sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

Famílias de sem-teto removidas de rua no Centro do Recife realizam protesto

 Segundo o site https://g1.globo.com/pe/pernambuco: Manifestantes fecharam a Rua do Imperador Dom Pedro II, na tarde desta sexta (18), e fizeram passeata. Prefeitura realizou desvios de tráfego na área.

Famílias de sem-teto que foram removidas pela prefeitura da Rua do Imperador Dom Pedro II, no Centro do Recife, no dia 12 de dezembro, realizaram um protesto, na tarde desta sexta (18). Os moradores de rua fecharam a via, provocando desvios no tráfego da área, segundo a Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU).


O ato teve início por volta das 16h. Cerca de 50 pessoas, entre sem-teto e representantes de entidades que lutam pelo direito à moradia, fecharam a Rua do Imperador, no cruzamento com a Rua Primeiro de Março.


Em seguida, o grupo realizou uma caminhada, com destino ao Fórum Thomaz de Aquino Cirilo Wanderley, na mesma rua.


A CTTU informou que os agentes orientaram motoristas a evitar a Rua do Imperador e usar a Avenida Guararapes.


Os sem-teto levavam bandeiras com frases, como “Não queremos esmolas, queremos nossos direitos” e “Queremos justiça”.


Por volta das 18h, os manifestantes ainda estavam nas ruas da área central da cidade. A manifestação foi acompanhada por equipes da CTTU e da Polícia Militar,


Resposta

Por meio de nota, a prefeitura informou que equipes da Secretaria de Assistência Social “atuam diariamente na Rua do Imperador para acompanhar a população em situação de rua e ofertar serviços e acolhimento”.                                                                                    Ainda de acordo com a administração municipal, “algumas dessas pessoas possuem residência fixa e outras têm acesso ao aluguel social, benefício pago pelo município”.

A prefeitura disse, ainda, que “a secretaria segue entregando insumos,         como marmitas e itens de higiene, realizando encaminhamentos para                          a rede socioassistencial e ofertando acolhimento em abrigo, que é frequentemente recusado”.

Na nota, a administração informou que “não realiza retirada compulsória das pessoas que utilizam os                  espaços públicos da cidade como local de permanência, garantindo o direito constitucional de ir e vir.                As ações da Dircon dos últimos dias têm o objetivo de minimizar a ocupação irregular da área pública”.  

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