Hospital ligado ao Hemope enfrenta problemas estruturais e de falta de medicamentos

Segundo o site https://g1.globo.com/pe: Pacientes denunciam situações como infiltração e falta de leitos na unidade localizada no Recife. Secretaria de Saúde e fundação reconhecem problemas e afirmam buscar solução.Outros pacientes registraram as duas adolescentes acomodadas sobre um cobertor no chão de uma das alas do Hospital Municipal de Foz do Iguaçu (Foto: Reprodução / RPC)
aredes com infiltrações e medicamentos faltando. O setor de emergência é pequeno para tantos pacientes e as cadeiras acabam virando macas. Muitas pessoas chegam de madrugada e são atendidas na porta da unidade de saúde. Esses são alguns dos problemas enfrentados no Hospital de Hematologia, gerido pela Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco (Hemope), que completou 40 anos em setembro. (Veja vídeo acima)
“Todo mundo lá dentro está mal, como se estivessem jogados, sentados em papelão no chão. Quando veem que os pacientes estão nas últimas é que tentam fazer alguma coisa”, denuncia o marinheiro Felipe Daniel.
A Secretaria de Saúde e a fundação reconhecem que há problemas na unidade de saúde, que fica no bairro das Graças, no Recife. Ambas afirmaram buscar solucioná-los.
“Os custos são crescentes, tanto o desenvolvimento das drogas quanto a parte da hemoterapia. Os insumos, os produtos que nós compramos, a técnica melhora e o preço aumenta. O serviço público tem dificuldade de acompanhar essa evolução. É fato que tem uma carência. Sim, ela é real”, apontou a diretora presidente do Hemope, Yeda Maia.
A maioria dos pacientes atendidos no hospital tem anemia falciforme, uma doença hereditária no sangue. Ela provoca fraqueza e dores generalizadas. O remédio mais eficaz para evitar esses sintomas é a hidroxiureia. Quando ele está em falta, as crises só passam com atendimento médico.
“Na farmácia tem. Só que o que tem está disponibilizado para os pacientes que tem leucemia”, contou o paciente Givaldo Joaquim de Oliveira Júnior.
A unidade de saúde é o local onde pacientes com alguns tipos de câncer raros procuram ajuda. Eles deveriam receber os remédios fornecidos pelo Sistema Único de Saúde para o tratamento da doença. Porém, eles quase sempre estão em falta, o que prejudica a continuidade e a eficácia do tratamento.
O aposentado João Carlos Dresh está em tratamento contra o câncer desde 2012 no hospital. Há sete meses não consegue remédio que precisa para ter uma qualidade de vida melhor. “Você vai perdendo a vontade de viver porque vê que está sendo enganado. Com tantos recursos hoje provenientes, meu Deus, não existe explicação porque nós sofremos tanto", lamenta o aposentado.

Investigação

O Ministério Público de Pernambuco vem monitorando a falta de dinheiro para a compra dos medicamentos todo mês na fundação. A promotora Helena Capela acompanha a situação do Hemope há três anos e constatou que o recurso repassado pelo Estado e pelo Governo Federal não é suficiente para pagar todas as contas do hospital.
“É um serviço de referência no estado, com profissionais extremamente capacitados, mas que estão com o número muito grande de pacientes para serem atendidos, com falha na estrutura física, um espaço insuficiente, um número de leitos insuficiente também para o atendimento à população. Então, termina que isso repercute na assistência prestada, que não é uma assistência ideal, com todas essas faltas de recursos financeiros e recursos humanos”, pontuou.
Ela acredita que o melhor caminho para que os pacientes sejam bem atendidos é oferecer o serviço especializado também em outros hospitais. Inclusive, no interior do estado.
“É cobrar que todo o estado de Pernambuco dê a atenção necessária a essas pessoas que tem as doenças hematológicas. Porque essa assistência pode ser prestada por diversos profissionais e não só os hematologistas. Então, tem que haver um treinamento, que o próprio Hemope tem condição de dar, para que toda rede faça um atendimento e preste uma assistência adequada e que não concentre no Hemope, porque vai ocasionar o que vem acontecendo esse quadro de superlotação”, completou. Hospital de Hematologia de Pernambuco tem parte dos equipamentos sem funcionar (Foto: Reprodução/TV Globo)

Corte de gastos

A direção do Hemope afirmou que está tentando se adequar a realidade financeira da instituição. Recentemente, o setor administrativo da fundação se mudou de um casarão histórico alugado, no bairro das Graças, na Zona Norte do Recife, para um prédio na área central da capital pernambucana. A mudança deve gerar uma economia de R$ 500 mil por ano.
A Secretaria Estadual de Saúde disse que está elaborando um plano para descentralizar o atendimento de hematologia. A pasta ainda afirmou que está trabalhando para resolver os problemas de superlotação. Sobre a falta do principal medicamento para anemia falciforme, a secretaria informou que fez a compra, mas que os remédios não chegaram na quantidade pedida. Ela garantiu que vai cobrar da empresa responsável pela distribuição.

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