Justiça do Piauí libera preso por roubo para fazer concurso da PM

Segundo o site https://www.issoenoticia.com.br: A Justiça do Piauí liberou no ano passado(30//2017)um homem que estava preso para fazer a prova de um concurso da Polícia Militar no Maranhão. O episódio nada usual ganhou repercussão nacional.Justiça do Piauí libera preso por roubo para fazer concurso da PMO detento Luís Carlos Rodrigues de Oliveira, que cumpre pena por roubo a banco e carro-forte, chegou no local da prova usando tornozeleira eletrônica.
A autorização para que o presidiário prestasse o concurso partiu de um habeas corpus concedido pelo desembargador Pedro de Alcântara Macedo.
A defesa de Luis Carlos argumentou no pedido de liberdade que ele é pai de filho de 11 anos, possui esposa acometida com grave enfermidade e por ter sido convocado para realizar teste de aptidão física no concurso da PM.
O delegado da Divisão de Capturas (DICAP) da Polícia Civil, delegado Cadena Júnior, acredita que o candidato, caso seja aprovado no teste de aptidão, dificilmente conseguirá assumir a vaga de militar, pois ele espera que o mesmo seja reprovado na fase de investigação social.
“Eu desconheço as etapas do concurso público da PM no Maranhão, mas acredito que tenha a fase de investigação social, onde o candidato necessita ter bons antecedentes, uma boa reputação e gozar de respeito entre os vizinhos para assumir o cargo, coisa que não aconteceu por conta de sua prisão”, comentou.
Prisão
Luís Carlos foi preso em dezembro em Teresina, suspeito de participar de dois assaltos a carros-fortes no Maranhão e no Piauí. Segundo as investigações, teriam sido roubados R$ 1,5 milhão.
De acordo com a polícia, houve troca de tiros no dia da prisão. Dois suspeitos foram mortos. Com o grupo foi encontrado um arsenal com armamento de grosso calibre e até dinamite. Luís Carlos e outro suspeito foram presos.
Surpresa
A decisão judicial que autorizou a saída do preso para participar do concurso da PM surpreendeu até a Sociedade Maranhense de Direitos Humanos, que defende a re-socialização de detentos, mas não dentro de uma instituição como a Polícia Militar. A Associação dos Policiais Militares de São Luís também se manifestou contrária à participação de um detento no concurso.
A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão declarou que respeita e cumpre decisões judiciais. A fundação responsável pela seleção disse que o concurso tem uma etapa de investigação social, feita pela Polícia Militar, na qual todos os candidatos devem comprovar que não têm antecedentes criminais.

Publicado em 30 de jan de 2017
OBS Foi o ano passado mais eu achei tanto este absurdo que publiquei para mostrar como esta a nossa justiça brasileira, precisamos mudar

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