Faltando pouco mais de uma semana para ser lançado, o Pokémon Go já está conseguindo mostrar o que realmente pode vir por aí quando o jogo for realmente lançado no mundo todo – algo que a Nintendo confirma que vai acontecer brevemente. Só que parece que muitas pessoas não estão felizes com todo o sucesso que o jogo vem conquistando, como, por exemplo, o pastor norte-americano Rick Wiles, que desabafou utilizando um programa de rádio nesta quarta-feira, 13. Ele fala que o novo game que está se tornando febre mundial é uma ferramenta utilizada por nada menos que, demônios tentando corromper todos os fiéis cristãos e também com a única intenção de destruir as igrejas.
Wiles também conta em depoimento na mesma transmissão que precisou acionar a polícia depois que viu um homem registrando fotos do prédio onde fica localizado seu escritório. Depois de registrar a ocorrência, o líder religioso descobriu que o homem estava apenas jogando Pokémon Go em seu smartphone.
Para quem ainda não jogou, o game de realidade aumentada resume em utilizar o GPS do #Celular para conseguir encontrar os monstrinhos no mundo real. Quando finalmente ele é encontrado, você precisa apontar a câmera do seu celular para conseguir usar uma pokébola e capturá-lo. Para Wiles, o hype gerado pelo novo jogo é um sinal de que “algo muito temido está acontecendo” e avisa que “essas criaturas chamadas de Pokémon são nada menos que ciberdemônios ou demônios virtuais”.                                                                                 No caso do homem que estava parado em frente ao seu prédio, o pastor disse que ele estava ali procurando e caçando “demônios Pokémons que teriam adentrado em seu escritório”. Ainda conta que, a tecnologia é uma ferramenta extremamente perigosa. E avisa: “E se essa grande tecnologia estiver sendo entregue para os jihadistas do Estado Islâmico, através de um app que passa informações e localização dos cristãos?”, diz ele referindo-se aos acontecimentos onde muitos ginásios  e Pokéstops incluem igrejas e também outros edifícios para a realização de cultos. “O nosso grande inimigo, Satanás, tem como alvo as nossas igrejas e utiliza demônios digitais para atingir o que realmente quer. Creio que esse tipo de coisa (Pokémon Go) é um forte ímã para estender os poderes demoníacos. Ele permite que demônios consigam invadir igrejas, ocupando esses ambientes sagrados com atividades demoníacas. Não tenho dúvidas de que essa tecnologia vai ser utilizada pelos inimigos da cruz para ajudar a localizar fiéis e assim executá-los”, completou o pastor.
Além disso, ele acredita que os jogadores mais viciados, que são conhecidos como Mestres Pokémon, podem desenvolver comportamentos altamente agressivos por estar buscando os monstrinhos mais difíceis e raros de se encontrar.
Na opinião dele, esse app poderá ser utilizado para causar morte e desentendimento entre os jogadores que desejam conquistar mais e mais Pokémon. Ao final da entrevista, ele alertou para que todos desistam e parem de jogar Pokémon GO rapidamente. #Religião #Jogos    

Brasilienses ocupam as ruas de Brasília à procura de pokémons

Bastou dar uma volta pela cidade para encontrar vários caçadores do monstrinho. Muitos brasilienses saíram de casa especificamente com essa tarefa. O aplicativo do jogo, que chegou na quarta-feira ao Brasil, é o mais baixado da Apple Store

Carlos Vieira/CB/D.A PressOs namorados Glenda Esther e Igor Neves aproveitaram que a cidade estava bastante policiada, por causa dos jogos, e passaram a tarde no Parque da Cidade atrás dos monstrinhos  Nas escolas, nas faculdades, nos shoppings e nas ruas, o brasiliense acordou ontem olhando para o celular. Na noite de quarta-feira, a Niantic lançou, em território brasileiro e na América Latina, o famoso Pokémon Go. O jogo, de realidade aumentada, leva o usuário para fora de casa em uma experiência de videogame ao ar livre. Os pokémons estão espalhados por aí, e se concentram perto dos chamados pokéstops — o Congresso, a Praça dos Três Poderes e o Parque da Cidade são alguns dos lugares com maiores pontos para ganhar pokébolas e outros itens. Basta andar com o jogo aberto no celular para encontrá-los.

Quando um pokémon aparece, o jogo abre a câmera do celular e coloca o pokémon onde o usuário está. O game é um sucesso, mas a Niantic ainda não tem o número de quantas pessoas baixaram o jogo no Brasil até agora. O Pokémon Go é o aplicativo mais baixado da App Store (o segundo lugar é de um radar para Pokémon Go e o terceiro, um simulador). No Google Play, o jogo faz menos sucesso e não está entre os mais procurados. Em nota, a empresa explica que os Pokéstops são encontrados em lugares acessíveis ao público, como marcos históricos, instalações de arte pública, museus e monumentos. “A Niantic espera que o povo do Brasil se divirta jogando!”

Pokémon foi uma febre no fim dos anos 1990. O desenho, que acompanhava a jornada de Ash, Brock, Misty e seus pokémons (quem não lembra do Pikachu?), conquistou uma legião de crianças e adolescentes na época. E os lançamentos posteriores de jogos temáticos garantiram que os bichinhos não fossem esquecidos. O Pokémon Go trata exatamente dessa fase, quando ainda eram 151 pokémons. “Acho que é a grande jogada para atrair os consumidores mais experientes, que acompanhavam o desenho na infância”, explica o técnico em operador de redes Marcelo Play, 36 anos.

Marcelo tem também um canal no Youtube chamado Play The Game DF TV, no qual fala de cultura pop, nerd e geek. Ele aproveitou o horário de almoço de ontem para subir em uma das bicicletas públicas e procurar pokémons. Em menos de 24 horas, foram mais de 50. “Eu e um grupo de amigos conseguimos emular no computador a versão internacional para pegar experiência, mas jogar ao vivo é outra coisa. É uma forma interessante de interagir socialmente e de se aventurar pela cidade para achar os pokémons. Pokémon Go é o sonho de todo fã de Pokémon”, conta.

O técnico explica ainda que a Niantic tem outro jogo de realidade aumentada, o Ingress, que pouca gente conhece, mas que funciona mais ou menos da mesma forma. Pokémon Go usa os mesmos pontos para funcionar. Felipe Barreto, 29 anos, é técnico de informática, amigo de Marcelo, e também aproveitou o intervalo para procurar alguns pokémons para a sua Pokédex. “Estou curtindo a nostalgia, vou lembrando as coisas aos poucos. Moro em Samambaia e achei poucos por lá, mas aproveitei o horário de almoço para procurar na Praça dos Três Poderes. Achei muitos”, conta.

No parque 


Mesmo com o jogo do Brasil rolando, vários grupos de adolescentes aproveitaram a tarde de ontem para procurar pokémons no Parque da Cidade. O casal de estudantes Glenda Esther e Igor Neves, os dois com 20 anos, passou a tarde andando pelas vias do parque atrás de pokémons. “Eu não entendia muito o desenho, mas gostava. Acho legal porque o jogo faz as pessoas interagirem. É muito legal”, conta Glenda. Igor ganhou um ovo e não sabia como chocá-lo. “Vi um cara no ônibus jogando, e descobri como faz. Precisamos andar muito ainda”, explica. Os ovinhos precisam de uma encubadora e exigem que o usuário caminhe 2km, 5km ou 10km para abrirem.