública em que trabalhava, na Zona Norte do Recife. Adriana Frade atuava há cerca de um mês no Bloco Cirúrgico do Hospital dos Servidores de Pernambuco (HSE), unidade gerenciada pelo governo, que confirmou, por meio de nota, a morte após "o uso de medicação intravenosa"

De acordo com familiares, a jovem estava trabalhando quando sentiu              dores. Ela foi até a farmácia do hospital e pediu um remédio para               cólicas menstruais, mas recebeu noradrenalina, que um é estimulante              utilizado para ressuscitação cardiopulmonar.

A informação foi confirmada por um funcionário do hospital, que                       preferiu não ser identificado. Ainda não ficou claro se houve erro na                 entrega da medicação na farmácia do hospital ou na hora da aplicação             da injeção.

O caso ocorreu na quinta-feira (4) e, nesta sexta (5), o corpo da jovem                foi sepultado no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, no Grande              Recife. Uma sindicância foi aberta pelo hospital para investigar o fato                      e apurar a causa da morte de Adriana.

Por meio de nota, o Hospital dos Servidores informou que registrou                     "um acidente envolvendo uma enfermeira que fez uso de medicação intravenosa, levando-a a graves consequências ao seu estado de                         saúde". No comunicado, a unidade disse também que "o corpo                   clínico do hospital adotou todos os procedimentos possíveis para                 salvar a vida da profissional. No entanto, pela gravidade do quadro,                    a mesma veio a óbito".

Moradora do bairro da Iputinga, na Zona Oeste, Adriana Frade se                     formou no primeiro semestre de 2020 em enfermagem pela              Universidade de Pernambuco (UPE). De acordo com a irmã dela, a                   dentista Angélica Frade, os médicos chegaram a passar 50 minutos                 tentando reanimar a jovem antes de levá-la à Unidade de Terapia                Intensiva (UTI), onde ela morreu.

"Ela estava menstruada e com cólicas fortes. Foi à farmácia [do                    hospital] e solicitou uma ampola de Buscopam. Ela já usava essa                     medicação em casa, mas em comprimido. O médico que a                      atendeu disse que ela pediu para um amigo, técnico em                    enfermagem, aplicar a injeção, e, logo, pediu para ele parar, porque                     estava se sentindo mal, com o coração acelerado. Ela começou a                    convulsionar, os médicos tentaram reanimar ela por 50 minutos.                            Quando ela voltou, foi para a UTI, onde teve outra intercorrência,                     mais uma parada, e não resistiu", afirmou a irmã da jovem.

O corpo de Adriana foi levado ao Instituto de Medicina Legal (IML),                    no Centro do Recife, para passar por exames. A causa da morte                        foi apontada como edema agudo pulmonar. O caso está sendo                   investigado como "morte a esclarecer".

"Disseram que podia ter sido um choque  anafilático, mas ela fazia uso dessa                  medicação em casa. É confuso, porque                   ela era muito atenta e, mesmo se a pessoa                 da farmácia tenha dado a ampola errada,                    ela iria olhar. Ao mesmo tempo, ela estava            com muita dor. Espero que tenha sido, de                    fato, uma reação alérgica, porque é mais                      fácil da gente suportar que um erro",                 declarou a irmã.

Em nota enviada à imprensa, a direção do Hospital dos Servidores                    informou que "lamenta muito a perda de sua colaboradora e está                          prestando toda a assistência à família.                                                                      Também disse que "os fatos e circunstâncias serão objeto de                   apuração por meio dos devidos processos legais, em todas as              instâncias cabíveis".   



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