A Argentina só deu trabalho até o quinto ponto, quando conseguiu quebrar o passe brasileiro em dois saque de Mimi Sosa, que atua na Superliga nacional há algumas temporadas. Depois disso foi uma espectadora em lugar privilegiado na quadra para acompanhar o show da Seleção.
O sistema de entretenimento lançou então "o show das poderosas" em alto e bom som. Adequado para a superioridade do Brasil diante as maiores rivais continentais. A defesa parecia estar ligada na tomada, dando o volume de jogo que José Roberto Guimarães sempre cobra. E não foi preciso aquele climão de rivalidade para dar um molho a mais para o clássico. Sheilla chegou a acertar uma bolada na cabeça da líbero Tati Rizzo no segundo set. Não comemorou e pediu desculpas para a adversária. A camisa 13, que fechou o set no ataque, tinha até ali dez pontos na partida e 60% de acerto.
O panorama pouco mudou no terceiro set, com o Brasil sempre em vantagem. Pelo horário, o público até deu uma murchada. Mas dá até para dizer que a vitória encaminhada e o horário já avançado eram boas desculpas. Zé Roberto colocou Jaqueline para jogar e o ginásio voltou a se animar.
Quando Gabi marcou o último ponto da partida o relógio já marcava 0h08, desta terça-feira. A torcida então pôde aplaudir de pé a atuação da Seleção, deixar o ginásio em êxtase e partir para uma noite tranquila de sono. Já a equipe brasileira estava liberada para seguir viagem para a Vila Olímpica e continuar sonhando com o tri, ciente de que os próximos passos serão mais complicados: Japão, na quarta-feira, Coreia, na sexta, e Rússia, no domingo, sempre às 22h35. Dormir é para os fracos, torcedor!
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