O frevo é um dos ritmos mais tocados no carnaval recifense, mas há também espaço para outras manifestações culturais. Tribos de índios, caboclinhos e afoxés fizeram a alegria de quem foi ao Bairro do Recife, na região central da capital pernambucana, neste Sábado de Zé Pereira (22).- Recife: confira a programação completa do carnaval
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As apresentações aconteceram nos palcos do Marco Zero e da Praça do Arsenal e foram atraindo o público. Troças e blocos também chamaram a atenção dos foliões que chegavam ao local.
Na Praça do Arsenal, quem subiu ao palco foi um dos homenageados do carnaval 2020 do Recife, o Bloco das Flores. O grupo foi acompanhado pelo público ao cantar os clássicos frevos.
As irmãs Isabela e Cecília Pimenta, de 33 e 31 anos, respectivamente, saíram do desfile do Galo da Madrugada para continuar a aproveitar a folia. “O que acontece aqui é lindo. Essa mistura de sons que a gente ouve a cada esquina é o que torna nosso carnaval diferente. Nós curtimos de tudo, de caboclinho a maracatu. O que importa é viver esse carnaval incrível", disse Isabela.
As irmãs Isabela e Cecília Pimenta, de 33 e 31 anos, respectivamente, saíram do desfile do Galo da Madrugada para continuar a aproveitar a folia. “O que acontece aqui é lindo. Essa mistura de sons que a gente ouve a cada esquina é o que torna nosso carnaval diferente. Nós curtimos de tudo, de caboclinho a maracatu. O que importa é viver esse carnaval incrível", disse Isabela.
De Goiana, os Índios Tabajaras foram um dos primeiros subir ao palco montado na Praça do Marco Zero, o principal polo da cidade. "A gente se prepara muito bem pra mostrar que Pernambuco tem muito mais ritmos do que o frevo", disse Juliton Ribeiro, de 21 anos, neto do fundador da agremiação.
Tribo Tupã foi uma das agremiações que se apresentou no Marco Zero do Recife neste sábado (22) — Foto: Caíque Batista/G1
Tribo Tupã foi uma das agremiações que se apresentou no Marco Zero do Recife neste sábado (22) — Foto: Caíque Batista/G1
O Maracatu de Baque Solto Cambinda Brasileira, de Nazaré da Mata, levou a beleza e o colorido dos caboclos de lança para a Praça do Marco Zero. A turista sueca Helena Imgelesso, de 70 anos, ficou encantada.
"Esses rapazes com essas lanças, roupas coloridas e som bonito é, realmente, algo que a gente não encontra em qualquer lugar", disse Helena, acompanhada da amiga pernambucana Leci Sevir, de 76 anos.
A noite contou, ainda, com a apresentação do Afoxé Ogbon Obá, que levou a cultura de matriz africana para a noite do Sábado de Zé Pereira no Recife. Encantado com a apresentação do afoxé, João Victor Barros, 11 anos, não ficava parado na cadeira de rodas, em frente ao palco. "Ele quer estar aqui todos os dias. No encerramento, a gente só sai com o ‘orquestrão’ do frevo. De tanto participarmos, ele já é conhecido por um monte de integrantes que se apresentam no carnaval", conta o pai de João Victor, Edgar Melo, de 44 anos.
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