domingo, 30 de agosto de 2020

Produtora cultural acusa PM de Copacabana de tê-la estuprado em seu apartamento

 Segundo o site https://odia.ig.com.br/rioCaso é acompanhado pela Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj)19º BPM (Copacabana)Rio - Uma produtora cultural acusa um policial militar, integrante do 19º BPM (Copacabana), de tê-la estuprado em seu apartamento, na última segunda-feira. O caso é acompanhado pela Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Segundo depoimento feito ao jornal O Globo, o caso aconteceu uma semana depois de uma ocorrência registrada por causa de uma briga entre a vítima e uma vizinha. O policial, então, teria pedido para subir ao seu apartamento, uma semana depois, para dar continuidade à ocorrência. Chegando lá, ele teria começado a fazer perguntas a ela e tentado extorqui-la, enquanto tirava sua roupa e a estuprava.                                             A produtora relata ainda que, após ter feito o exame no Instituto Médico Legal (IML), que comprovou o estupro, ela retornou ao batalhão de Copacabana - onde fez a denúncia após o ocorrido - e passou por um tratamento humilhante. Além do laudo sugerir que ela teria "se preparado para receber o homem" - por estar depilada - os policiais fizeram pegadinhas e a questionaram sobre sua situação financeira. "Tive que dar meu número de registro no Ecad, provar que tenho CNPJ, mostrar a carteirinha do sindicato, para ser ouvida. Como mulher, você tem que provar que não é prostituta", disse. 
Acompanhamento na Alerj
A presidenta da Comissão de Direitos Humanos da Alerj, deputada Renata Souza, criticou e lamentou o atendimento policial após o crime. “Lamentamos demais a situação vexaminosa que ela passou dentro da delegacia. Onde ela deveria estar sendo acolhida, ela foi revitimizada. Este é um problema sério, é reprovável que diante de tamanha dor a vítima tenha sido tratada assim dentro da delegacia. Precisamos mudar esses protocolos de atendimento — avalia ela, que chamou atenção para o modo como o crime foi cometido: — É simbólico. Um policial que tinha conhecimento de que a vítima morava sozinha e diante da certeza de impunidade, comete o crime com a farda.”
Polícia Militar
Em nota, a PM afirmou que foi aberto um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar as circunstâncias do fato, e que o policial não foi afastado.
"Ressaltamos que a Corporação, como tem demonstrado ao longo de sua história, não compactua e pune com o máximo rigor desvios de conduta cometidos por seus membros", disse.

Nenhum comentário:

Postar um comentário