Paris, Nice, Bruxelas, Londres e Estocolmo: a Europa está mais exposta ao terrorismo?

Segundo o site  http://www.msn.com: Desde a década passada, extremistas muçulmanos decidiram concentrar suas atenções na vulnerabilidade de civis em cidades europeias. Algo reforçado por diversos ataques nos últimos dois anos.Ataque a bomba do ETA que matou o premiê espanhol, Luis Carrero Blanco, em dezembro de 1973: Nos anos 70, ataques de grupos domésticos com o ETA aterrorizaram euroeisMas se para quem vive nessa parte do continente o perigo aumentou, quais as chances de se tornar uma vítima? Elas cresceram ou diminuíram?
Sem dúvida, os ataques na Europa Ocidental se tornaram mais letais. Desde a Segunda Guerra Mundial, os três piores incidentes em terra ocorreram nos últimos 16 anos:
  • Bombas na estação de trem de Atocha, em Madri (191 mortos e mais de 2 mil feridos)
  • Ataques múltiplos em Paris, em novembro de 2015 Paris attacks (130 mortos e 360 feridos)
  • Ataque em Nice, na França, com o uso de um caminhão (86 mortos e 460 feridos)
O padrão até o ano 2000 tinha sido uma combinação de um grande número de incidentes com um pequeno número de mortes.
Um exemplo? O grupo separatista basco ETA, que provocou terror na Espanha e na França durante 40 anos até anunciar um cessar-fogo em 2011 e entregar suas armas no último sábado. 
Em décadas de campanha, foram 800 mortes e 3.300 feridos, mas uma média de apenas uma fatalidade em cada quatro ataques.
No entanto, se o número de incidentes com grande números de mortos e feridos cresceu, as mortes por terrorismo diminuíram na Europa. E de forma dramática.Peritos examinam caminhão usado em atentado de Nice: Ataques como o de Nice afetaram um média de mortes que vinha apresentando tendência histórica de quedaNos anos 70 e 80, a média anual de mortos foi de mais de 150. Desde 1990, caiu para 50, apesar de os atentados em Paris, Bruxelas e Nice terem levado a um salto nos totais de mortos em 2015 e 2016.
Os números são do Global Terrorism Database, um banco de dados da Universidae de Maryland, nos EUA. 
A tendência é clara, de acordo com o GTD: as chances de moradores de cidades europeias serem mortos por militantes caiu drasticamente nas últimas quatro décadas.
Gráfico da BBC (em inglês) mostram a tendência de queda nas mortes em solo europeu entre 1970 e 2015
Durante o período mais grave dos distúrbios na Irlanda do Norte, palco de uma violenta batalha entre paramilitares e as autoridades do Reino Unido, a probabilidade calculada de risco para civis foi de uma em 25 mil. Na França de 2015, um ano particularmente sangrento para o país, a probabilidade foi de uma em 400 mil.
Em 2011, o ano em que os EUA sofreram o mais grave incidente do gênero em sua história (os ataques de 11 de setembro), a probabilidade de um americano morrer "em casa" vítima de um ato extremista era menor que uma em 100 mil.Pedaço da fuselagem de avião derrubado por bomba em 1998 na Escócia: Explosão de um avião sobre a Escócia, em 1988, ainda é o atentado mais letal já ocorrido em solo europeu, com 270 mortesPorém as estatísticas não contam toda a história. Há diferenças notáveis entre os terroristas de hoje e os de outrora.
Na década de 70, militantes atuando na Europa eram motivados por ideologia, normalmente uma forma radicalizada de Marxismo. Seus alvos eram políticos ou algo que personificasse o capitalismo.
Grupos de expressão como o ETA, as Brigadas Vermelhas da Itália, ou o Baader-Meinhof da Alemanha, tinham conexões com a antiga URSS e eram financiados por Moscou.
Isso não se aplica os dias de hoje, em que grups extremistas disputam a hegemonia de uma guerra religiosa através de ações indiscriminadas

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