quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Ex-servidores públicos têm lancha e carro de luxo apreendidos pela PF em investigação de desvio de recursos de obras na BR-101

 Segundo o site https://g1.globo.com/pe/pernambuco: A 3ª fase da Operação Outline foi deflagrada nesta quarta (25), com mandados cumpridos no Recife e em Paulista. Justiça também decretou sequestro de bens, e empresário é um dos alvos.

Ex-servidores do Departamento de Estradas e Rodagens do Estado de Pernambuco (DER-PE) foram              alvo de dois mandados de busca e apreensão de bens nesta quarta-feira (25), quando a Polícia Federal (PF) deflagrou a 3ª fase da Operação Outline. A ação policial investiga o desvio de recursos de obras           geridas pelo órgão, como a requalificação da BR-101, além de outros crimes, como peculato, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

De acordo com a PF, os mandados cumpridos resultaram na apreensão           de um veículo GM Trailblazer, avaliado em R$ 190 mil, e uma lancha           avaliada em R$ 270 mil, e são cumpridos no Recife e em Paulista,                  na Região Metropolitana.

A 13ª Vara da             Justiça Federal também determinou, através de ofícios a cartórios,                     o sequestro de apartamentos na capital pernambucana e em                            Gravatá, no Agreste, além de joias e relógios de alto valor (um                       deles avaliado em mais de R$ 200 mil), assim como o bloqueio                         de contas bancárias.

Em nota, a Polícia Federal informou que essa 3ª fase da operação                      tem como foco “a reposição ao erário público de prejuízos causados                  pela organização criminosa sob investigação”. Ainda no texto, afirmou                   que foi registrado “um prejuízo estimado em mais de R$ 10 milhões                       com as atividades do grupo”.

Também segundo a PF, os ex-servidores do DER, que são alvos                     dessas medidas, foram responsáveis pela fiscalização e liberação de            recursos da obra da BR-101 e outras entre 2017 e 2019, e “tiveram              acréscimo patrimonial incompatível com os seus rendimentos nos                  últimos anos”.

Durante a               investigação, foi constatado que “apenas um irrisório percentual”                     das movimentações financeiras desses ex-servidores era                         proveniente dos salários que recebiam, conforme divulgado                            pela PF.

Os investigadores também descobriram que uma empresa                     contratada constantemente para execução de obras e serviços                      pelo DER, incluindo a obra da BR-101, fez transações simuladas                         com empresas fantasmas. A Polícia Federal informou que um                   empresário representante dessa empresa também foi alvo de                     medidas de sequestro de bens.                                                                                Após serem apreendidos pelos policiais federais, os bens ficam à                 disposição da Justiça Federal. Ainda de acordo com a PF, a soma                     das penas máximas dos crimes investigados totaliza 42 anos de                  reclusão.

O G1 entrou em contato com o DER, mas não recebeu resposta até                     a última atualização desta reportagem.                                                                    A primeira fase da Operação Outline foi deflagrada em 13 de                   novembro de 2019, quando documentos, mídias digitais e                                 uma  arma foram apreendidos através do cumprimento de                              dez mandados de busca e apreensão no Recife e em Jaboatão                       dos Guararapes, na Região Metropolitana                                                                Segundo a PF, houve desvio de ao menos R$ 2 milhões do total                        de cerca de R$ 190 milhões do contrato para requalificação da                        BR-101.De acordo com o delegado federal Daniel Silvestre, as             investigações tiveram início em janeiro de 2019.

A segunda fase da operação ocorreu no dia 8 de maio de 2020.     



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