quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Homem é preso por suspeita de matar e queimar corpo de amante que estava grávida e se negou a tirar bebê

 Segundo o site https://g1.globo.com/pe/pernambuco: Segundo Polícia Civil, a vítima, que estava com três meses de gestação, foi achada morta no Cabo de Santo Agostinho, em novembro de 2020. Nesta terça (19), corporação detalhou o caso.

A polícia desvendou o caso de um corpo de uma mulher achado carbonizado, em novembro de 2020, no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife. Nesta terça (19), a corporação divulgou a prisão do amante  da vítima, autuado por feminícidio. O delegado disse que a jovem estava grávida de três meses do suspeito, em um relacionamento "oculto", e que o crime foi praticado por ela se negar a tirar o bebê.

Em entrevista coletiva concedida na manhã desta terça, no Recife,                      o delegado Marcos de Castro, adjunto da Delegacia de Homicídios                    do Cabo, afirmou que o suspeito do assassinato foi autuado por outros            crimes: ocultação de cadáver, fraude processual, por ter imposto               obstáculos ao processo de investigação, além de aborto não                 consentido.

O homem, que não teve o nome divulgado, foi encaminhado ao Centro                de Triagem Criminológica Professor Everardo Luna (Cotel), em                    Abreu e Lima, no Grande Recife. “Ele pode pegar até 45 anos de                 prisão por todos esses crimes”, declarou o policial.

A mulher, de 26 anos, desapareceu no dia 28 de novembro. Ela saiu                 de casa e disse aos familiares e amigos que iria se encontrar com o              amante. O delegado informou que a vítima sabia que ele tinha uma                 noiva e que estava mantendo com ela um relacionamento                extraconjugal. No dia seguinte, segundo a polícia, o corpo foi                   localizado carbonizado em meio a uma mata a poucos metros da                 rodovia BR- 101, no quilômetro 100. No dia em que o cadáver foi               encontrado a polícia divulgou alguns detalhes.

De acordo com o delegado Antônio de Campos, que deu início às  investigações, a vítima estava com os braços e as pernas abertos                        e o corpo quase todo carbonizado. Ele disse também que havia                indicativos de que ela estava apenas com roupa íntima.

Nesta terça, a polícia disse que vestígios encontrados no carro                           do suspeito foram importantes para elucidação do caso.

"Ouvimos uma testemunha, que contou ter ajudado o homem a limpar                 o veículo, na noite do desparecimento da vítima. Essa pessoa contou                 que ele colocou um produto de cheiro muito forte nos bancos e jogou                  fora um brinco, que estava no banco. Esse acessório seria usado pela              mulher morta”, disse Castro.

Diante dos resultados da investigação, o delegado disse ter                 conseguido mostrar o que aconteceu. “O suspeito exigiu que a                    vítima interrompesse a gravidez, contudo ela o contrariou e optou                           por dar continuidade a gestação, acabando, assim, por ser                   assassinada”, afirmou o policial.

Na coletiva, Castro contou que 15 dias antes de ser assassinada,                            a vítima começou a contar para os parentes que estava grávida                          do suspeito. “Nesse momento, ele começou a tramar para                             executá-la”, disse.

A polícia, no entanto, não conseguiu comprovar se ela foi morta                      antes de ter o corpo carbonizado. “O cadáver estava em avançado                  estado de decomposição”, observou.

Ainda de acordo com o delegado, há áudios enviados pela vítima a             amigos e parentes, mostrando que ela estava sendo ameaçada e                   que eles mantinham essa relação oculta”.

Para a polícia, a noiva do autor do crime não teve relação com o              assassinato. Castro comentou que a vítima não pretendia seguir o relacionamento com ele, mas cobrava o reconhecimento do filho.                        Sobre a postura do suspeito preso, o delegado afirmou que ele não                colaborou em nenhum momento. “Ele sempre negou que tivesse relacionamento com a vítima. Pedimos para ele material genético                   para confrontar com o corpo do bebê e ele também não forneceu”,                disse.

Em relação assassinato, o homem negou o envolvimento, de                       acordo com o policial. “Ele procurou a delegacia na segunda (18)                        e disse que estava sendo acusado do crime”, afirmou o policial,               informando que a todo momento ele tentou despistar.

“Descobrimos também que ele usou o celular da vítima para mandar     mensagens parentes dele, depois de ela ter sido morta, para mostrar              que não tinha envolvimento no desparecimento dela", contou o                      delegado.

Estatísticas

Na sexta-feira (15), a Secretaria de Defesa Social (SDS) informou                     que Pernambuco fechou 2020 com mais homicídios do que                               em 2019. A alta chegou a 8,4%.

As estatísticas também apontam para o aumento de Crimes                          Violentos Intencionais (CVLI) contra vítimas do sexo feminino e                             de feminicídios, tanto no acumulado do ano como no mês de                  dezembro.

Em Pernambuco, os homicídios contra mulheres passaram de                              199 para 237, quando comparados os períodos de janeiro a                      dezembro dos anos de 2019 e 2020. Isso representa um aumento                        de 19,1%.

No mês de dezembro, a notificação desse tipo de crime subiu                     64,3%, saindo de 14 casos em dezembro de 2019 para 23 casos                    em dezembro de 2020.

Os crimes de feminicídio aumentaram 33,3%, quando se                      contabilizam os meses de janeiro a dezembro de 2019 e 2020.

Os registros saíram de 57 para 76 casos. No último mês de                      dezembro nove mulheres foram mortas em feminicídios, contra                      cinco do mesmo período de 2019, um aumento de 80%.   

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