Famílias de pacientes em UTI denunciam que caíram em golpe de quase R$ 3 mil de homem que se passou por médico

Segundo o site https://g1.globo.com/go/goias: Um dos parentes que o criminoso entrou em contato gravou a ligação; ouça. Hospital diz que não pede dinheiro por telefone, e a polícia investiga o caso.Todos os casos são de pacientes do Hospital Padre Tiago, em Jataí, Goiás (Foto: TV Anhanguera/ Reprodução)Famílias de pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital em Jataí, no sudoeste goiano, denunciaram à Polícia Civil que caíram no golpe de homem que se passou como médico e tiveram um prejuízo de R$ 3 mil. Um dos familiares que o golpista entrou em contato gravou a ligação (ouça acima). Nela, ele disse que parte do gasto será reembolsada pelo convênio.
- Golpista: Gostaria de saber com a família se nos autoriza para estar obtendo este laudo particular ainda hoje, sabendo que o gasto que a família tiver no procedimento, a família vai ter o reembolso pelo convenio.
- Vítima: De qual valor?
- Golpista: É um reembolso de 70%, somente. Esse reembolso vem com 15 dias úteis
Até esta sexta-feira (8), cinco pessoas procuraram a Polícia Civil para informar que foram abordadas pelo golpista. Delas, duas pagaram o valor pedido.
Uma mulher, que prefere não ser identificada, conta que quase acreditou no suposto médico, pois ele tinha todas as informações sobre o estado de saúde da irmã dela, que está internada.
“Quando eu conversei com ele, dava para a gente pensar que realmente era um médico e ele tinha feito um exame na minha irmã constatando que ele tinha uma bactéria resistente e tinha que entrar com um procedimento rápido, que era risco de morte e eles precisavam de um depósito de R$ 1,5 mil”, relatou à TV Anhanguera.  

Hospital

Todos os casos são de pacientes do Hospital Padre Tiago. A unidade é a única da rede particular do município que possui uma UTI, a qual foi inaugurada há três meses.
O diretor técnico do hospital, Luiz Carlos Bandeira, explicou que a unidade não pede dinheiro a familiares de pacientes por telefone. “O hospital não faz este procedimento. Quando precisa, a gente convida o paciente, o responsável ou o acompanhante para vir pessoalmente ao hospital e as demais situações de acerto são feitas todas após a alta, quando o paciente recebe alta, se houver algum acerto, será feito no setor de faturamento da maneira adequada”, alertou.
Responsável por investigar o caso, o delegado Marcos Guerini pediu ao hospital que envie a lista de funcionários para averiguação. “Ainda não é possível apontar para nenhum suspeito, nenhuma fonte de onde pode ter começado este crime. A Polícia Civil vai realizar essa investigação, inclusive, investigando pessoas de dentro do hospital bem como de fora do hospital”, informou.
Veja mais notícias do estado no G1 Goiás.

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