quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Aonde está a indignação ambientalista com o vazamento de óleo no nordeste?

Segundo o site https://portaldeprefeitura.com.brMais de 2 mil quilômetros de litoral foram afetados pelo maior acidente ambiental em extensão no Brasil
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Por: br.rfi.fr
As recentes queimadas na Amazônia instigaram muita gente a mostrar repúdio ao governo federal. Na posição de chefe máximo do executivo, o presidente Jair Bolsonaro foi alvo de manifestações de desagrado dentro e fora do país.
Desde o começo de setembro o nordeste brasileiro enfrenta outro desafio envolvendo o meio ambiente. Apesar das investigações do governo brasileiro ainda não se chegou ao responsável final pelo aparecimento de óleo cru em nossas praias. Mais de 2 mil quilômetros de litoral sofreram com o que já está sendo chamado de maior acidente ambiental em extensão no Brasil. O Ibama (Instituto Nacional do Meio Ambiente) afirma que mais de 70 cidades foram atingidas em cerca de 40 dias.
No caso das queimadas uma quantidade grande de ambientalistas se pronunciou sobre a fatalidade. Pergunto-me: onde estão as manifestações dessa mesma classe de pessoas em relação ao desastre envolvendo o petróleo nas praias nordestinas?
É legítimo que nos espaços democráticos sejam dados voz e voto a ambientalistas credenciados e pessoas mais afeitas a esse assunto.Esses indivíduos trazem a população à consciência e à responsabilidade no tocante ao que acontece com os recursos naturais.
No entanto, pergunto-me: onde estão os discursos inflamados de ambientalistas indignados agora? Por onde anda o senso de justiça daqueles que gostam de gritar a plenos pulmões ser necessario que alguém responda por atentar contra a natureza? Ou será que o que chega com altura tão aguda a nossos ouvidos seja apenas um grito domesticado por algum tipo de doutrinação ideológica? Estamos diante de reações ensaiadas? Há diante de nós um grande coral cuja regência ficou a cargo da “oposição pela oposição” a tudo que politicamente vem da direita?
A identificação do tipo de óleo encontrado nas águas brasileiras indicou com precisão em nivel molecular (num panorama de avaliação de 300 amostras) que o petróleo vazado tem características venezuelanas. Creio que a maioria dos admiradores do regime de governo de Nicolás Maduro deve ter tomado conhecimento dessa constatação. Será esse o motivo pelo qual a conhecida contundência da fala dos auto denominados progressistas está aparentemente tão tímida para condenar essa tragédia ambiental?
Não advogo que todo mundo que ama a biologia canta, como dizia o poeta, um samba de uma nota só. Nem todo mundo que gosta ou desgosta do presidente atual tem afinidade política radicalmente definida. Mas a veemência do discurso que geralmente usa as redes sociais para se fazer ouvir com mais, digamos, violência, vem de simpatizantes e protagonistas da esquerda. Por onde anda a enérgica voz desse segmento na revolta contra um acidente (ou crime?) ambiental tão grave como o do derramamento de petróleo cru em nossas águas?
Vejamos um pequeno resumo dos prejuízos causados pelo derramamento do óleo em território brasileiro.
A atratividade do nordeste tem o mar como um dos pontos mais fortes. Mas praias, como a do Futuro, importante ponto turístico cearence, chegaram a sofrer interdição. Em vários estados pescadores também chegaram a suspender as atividades.
A biologia marinha já começou a ter baixas importantes. Doze áreas de proteção ambiental foram alcançadas. A Costa dos Corais, com 130 km entre Alagoas e Pernambuco, pode ser alvo do óleo. Outra espécie que pode sofrer prejuízo ecológico é a baleia jubarte, que até novembro costuma estar no arquipélago de Abrolhos, na Bahia.
Em Pernambuco 16 locais foram atingidos, segundo levantamento do Ibama. São eles: No Cabo de Santo Agostinho ( Praia do Paiva), Goiana (Catuama e Pontas das Pedras), Ilha de Itamaracá (Praia do Forte Orange), Ipojuca (Praia de Gamboa, Porto de Galinhas e Praia de Nossa Senhora do Ó), Jaboatão dos Guararapes (Candeias Piedade), Olinda (Praia de Dell Chifre), Paulista (Conceição e Pau Amarelo), Recife (Boa Viagem) e Tamandaré (Carneiros e Tamandaré).
A despeito de todas as consequências para o país, muitos preferem submeter-se a uma visão ideológica de fatos concernentes ao derramamento de petróleo em águas nacionais. A natureza é maior do que qualquer viés político, pois é sob ela que nos unimos e lutamos por nossa sobrevivência e pela de nossos filhos. É preciso que aqueles realmente vocacionados pelo amor à natureza lutem na luta pela vida. Seja ou não você um ambientalista de carteirinha, lute por um mundo melhor no que depender de você. Que seus atos de protesto sejam pela Vida, porque a Vida é maior do que qualquer simpatia ou antipatia política que possamos ter.

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