segunda-feira, 16 de março de 2020

Imagens mostram suspeitos em cenários da morte de família no ABC

Segundo o site https://noticias.r7.comReconstituição levou presos a casa das vítimas e ao local onde corpos foram deixados. Defesa de dois deles pede acareação para esclarecer divergências                  Anaflávia contou à polícia que jogou videogame com o irmão antes do crime

Anaflávia contou à polícia que jogou videogame com o irmão antes do crime

Reprodução/Record TV
Imagens exclusivas da reconstituição da morte da família carbonizada no ABC Paulista mostram os suspeitos nos dois cenários dos crime: a casa das vítimas em um condomínio em Santo André e o local onde os corpos foram encontrados, em uma região de mata na Estrada do Montanhão, em São Bernardo. O trabalho, relaizado quinta-feira (12) durou 11 horas. Os policiais acompanharam as versões de cada um dos envolvidos.                                         Os cinco presos deram suas versões sobre o assassinato de Romuyuki e Flaviana Gonçalves, de 43 e 40 anos, e do filho mais novo do casal, Juan, de 15 anos.
Um a um, os suspeitos entraram no condomínio Morada Verde, localizado na rua Caminho dos Vianas, 601, no Jardim Irene, em Santo André, na Grande São Paulo, onde o crime aconteceu.
Anaflávia Gonçalves, filha e irmã da vítima, presa no dia seguinte ao crime, foi a primeira. A jovem chorou durante o procedimento, que durou cerca de 1h30. Ela disse que pensou em desistir. “Eu falei 'gente, não vai dar certo, vamo deixar quieto'. Aí o Juliano [um dos suspeitos presos] foi e falou 'vai fazer'". 
A jovem admitiu que foi ela quem facilitou a entrada dos outros suspeitos na casa da familia. Ela fingiu que estava fazendo uma visita aos pais e chegou a jogar videogame com o irmão enquanto aguardava os outros três suspeitos presos chegarem simulando um assalto. Ela negou ter participado das agressões e do assassinato dos familiares.
Ela contou que o pai morreu primeiro, depois o irmão e, por último, a mãe. A ocasião foi a primeira vez que Ana Flávia voltou à casa da família após o crime. A avó da suspeita, que acompanhava a movimentação do lado de fora, viu a neta, mas não falou com ela.
Nas imagens exclusivas obtidas pela Record TV, também é possível ver Carina Ramos, mulher de Anaflávia, na garagem da casa. Segunda suspeita a participar da reconstituição, ela mudou de versão vezes ao longo de três horas. Carina também aparece descrevendo a trajetória até a estrada de tera onde os corpos foram encontrados carbonizados. Segundo Carina, foi seu primo, Jonathan Ramos, quem matou Flaviana, mãe de Ana Flávia, ainda dentro da casa.
Jonathan e o irmão Juliano contaram à polícia que renderam as vítimas e depois carregaram os corpos com a ajuda do amigo, Guilherme, vizinho da dupla, que também está preso. Os três mantiveram a versão dos depoimentos. Terceiro a ser ouvido pela polícia, Jonathan disse que foi Carina quem enforcou e agrediu as vítimas. Segundo ele, todos os suspeitos, menos Anaflávia, participaram dos assassinatos. 
Ele reafirmou que foi convidado por Ana Flávia e Carina a roubar R$ 85 mil, que estariam no cofre da famíia. Durante o assalto, as mulheres deram permissão para os assassinatos.
A reconstituição era uma das últimas peças q faltavam para concluir o inquérito mas diante das diferentes versões apresentadas sobre o mesmo crime, a advogada de Jonathan e Juliano pediu uma acareação entre os cinco suspeitos para esclarecer as contradições. “A acareação é o momento em que todos estarão juntos no mesmo ambiente, olhando um no olho do outro. Ali a autoridade policial, o MP e a defesa poderão efetivamente sanar essas dúvidas", afirma a advogada Alessandra Jirardi. 

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