Reunião em Londres deixará mais perto regras para redução de emissões no Transporte Marítimo Internacional

Segundo o site  imprensa JB Press House: Setor, que não faz parte do Acordo de Paris, corresponde a 2% das emissões globaisO transporte marítimo representa 3% das emissões mundiais de gases com efeito de estufa
Apesar do Acordo de Paris reunir metas para redução da maior parte das emissões de gases de efeito estufa do mundo, as emissões do setor mundial de navegação como um todo estão atualmente sem regulação. Com isso, os 50 mil navios, que contribuem com mais de 2% das emissões globais – índice superior ao da Alemanha ou do Reino Unido -, ainda são livres para aumentar seu total de emissões.
A boa notícia é que esta situação está prestes a mudar. Nações de todo o mundo estão se reunindo esta semana em Londres para a 71ª reunião do Comitê de Proteção do Meio Marinho (MEPC 71) da Organização Marítima Internacional. Um dos itens da agenda é como avançar no desenvolvimento da estratégia de controle de emissões de gases do efeito estufa. A decisão de criar esta estratégia foi resultado da última reunião do MEPC, em outubro de 2016. Agora, o comitê tem menos de um ano para chegar a um acordo sobre seu conteúdo.
Diversas nações já expressaram seu desejo de que as metas de redução de emissões do setor marítimo representem a parcela justa dentro dos esforços globais para atingir os objetivos climáticos do Acordo de Paris. Alguns países, entre eles o Brasil, expressaram oposição a metas ou limites absolutos sobre as emissões de gases de efeito estufa.
Para o WWF, é importante que essas discussões conduzam a medidas eficazes para reduzir as emissões do setor de transporte.
O coordenador do programa Mudanças Climáticas e Energia do WWF-Brasil, André Nahur, comenta que "cumprir os objetivos climáticos do Acordo de Paris significa que todos os setores e atividades econômicas devem contribuir com sua participação justa nos esforços globais para descarbonizar a economia global e limitar o aquecimento a 1,5º C”.
Segundo o especialista em Negociações Internacionais de Clima do WWF internacional Mark Lutes, a precificação do carbono, como recomendou recentemente a Agencia Internacional de Energia[1] é uma das opções que devem ser consideradas para garantir que o setor de transporte marítimo mundial faça seus esforços globais de redução de emissões e se adapte a impactos inevitáveis: “Muitos países e setores estão examinando ou adotando precificação de carbono, e a indústria de transporte marítimo não deve ficar para trás. O modelo atual de isenção de impostos do transporte impede que eles gerem financiamento para redução de emissões no setor e contribuam para enfrentar os impactos de suas emissões nos países em desenvolvimento e nas comunidades vulneráveis”, completa.
Lutes acrescenta que “estudos econômicos mostraram que os impactos dos preços de carbono nos custos de transporte e atividades econômicas serão mínimos para a maior parte da economia global e podem até ter benefícios para países como o Brasil”.

Sobre o WWF
O WWF-Brasil é uma organização não governamental brasileira dedicada à conservação da natureza, com os objetivos de harmonizar a atividade humana com a conservação da biodiversidade e promover o uso racional dos recursos naturais em benefício dos cidadãos de hoje e das futuras gerações. Criado em 1996, o WWF-Brasil desenvolve projetos em todo o país e integra a Rede WWF, a maior rede mundial independente de conservação da natureza, com atuação em mais de 100 países e o apoio de cerca de 5 milhões de pessoas, incluindo associados e voluntários.
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