Vendas fracas de carne bovina pressionam o mercado do boi, vejam tudo sobre bovinos

Segundo o site https://girorural.com/blogDevido ao lento escoamento de carne bovina, a cotação do boi gordo caiu em São Paulo na última terça-feira (14/1). Segundo levantamento da Scot Consultoria, a retração foi de 1,5% na comparação feita dia a dia, e o boi gordo ficou cotado em R$194,00/@ à vista e livre de Funrural.crescimento pecuaria brasil - Vendas fracas de carne bovina pressionam o mercado do boiVale ressaltar que houve ofertas de compra abaixo dessa referência, mas com pouco volume de negócios. Além de São Paulo, a cotação do boi gordo caiu em mais 12 praças pecuárias monitoradas pela Scot Consultoria. Destaque para a região de Goiânia, cujo preço caiu 1,6% na comparação feita dia a dia.
Fonte: Scot Consultoria
Cortes da carne bovina recuam quase 20% no atacado de Mato Grosso
carne - Cortes da carne bovina recuam quase 20% no atacado de Mato GrossoDa segunda semana de dezembro de 2019, para a 2ª semana de janeiro deste ano, os cortes sem osso de carne bovina no atacado, em Mato Grosso, apresentaram queda de 17,65%, para R$ 21,51/kg, informa o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Segundo os analistas do instituto, esse recuo nos preços reflete a redução na procura de carne pelos varejistas, que estão com os estoques cheios, decorrentes do baixo consumo, comum neste período, devido às contas “pesadas” da população no início de ano.
Contudo, quando se comparam as cotações atacadistas da segunda semana de janeiro deste ano com as do mesmo período de 2019, observa-se um aumento de 16,84% nos valores dos cortes de carne.
No entanto, de acordo com Imea, no varejo matogrossense, as cotações da carne bovina ainda não caíram significativamente, pois estão apenas 2,14% menores que as do mês anterior e 32,92% maiores em relação ao mesmo período do ano passado.
Dessa maneira, observam os analistas do Imea, o consumidor final ainda não tem sentido o reflexo da queda de preços da carne bovina neste mês de janeiro, visto que os patamares dos preços ainda estão altos tanto no atacado quanto no varejo.
Fonte: DBO                                                                                                                                          

Valor da Produção Agropecuária de 2019 atinge recorde de R$ 630,9 bilhõesbovinos giro rural 1 - Valor da Produção Agropecuária de 2019 atinge recorde de R$ 630,9 bilhõesO Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) encerrou 2019 com R$ 630,9 bilhões, 2,6% acima do obtido no ano anterior. O valor é recorde para a série histórica, iniciada em 1989, superando o VBP de 2017 (R$ 627,1 bilhões). No ano passado, as lavouras geraram um valor de R$ 411,1 bilhões e a pecuária, R$ 219,8 bilhões.

De acordo com nota técnica do Departamento de Financiamento e Informação, da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o ano foi marcado pelo “crescimento extraordinário do faturamento do milho e o desempenho também excepcional da pecuária, com crescimento real de 9%. As lavouras sofreram redução de 0,5%”.                                                                                           Os produtos que mais se destacaram foram: algodão, milho, amendoim, banana, batata-inglesa, feijão, mamona e tomate. “Esses lideraram o crescimento, e juntamente com a pecuária, foram responsáveis pela elevada geração de renda na agricultura”, diz a nota.
Pode-se atribuir como força propulsora do crescimento, em grande parte, o aumento das vendas para o mercado internacional, que nos últimos meses de 2019 teve forte impacto na alta da pecuária – destacam-se a expansão das exportações de carne bovina, suína, frango, bem como o aquecimento do consumo interno de ovos.
Arroz, café, cacau, mandioca, soja, trigo e cana-de-açúcar tiveram desempenhos desfavoráveis entre as lavouras analisadas. A previsão é que algumas continuem neste patamar em 2020, mas outras apresentem recuperação, como a soja e o café.                Os dados regionais mostram que os estados de Mato Grosso, São Paulo, do Paraná, de Minas Gerais, do Rio Grande do Sul e de Goiás lideraram a participação no VBP no ano de 2019.
Os indicadores de safra e de preços agrícolas mostram estimativas preliminares para o VBP de 2020 em R$ 674,8 bilhões, 7% superior na comparação com o de 2019.
As lavouras têm previsão de crescimento de 4,6% e a pecuária, 11,3%. Entre os produtos que apresentam melhor previsão de crescimento estão o café e a soja, que devem ter ganhos de 37,6% e 15%, respectivamente.
O que é VBP
O VBP mostra a evolução do desempenho das lavouras e da pecuária ao longo do ano e corresponde ao faturamento bruto dentro do estabelecimento. Calculado com base na produção da safra agrícola e da pecuária, e nos preços recebidos pelos produtores nas principais praças do país, dos 26 maiores produtos agropecuários do Brasil. O valor real da produção, descontada a inflação, é obtido pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) da Fundação Getúlio Vargas. A periodicidade é mensal. 
Fonte: MAPA    
            

Confinamento de bovinos pode ir a 6 milhões em 2020

bovinos confinamento - Confinamento de bovinos pode ir a 6 milhões em 2020O ano de 2019 vai terminar com notícia boa em todos os segmentos da pecuária e o confinamento não fica para trás. O Brasil engordou 5,3 milhões de bovinos em sistema intensivo, volume 2% acima da safra passada.
É o que mostra a pesquisa da DSM Tortuga, subsidiária da área de nutrição animal da multinacional holandesa DSM, empresa de saúde, nutrição e minerais, que no ano passado faturou globalmente 8,8 bilhões de euros.                                                                  “A expectativa é de tendência positiva para 2020 e também para 2021”, diz Ariel Maffi, vice-presidente Ruminantes Brasil. “A arroba mais firme da história foi a de 2019 e produtor vai capitalizar esse momento.” 
Para 2020, um cenário no qual há pouca oferta de boi, demanda demanda internacional aquecida por conta do consumo chinês e um novo patamar de preço para a arroba do boi gordo pode elevar o confinamento para até 6 milhões de animais.
 O confinamento desta safra já é o maior desde 2015, quando foram terminados 4,7 milhões de bovinos no sistema. O censo da DSM Tortuga é realizado por cerca de 600 pessoas ligadas à empresa, que durante 3 meses levantam os dados em praticamente todas as regiões de criação de bovinos. 
Para zootecnista Marcos Baruselli, gerente da Categoria Confinamento da DSM, na última década a pecuária bovina tem se intensificado cada vez mais. “No caso da engorda intensiva, ela somente se sustenta com o emprego de tecnologia e gestão”, afirma.  “E, claro, leva junto uma mão-de-obra mais treinada e qualificada para o uso dessa tecnologia.”
ARROBA RECORDE
O confinador também tem se beneficiado do preço recorde da arroba. Para isso, vem estendendo o tempo da engorda.  Nos últimos 30 dias a arroba foi comercializada acima de R$ 230, cotação que cobre os custos. De acordo com Baruselli, em São Paulo, por exemplo, o custo da arroba produzida no cocho está entre R$ 120 e R$ 130. “A conta está muito favorável para o confinador”
Ela só não é ainda mais atraente por conta do preço do milho, o principal insumo utilizado na engorda intensiva. A cotação do cereal neste ano ficou na faixa entre R$ 38 a R$ 40 a saca de 60 quilos, mas o esperado eram R$ 30. “Boa parte do milho foi exportado e pressionou o mercado interno”, afirma Baruselli.                                              Mesmo assim, o cenário para o confinamento é atraente. O Brasil abate entre 40 milhões e 44 milhões de bovinos por ano. Isso equivale a ter apenas cerca de 12% dos animais vindos de confinamento. Mas ele pode ser alargado rapidamente. A engorda intensiva no Brasil é feita em 2 grandes giros, um de 90 dias que vão de abril a junho, e o segundo giro de outros 90 dias a partir dessa retirada. “Então, o resto do ano os animais estão no pasto. O que ocorre esse ano é que ainda vemos neste mês de dezembro animais no cocho, depois de um novembro muito favorável”, diz ele. “O produtor prolongou o confinamento por causa da arroba.”
Em termos de capacidade estática o Brasil pode alojar cerca de 7 milhões de animais em um único giro. Juliano Acedo, diretor de Marketing DSM, afirma que esse cenário tem potencial para mudar. Com o bom momento da arroba e a tendência de mercado firme pela frente há confinamento sendo construídos e outros em expansão. A gente anda muito por Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul e isso tem sido comum”, diz ele.                                                                                                                                                      Além das grandes estruturas, Acedo acredita também em outro movimento liderado pelos pequenos confinadores. Produtores de bois que confinam cerca de 300 animais, por exemplo. “Para esse público aumentar 20%, indo para ar para 350 cabeças, é só estender a linha de cocho”, diz ele. “Esse público tem uma capacidade de aumento muito rápido e muito fácil.”
Para os técnicos da DSM, esse cenário nem leva em conta o semi-confinamento, alimentando o gado no pasto. “É  muito simples fazer isso e nossa percepção é que esse modelo cresce muito, até mais que o confinamento”, afirma Acedo. “A pecuária está produzindo mais arrobas por hectare e esse movimento é irreversível”, diz Baruselli.

Censo Confinamento DSM

Número de bovinos confinados (em milhões de cabeças)
2015 ——–4,750
2016——–3,750
2017——–4,850
2018——–5,179
2019——–5,262
Fonte: DSM  

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