quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Pernambuco tem segunda maior alta na produção industrial do país em outubro, diz IBGE

 Segundo o site https://g1.globo.com/pe/pernambuco: Segundo dados divulgados pelo IBGE, nesta quarta (9), estado teve aumento de 2,9%, mostrando recuperação após o registro de queda em agosto e setembro.

Em outubro de 2020, a produção industrial de Pernambuco teve aumento de 2,9%, mostrando uma recuperação após o registro de queda em agosto e setembro. Foi a segunda maior alta entre as 15 regiões pesquisadas no período, perdendo para o Paraná, com 3,4%. Os dados foram divulgados nesta quarta (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com a Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF), Pernambuco                teve desempenho acima da média brasileira, de 1,1%, e “voltou a                      superar os índices pré-pandemia”.

O IBGE apontou, ainda, que mais regiões estudadas tiveram índice positivo em outubro: Santa Catarina (2,8%), Região Nordeste (1,7%),          Mato Grosso (1,1%), Ceará (0,5%), São Paulo (0,5%) e Minas Gerais          (0,4%).

Ainda segundo a pesquisa, na comparação entre outubro de 2020 e o           mesmo período do ano passado, o estado também teve o segundo           melhor resultado nacional: 7,2%. Pernambuco perdeu apenas para              Santa Catarina (7,6%).

A média brasileira foi de 0,3%, perto da estabilidade. Ceará (6,1%),         Amazonas (5,2%), Pará (4,9%), Paraná (4,8%), Rio Grande do Sul               (2,6%), São Paulo (2,1%) e Minas Gerais (1,4%) completaram o               conjunto de locais com crescimento na produção.

Tiveram queda mais acentuada na produção industrial, no período            pesquisado, Mato Grosso (11,7%) e Goiás (9,6%). Espírito Santo               (7,6%), Bahia (6,5%), Rio de Janeiro (5,6%) e Região Nordeste                  (0,2%) mostraram as demais taxas negativas no mês.

Acumulado

Foi no acumulado do ano que Pernambuco teve o melhor resultado                entre todos os estados e regiões pesquisadas, com 2,4% de               crescimento. Mais três localidades tiveram índices positivos:                             Rio de Janeiro (1,4%), Goiás (0,7%) e Pará (0,1%).

Taxas negativas foram registradas no Espírito Santo (17,0%),                       Ceará (9,8%), Rio Grande do Sul (9,0%) e Amazonas (8,9%).                         São Paulo (8,2%), Santa Catarina (7,8%) e Bahia (6,9%), que                     tiveram números superiores aos da média nacional (6,3%). Paraná                 (6,0%), Minas Gerais (5,8%), Região Nordeste (5,0%) e Mato Grosso             (4,6%) também apresentaram queda.

Enquanto o acumulado nos últimos 12 meses foi negativo tanto no               Brasil (5,6%) quanto em 12 dos 15 locais pesquisados),                            Pernambuco foi um dos três estados que tiveram índice positivo,                        de 1,7%, superado pelo Rio de Janeiro (2,5%), e à frente de Goiás                  (1%).

Espírito Santo (de -19,4% para -18,3%), Santa Catarina (de -7,6%                      para -6,8%), Pará (de -0,8% para -0,1%), Ceará (de –8,2% para                          -7,6%), Pernambuco (de 1,1% para 1,7%) e Minas Gerais (de -7,1%                     para -6,7%) mostraram os principais ganhos entre setembro e                  outubro de 2020.

Goiás (de 3,1% para 1,0%), Mato Grosso (de -3,2% para -4,6%),                      Rio de Janeiro (de 3,6% para 2,6%) e Bahia (de -5,7% para -6,2%)              registraram as perdas mais acentuadas entre os dois períodos.                              

Setores

A pesquisa do IBGE mostrou também que, em outubro de 2020,                          a produção industrial pernambucana viu a maior parte dos setores                      que tinham registrado redução na produção ao longo da pandemia apresentarem tendência de recuperação.

Das 12 atividades industriais cobertas pesquisadas no estado,                   apenas o setor de “fabricação de outros equipamentos de                        transporte, exceto veículos automotores” teve queda no mês de                       outubro, em  comparação ao mesmo período no ano anterior,                         com 2,3%.

O segmento também é responsável pelos piores índices no                     acumulado do ano (-72%) e no acumulado dos últimos 12 meses                         (-75,9%).

Em um cenário positivo da indústria em outubro de 2020 com                    relação  a outubro de 2019, os destaques do mês são a metalurgia,                com a maior alta (26,1%), seguida pela “fabricação de produtos                         têxteis” (19%) e pela “fabricação de sabões, detergentes, produtos                         de limpeza, cosméticos, produtos de perfumaria e higiene                          pessoal”, com avanço de 14,6%.

A “fabricação de minerais não-metálicos” e de “borracha e                           material plástico” também tiveram altas que superaram os 10%.

Outro setor que teve desempenho positivo é “fabricação de                       produtos alimentícios”. Embora a variação percentual registrada                       em outubro, de 4,3%, tenha sido uma das menos altas do mês, o                segmento teve o melhor desempenho tanto no acumulado do ano                    (12,3%) quanto no acumulado dos últimos 12 meses (12,1%).      




Nenhum comentário:

Postar um comentário