domingo, 29 de março de 2020

Chineses vão investir R$ 7 bilhões no Pará

Segundo o site https://www.oliberal.comGoverno garante início de Ferrovia que interligará Barcarena, Marabá e Parauapebas em 2021Jailson Sam / Divulgação                                                                O Pará vai receber o maior investimento internacional em infraestrutura do País. É o que aponta o protocolo de intenções para estudos de viabilidade econômica de implantação e exploração do projeto da Ferrovia Pará, entre os municípios de Marabá e Barcarena, assinado ontem, em Brasília, entre a empresa China Communication Construction Company (CCCCSA), controladora da brasileira Concremat, e o governador Helder Barbalho.  "É um momento histórico. Nós estamos falando de um investimento de R$ 7 bilhões, que representa o maior investimento em infraestrutura privada a realizar-se no Brasil neste momento. E assim que a obra estiver pronta, a logística do estado, ganha um upgrade fantástico, porque nós estaremos interligando, pelo modal ferroviário, o Pará e o porto de Vila do Conde ao sistema ferroviário nacional. E, efetivamente, é a primeira grande obra ferroviária do Pará, porque a ferrovia do Carajás ela foi para a Vale e para o Maranhão", comemorou o governador, em entrevista a Liberal.
Pela projeto, a malha ferroviária irá interligar o porto de Vila do Conde, em               Barcarena, no nordeste do Estado, a municípios do sudeste paraense,                        como Marabá e Parauapebas, e de lá até Açailândia, no Maranhão, com                         a Ferrovia Norte-Sul. "Entre 2020 e 2021 é a parte de projeto executivo,                licenciamento ambiental e as desapropriações necessárias. O início das                      obras será em dezembro de 2021, com duração de cinco anos e esse                   investimento total de R$ 7 bilhões. Ela vai sair de Vila do Conde e encontrar                com a ferrovia Carajás, próximo de Marabá. De lá, encontra com a ferrovia                 Carajás, onde, para esquerda, ela vai para a Norte-Sul, em Açailândia, no                   Maranhão, e, para a direita, vai para Parauapebas", explicou Helder, o passo               a passo do projeto.
Ainda de acordo com o governador, o perfil do projeto é garantir carga para                      o minério, para o agronegócio, para o setor florestal e, também está sendo              avaliado para transporte de passageiros. O protocolo servirá de orientação                     para futura negociação e assinatura de convênios, acordos e outros termos                 que possam ajustar as necessidades do corredor ferroviário. "Temos a maior   província mineral do país, e um dos maiores produtores do agronegócio                  brasileiro. Com esses investimentos, desenvolveremos a logística e                     competitividade do Estado, agregação de valor, geração de emprego e                  renda, promovendo o desenvolvimento da região", enalteceu o governador.                "Estaremos atentos e determinados para que o ambiente seja o melhor e                       mais atrativo possível. Será um novo tempo para a nossa economia",               comprometeu-se.
Em contrapartida, o estado deverá articular a garantia da carga, para que                     haja o equilíbrio econômico da operação. "Se a gente não garantir a carga,                        a empresa não vai investir R$ 7 bilhões no escuro. Também vamos atuar no processo de regularização fundiária, fruto das necessidades para o trajeto                 pensado para o trecho, e ainda o licenciamento ambiental com sustentabilidade", destacou. É um novo tempo para o Estado sob o aspecto do seu                         desenvolvimento da infraestrutura. O que era para ter acontecido quando                      o porto de Itaqui (MA) ganhou de Barcarena, nós estamos recuperando",                  celebrou. Este é o segundo projeto que a CCCC desenvolve em parceria                           com o Estado. O vice-presidente do conglomerado, Chen ZHong, classificou                 o Pará como "muito promissor e importante não só na mineração, como                  também na indústria e no desenvolvimento".                                                                       O secretário de Estado de Transportes, Pádua Andrade, presente à                         assinatura da cooperação, destacou os ganhos para o desenvolvimento                      da estratégia logística. "Esses 492 km, de Marabá ao Porto de Vila do                           Conde, em Barcarena, significam a atração de mais investidores.                                Não estamos falando só do fortalecimento da economia local, do Sul e                            do Sudeste do Pará, mas também de outros estados, que verão com bons                    olhos as nossas condições de escoamento", acrescentou.Para o secretário                       de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme),               Iran Lima, a ferrovia paraense é a concretização do início do sonho de um                   novo modal de transporte, muito mais atraente economicamente. "É o que                  vai tornar nossos produtos mais competitivos, no mercado nacional e                       internacional. O minério a preço mais baixo pode significar a verticalização,                porque escoamento é garantido", explicou, incluindo ainda a intenção, de                        junto com a CCCC, reativar o polo metal-mecânico de Marabá, com                           instalação de diversas siderúrgicas de ferro-gusa e uma laminadora lá.                   
Os parlamentares presentes também comemoraram o investimento.                   "Infraestrutura é determinante para o desenvolvimento do nosso Pará.                          Sem ela não se avança. Trazer para dentro do Estado do Pará uma                         ferrovia que integre o território paraense, unindo os principais polos                           até chegar ao Porto de Vila do Conde, em Barcarena, para nós é                           fundamental. As regiões do sul e sudeste do Estado, com certeza,                             farão a diferença ao garantir um sistema logístico mais competitivo                                 para o escoamento da nossa produção. É um empreendimento muito                       importante que dá ao Pará condições de atração de novos empreendimentos, trazendo mais emprego e renda ao povo paraense. Assim como faz agora                       ao assinar o protocolo de intenções com a empresa China Communication        Constrution Company para os estudos de viabilidade econômica de                       implantação e exploração do projeto do trecho ferroviário entre Marabá                         e Barcarena, estou certo que daqui a mais algum tempo veremos o                            Governo do Estado ampliando para o segundo trecho, ligando Marabá                              a Santana do Araguaia", disse o coordenador da bancada paraense no                  Senado, Zequinha Marinho (PSC). Já o coordenador na Câmara, deputado                 Eder Mauro (PSD) avaliou que "menos custo para produção e escoamento,               mais emprego e renda, é um avanço, um sonho que muito em breve será uma realidade".

COMPARTILHE                  

Nenhum comentário:

Postar um comentário