quarta-feira, 28 de outubro de 2020

Sobe 27% número de casos confirmados de coqueluche em Pernambuco

 Segundo o site https://g1.globo.com/pe/pernambuco: Segundo governo, em 2018, foram 405 casos. Em 2019, houve 517 confirmações. Nesta quarta (28), estado alertou para vacinação.



Pernambuco registrou o aumento de 27% no número de casos confirmados de coqueluche, doença               infecciosa que atinge principalmente crianças com menos de um ano de idade. Os dados, referentes                       ao comparativo entre 2018 e 2019, foram divulgados, nesta quarta (29), pelo governo, que alertou                   também para a necessidade de vacinação (veja vídeo acima).

Segundo o estado, em 2018, foram confirmadas 405 ocorrências.                     No ano seguinte, houve 517 casos. Em 2020, em meio à pandemia, Pernambuco teve 19 confirmações. Esse índice de notificação pode                        ter relação com o isolamento social determinado por causa do novo coronavírus.

Os bebês são os mais atingidos pela doença. O levantamento feito pela Secretaria Estadual de Saúde aponta que, em 2019, 276 casos de           coqueluche foram confirmados em crianças com menos de um ano.                     Isso equivale a 53% do total.

Este ano, 13 dos 19 casos foram confirmados nessa faixa etária.                          Crianças entre 1 e 4 anos de idade correspondem à segunda faixa               etária mais atingida pela doença. No ano passado, segundo a                  secretaria, foram 118 confirmações.

Por meio de vídeo divulgado pelo governo, a médica infectologista                          Analiria Pimentel, do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC),            no Recife, afirmou que a pandemia prejudicou o cumprimento do                      calendário de vacinação                                                                                              "A coqueluche é uma doença grave, principalmente para crianças                menores. Mas, por causa da pandemia, os pais, com medo, deixaram                  de levá-las para fazer a vacinação e isso atrasou o calendário vacinal.                  A gente alerta que é preciso ter essas crianças vacinadas. É uma                      obrigação nossa", afirmou.                                                                                          

Vacinas

Segundo o governo, a medida de prevenção mais eficaz é a                   vacinação, disponível de forma gratuita nos postos de saúde.                        Para garantir a imunização, a criança deve seguir o esquema                     vacinal infantil e receber as doses determinadas para cada faixa                          etária.

A vacina pentavalente, que protege contra difteria, tétano, coqueluche                   do tipo b e hepatite B, deve ser aplicada em três doses. Devem ser                   imunizadas as crianças de dois, quatro e seis meses de vida.

O 1º reforço deve acontecer com a vacina tríplice bacteriana (DTP),                 que protege contra difteria, tétano e coqueluche. Ela deve ser                  aplicada aos 15 meses de vida. O 2º reforço, para que se complete                     a imunização, é determinado para os 4 anos de idade.

De acordo com a Secretaria de Saúde, a imunidade adquirida por                     meio da vacina é duradoura, mas não permanente. Ela pode garantir imunização de cinco a dez anos, após a última dose.                                              Por isso, crianças maiores, jovens e adolescentes, além dos adultos,     também podem adoecer e transmitir a doença para crianças menores              de um ano, que desenvolvem a forma mais grave.

A vacina contra coqueluche também é gratuita para as gestantes.                     Ela é recomendada a cada gestação. A mulher deve receber uma                 dose de dTpa (difteria, tétano e coqueluche acelular), a partir da 20ª            semana de gravidez.

Sintomas

O estado alerta que os sintomas se apresentam em três fases             sucessivas. A primeira pode durar até duas semanas e começa                      com manifestações respiratórias e sintomas leves (febre pouco                  intensa, mal estar geral, coriza e tosse seca), seguido por surtos de              tosse, cada vez mais intensos e frequentes.

Na segunda fase, geralmente afebril ou com febre baixa, há crises                     de tosse súbita e incontrolável, rápida e curta. Durante esses acessos,                 o paciente não consegue inspirar, apresenta congestão facial e,      eventualmente, pele azulada, que pode ser seguida de apneia e                vômito, podendo durar de duas a seis semanas.

A última fase, da convalescença, os surtos de tosse desaparecem e dão        lugar a episódios de tosse comum e pode se prolongar até três meses.                                                                       

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