quinta-feira, 12 de março de 2020

Bolsa desaba mais de 26% em 2020 e frustra expectativa de investidores

Segundo o site https://noticias.r7.comProjeções que apontavam para o Ibovespa aos 150 mil pontos ao final deste ano já são descartadas por analistas do mercado financeiro         Ibovespa acumula perda de 26,3% neste ano                                           Os recentes resultados negativos do Ibovespa, principal índice da bolsa de valores de São Paulo, frustaram as expectativas dos investidores de comemorar o salto do índice aos 150 mil pontos até o final de 2020, como previam alguns analistas do mercado financeiro.
Desde o primeiro pregão do ano, o Ibovespa acumula perda de 26,3%. Somente nesta quarta-feira (11), o índice amargou uma queda de 7,64%. Na sessão, o mercado acionário sofreu sua segunda paralisação de 30 minutos em três dias, depois de despencar mais de 10% durante a tarde.
"Pensando apenas no mercado brasileiro, há uma oportunidade de recuperação da Bolsa, mas não dentro das expectativas iniciais para 2020. [...] Teremos talvez a recuperação do patamar que tínhamos há duas semanas, próximo aos 110 mil pontos", avalia Ricardo Balistiero, coordenador do curso de administração do Instituto Mauá de Tecnologia.                                                
Apesar de ainda não ter revisado as projeções, o assessor de investimentos em renda variável na Messem Investimentos, Álvaro Villa, também descarta a manutenção das expectativas do início do ano. "Se houver mais um mês desse jeito, o Ibovespa vai perder mais 20 mil pontos. Se tudo voltar ao normal, podemos ter o índice nos 120 mil pontos no fim do ano", analisa.
Balistiero explica também que o otimismo inicial do mercado financeiro no ano estava relacionado às projeções para o crescimento econômico de 2020. "O PIB [Produto Interno Bruto] para este ano já podemos dar como perdido", destaca ele ao citar a revisão do governo que reduziu de 2,4% para 2,1% a expectativa de crescimento da economia brasileira em 2020.
O economista-chefe da Nova Futura, Pedro Paulo Silveira, observa que houve uma "mudança brusca no cenário" de negócios do mercado brasileiro, o que impede a realização de novas projeções neste momento. "Por enquanto, está tudo suspenso", afirma Silveira.                                                                                      

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